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Mel
MEL - Doçura da Natureza
26/Maio/2008
Um dos primeiros alimentos do homem, o mel é utilizado desde a pré-história, quando era retirado diretamente das colmeias silvestres. Na Antiguidade os homens já dominavam seu meio de produção, plantando flores e estudando a localização mais propícia das colméias. O líquido era utilizado tanto na cozinha quanto na medicina e à ele se atribuiam várias propriedades. O filósofo Platão foi alimentado com mel ainda na tenra infância, pois se acreditava que quando ingerido desde jovem o mel era capaz de dotar os seres humanos de sapiência e eloquência. Cantado em verso e prosa, o mel fez parte da maioria dos alimentos e bebidas que permearam a antiguidade e a Idade Média, até ser substituido pelo açúcar da cana ou da beterraba.
O sabor do mel, sua coloração, composição, perfume e intensidade variam de acordo com o néctar das flores de onde as abelhas o retiraram. No entanto, o mel de qualidade (já processado) deve ser límpido, com odor intenso e agradável, sem traço de acidez e pode ser conservado em temperatura ambiente. Quando se cristaliza, em geral por conta de uma baixa de temperatura, é preciso levar o pote ou vidro para uma panela com água quente e ele voltará ao estado líquido e viscoso. No Brasil, os tipos de mel varietais mais comuns são os de flor de laranjeira e os de eucalipto, mas em locais que têm pequenas produções, outras variedades com sabores mais terrorosos e menos florais podem ser encontradas.
Antes de ser processado (ou industrializado) o mel se concentra dentro dos favos feitos pelas abelhas com sua cera , ele podem, também, ser consumidos. Para selar os favos e manter o mel dentro as abelhas produzem o própolis, substância rica em compostos químicos com funções antibióticas e antiinflamatórias. No mercado chegam todos esses produtos, a cera, o própolis, os favos e, é claro, o mel. Ele pode ser comercializado com o favo, crú (sem filtragem e processamento, resultando em um produto mais concentrado e com toques de própolis), mel varietal (separado de acordo com as flores de onde o néctar foi recolhido), com sabor (existe no mercado uma marca de mel com trufas, por exemplo) e cremoso ou batido (mais facilmente encontrado no exterior).
Maridaje (palavra espanhola que significa harmonia, enlace, usada para definir as combinações entre alimentos e bebidas)
O aroma de mel é muito presente nos vinhos de sobremesa, nos Tokaj e em alguns poucos brancos secos. Esse aroma pertence à série de 'confeitaria' junto dos aromas de pralinê, cera de abelhas, pasta de amendoas e é relativo aos aromas terceários e de envelhecimento dos vinhos.
Na cozinha, para molhos de assados enriquecidos com mel (sem que o mel se sobressaia em demasia) experimente acompanhar com um Vouvray francês ou um Spatlese alemão.
Para as sobremesas, se elas utilizarem mel, não hesite em servir um vinho de sobremesa denso, viscoso e dourado. Pode ser um Moscato di Pantelleria siciliano ou até mesmo um Marsala ou um Madeira português.
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