Vinho mais barato que água
A rede de hipermercados australiana Dan Murphy, do grupo Woolworth, está vendendo uma garrafa de vinho Merlot/Cabernet Sauvignon da categoria cleanskin (genérico cujo rótulo ou marca não identifica o produtor), pelo preço de US$ 1,50. A oferta é decorrente da abundância de vinho, com encalhe estimado em 1 bilhão de litros. Ao contrário, a água, com oferta escassa no país, é vendida, na mesma rede, por US$ 2,30 o litro. Ou seja, 50% mais cara que o vinho.
O fim do "Château Margaux 1900"
Considerado pela Wine Spectator o melhor vinho do século passado, o "Château Margaux 1900" está perto do fim. Segundo cálculos de especialistas, apenas 0,3% das garrafas ainda está fechada, ou seja, cerca de mil unidades. O próprio estoque da Château Margaux está escasso, e conta com apenas oito exemplares da safra. Uma das conseqüências da escassez é a escalada dos preços. Um leilão da britânica Sotheby's vendeu uma garrafa por R$ 147 mil. Além dos leilões, há lojas especializadas que realizam um trabalho de detetive para encontrar as últimas garrafas. Para quem não quiser correr o risco de gastar milhares de dólares por um vinho que pode ter sofrido a adulteração de falsários - ou avinagrado - a safra 2000 do "Château Margaux", segundo os produtores, tem qualidades semelhantes ao tataravô e potencial para ser o melhor vinho da casa neste século.
O surpreendente Girolate
Este é o nome do azarão francês que, por dois anos consecutivos, conquistou a classificação de cinco estrelas conferidas pelo exigente e respeitado Grand Jury Europen. Além disso, foi eleito o melhor vinho francês da safra 2001 entre os bordeaux produzidos na margem direita do rio Gironde, batendo rótulos renomados de vinhos de St.
Emilion e do Pomerol. O mais surpreendente é que o Girolate provém de uma denominação de origem nada badalada (Entre Deux Mers) e a primeira safra foi produzida somente em 1999. O "château" do Girolate tem apenas 10 hectares e a produção é bem baixa. Apenas 26 mil garrafas por ano. Vendida por US$ 80, em Bruxelas (Bélgica), a garrafa do Girolate desembarcou no Brasil com o custo quatro vezes maior. A diferença de preço chamou a atenção da renomada crítica inglesa Jancis Robinson, que escreveu um artigo sobre o assunto no Financial Times.
Cada gole, US$100
O preço de venda en primeur (para entrega futura) do "Château Pétrus 2005", ícone da região do Pomerol, em Bordeaux, foi ofertada pelo produtor, aos poucos distribuidores exclusivos, por US$ 40.000,00 a caixa, ou seja, US$ 3.300 por garrafa. Isso equivale a US$ 100 por gole, conforme noticiou o negociante de vinhos londrino Farr Vintners Decanter News. Segundo ele, é o preço mais elevado jamais alcançado por um vinho en primeur, quebrando o recorde anterior do "Domaine de la Romanné-Conti 2003".
Inglaterra e França de mãos dadas
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| Uma das vinícolas de Pomerol, em Bordeaux |
A inglesa Serena Sutclife MW, diretora do departamento internacional de vinhos da casa de leilão Sotheby's e uma das maiores autoridades do mundo em champanhe, foi agraciada pelo governo francês com o título de Cavaleiro da Ordem da Legião de Honra por sua contribuição na divulgação dos vinhos do país. Ela é a primeira mulher inglesa a receber a honraria - e está bem acompanhada. O crítico de vinhos norte-americano Robert Parker recebeu, em 1999, o mesmo título.