EDITORA INNER
 
ADEGA
A revista do vinho e outros prazeres
Home Busca Ok
 
  Seções
  De Abacate a Zatar
  Especiais
  Expediente
  Seções
  Sumário da edição
  Acontece
  Artigos
  Cartas
  Cave
  Charutos
  Crônica
  Curiosidades
  Enogourmet
  Enotécnico
  Escola do vinho
  Estilo de vida
  Eventos
  Expediente
  Grands Châteaux
  Imprensa internacional
  Matéria de capa
  Minha adega
  Outras bebidas
  Outras matérias
  Newsletter
  Ok
 
  Serviços
  Assine já
  Anuncie
  Fale Conosco
 

por Edgar Rechtschaffen


Fim aos subsídios

O comissário para Agricultura da União Européia, Mariann Boel, fez um discurso no qual esboçou as propostas para a implantação de um sistema visando preservar (com subsídios) as tradições de produção de vinho da EU, fortificando o tecido social e ambiental das regiões produtoras. A sua proposta, que precisa ser formalmente aprovada pela EU, traz uma mensagem velada: Dinheiro da EU somente para vinho que possa ser vendido como vinho. Basta de vinhos de qualidade ruim! Abaixo, um trecho do discurso de Boel. "A crise de destilação (transformação de vinho 'encalhado' em álcool) está se tornando uma faceta regular do nosso mercado comum de vinho... Enquanto o subsídio à destilação oferece uma assistência temporária aos produtores, ele não trata o problema de que a Europa está produzindo mais vinho do que o mercado pode absorver. Por isto, uma profunda reforma no setor torna-se neces-sária. Precisamos aumentar a competitividade dos produtores de vinho da União Européia, reforçar a reputação dos nossos vinhos de qualidade como os melhores do mundo, reconquistar mercados perdidos e conquistar outros".

Meca da Gastronomia

Os modismos surgem em qualquer setor e a gastronomia não foge a eles. Há pouco tempo, os principais destinos de peregrinação dos gourmets mais conservadores eram Paris, Lyon ou Londres. Os vanguardistas ainda marcavam ponto em certos clubes de Shangai ou Bolonha. Mas isso é coisa do passado. A meca da gastronomia internacional foi transferida para o coração do País Basco, mais precisamente, San Sebastián, no litoral nordeste espanhol. Peixes e frutos do mar estão na base das criações culinárias. A cidade, também chamada de Donostia (nome basco), detêm a maior densidade per capita de restaurantes estrelados pelo Guia Vermelho Michelin, considerado a bíblia da gastronomia. Nada menos do que 15 casas para uma população de meros 180.000 habitantes, equivalente a de Copacabana. Chefs consagrados como Juan Mari Arzak, Martin Berasategui, Murgaritz e Akelare dividem o endereço com centenas de excelentes restaurantes, além dos pintxos (botequins) da cidade velha, sempre lotados. O Festival Internacional de Gastronomia, sediado na cidade, tem o poder de atrair os melhores chefs do mundo. Além disso, San Sebastián abriga cerca de 1500 confrarias - várias centenárias - onde os membros se reúnem, regularmente, para comer e beber. Apesar do modismo em torno de San Sebàstian, a realeza francesa já desfrutava dos prazeres da região no final do século XIX, durante a Belle Èpoque.

Fonte: Intelligent Life (do grupo The Economist), Summer 2006.

Tesouro escondido

A casa de leilões Christie's vendeu parte de um tesouro composto por vinhos de Bordeaux, que permaneceram escondidos por mais de 60 anos. Ao todo foram negociadas 200 garrafas, incluindo os ilustres Margaux 1928 e 1929, Haut-Brion e Mouton Rothschild 1926, Yquem 1924 e Climens 1919, segundo noticiou a publicação inglesa Decanter. Os vinhos em questão totalizam cerca de 1/6 de um lote de garrafas pertencente ao restaurante do Hotel Ritz, de Paris. No início da Segunda Guerra Mundial, as preciosidades foram escondidas numa pequena adega reserva, próxima à Praça Vendôme. O restaurante decidiu vender as 200 garrafas aos colecionadores, pois elas não estavam em boas condições - rolhas danificadas ou rótulos parcialmente ilegíveis - de serem servidas aos comensais da casa. No intuito de motivar os aficionados por raridades, a data escolhida para o leilão foi emblemática: 6 de junho, data em que se comemora o Dia D, quando os americanos desembarcaram na França e deram início ao fim da Segunda Guerra Mundial.

Clandestinos

Os viticultores californianos estão sofrendo com uma dramática falta de mão-deobra. Isso ocorre devido à impiedosa ação da polícia de imigração, obedecendo a novas diretrizes federais para coibir a imigração clandestina. Só em Sonoma Country estima-se que na colheita de 2005 os clandestinos ultrapassaram 40 mil. Por outro lado, representantes de 600 produtores, em reuniões com o Ministro da Agricultura e senadores, alegaram que a mão-de-obra dos imigrantes é imprescindível para o setor, pois os nativos rejeitam este tipo de trabalho. No entanto, deve-se ressaltar que os "bóias-frias" diminuem o custo da produção. Segundo o "San Francisco Business Times", os imigrantes barateiam a colheita das uvas em até 60%, em comparação com os trabalhadores legalizados. Isso explica a pressão da indústria vinícola americana sobre o Senado para a aprovação de medidas que permitam a entrada no país de trabalhadores temporários. Enquanto isto não ocorre, explodem os custos da colheita.

Abaixo com as rolhas sintéticas

Este foi o título de uma matéria publicada no site de Jancis Robinson, uma das mais prestigiadas críticas de vinho da Inglaterra. A primeira linha dizia: "Produtores de vinho do mundo, por favor, por favor, por favor, parem de usar rolhas sintéticas'. Robinson condena as rolhas sintéticas, que chegam a custar quinze vezes menos do que uma tradicional rolha de cortiça. Em contrapartida, altos elogios são feitos às vantagens das tampas de rosca. A matéria deve ter caído como uma luva para a multinacional do alumínio ALCAN, produtora das roscas Stelvin.

fotos: Lotus Head, Candace Lynn Young e Mariela Diaz/Stock.Xchng e divulgação

fotos: Lotus Head, Candace Lynn Young e Mariela Diaz/Stock.Xchng e divulgação

 
Assine Já
 

  Assinatura
  Clique e assine já!
 
 
Copyright © 2008 - EDITORA INNER
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.