NOSSA ESCOLA DO VINHO
É com prazer que descubro o quão é importante para os apreciadores leigos de vinho, como eu, ter conhecido esta grande revista ADEGA, pois nos permite adentrar no universo da "parkerização" dos vinhos. É de fundamental importância ver os artigos abordados pela revista, pois confere ao leitor iniciante dar os primeiros passos no reino de BACO.
Francisco Freire
Agradecemos os elogios, Sr. Francisco. Saber que nossa publicação proporciona, aos nossos leitores, maior conhecimento, é um incentivo para aprimorarmos cada vez mais nosso trabalho.
CRÔNICA
Caríssimo Fábio, Você é, realmente, surpreendente. Já havia gostado muito das tuas peripécias ao longo do caminho de Santiago, mas essa crônica mezzo inglesa mezzo francesa está impagável! Acredito que esta passagem da sua vida ficará na lembrança por muito tempo, quiçá pela vida toda. Afinal de contas, não é para qualquer um passar a noite do milênio com meia garrafa de "Moët & Chandon", não é? E outro detalhe: adorei a tua definição de Deboche e Ironia. Pouco sabem usar tão bem as sutilezas das suas palavras.
Cristina Neves
Olá Cristina, agradecemos os elogios e esperamos que se divirta com as próximas crônicas.
LICORES
Olá! Gostaria de fazer algumas observações a respeito da matéria sobre licores. O articulista mistura licores com aguardentes. Apesar da palavra licuor ser bem abrangente na língua inglesa, em nossa língua LICOR se refere somente à mistura de extratos ou tinturas de ervas e/ou frutas, misturados com álcool e açúcar, cujo teor de ambos pode chegar a 50% (nos ditos Cordiais).
Já a aguardente ou Eau de Vie é o destilado com sucos de frutas fermentados, que, praticamente não contém açúcar algum, portanto não é doce. Por isso, por exemplo, não devemos colocar no mesmo balaio um Cointreau ou Drambuie e um Slivovitz ou Slivovica, ou mesmo um Rum, até mesmo nossa cachaça.
Outra observação: o Licor Curaçao não é de origem francesa, mas da pequena Ilha de Curaçao (como o nome já indica), antiga possessão holandesa, localizada logo ao norte da Venezuela.
Conforme informação em uma garrafa que comprei ao visitar a fábrica, este licor é preparado com uma espécie de laranja que nasce lá, derivada das mudas de laranja Valência trazidas da Espanha, mas que se tornou selvagem devido ao clima árido da ilha, ficando quase sem sumo, mas com uma casca rica em óleos aromáticos. Esta base é fabricada e vendida com várias cores adicionais (mas com o mesmo sabor) ou com sabores de passas ao rum, café ou chocolate.
Já o assunto da Tequila está bem explicado! O Agave azul ou Maguey é a nossa pita, bastante encontrado por aqui, e cujas folhas, assim como de outros similares, são usadas para extrair fibras. Trata-se de uma planta suculenta e não é um cactus.
Luiz Rodrigues Barbosa
O leitor tem razão e não conflita com o que escrevi. No primeiro artigo (exemplar nº 6, pp. 54-55) esclareço que, com a palavra licor, estou abrangendo aguardentes e licores. O pretexto para essa simplificação proposital é que a etimologia da palavra licor - liquor, liquoris - significa líquido, somente.
Também deixei claro e explícito que o Curaçao vem originalmente de uma laranja das Antilhas Holandesas. A referência à Franca diz respeito somente às bebidas mais conhecidas desse gênero produzida pelas casas francesas Cointreau e Marnier.