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Reverência aos clássicos franceses
ADEGA visita o Le Saint Honoré em busca da melhor harmonização para dois clássicos franceses

por Marcelo Copello



fotos: Geraldo Garcia
O chef Dominique Oudin, adepto da Fusion
"A descoberta de um novo manjar causa mais felicidade ao gênero humano que a descoberta de uma estrela." - Jean-Anthelme Brillat-Savarin

O que é um prato clássico? Uma iguaria que se perpetuou, mantendo-se fiel à sua origem e tradição? Um sabor que atravessou gerações? Um paradigma culinário que serve de modelo ou padrão do gênero? Uma receita que segue os cânones estabelecidos ou mesmo que originou tais cânones? Uma expressão gustativa tão particular de um país ou de uma região que o simboliza? Todas as respostas acima? Com certeza. O assunto é inesgotável, pois evoca a história do paladar e de sua evolução. Vamos experimentar hoje uma gota deste oceano, ou melhor, duas das gotas mais preciosas do mar de sabores que é a França. Em foco, o "Coq au Vin" e o "Steak au Poivre", pratos clássicos que poderiam dividir cartões postais com a Torre Eifell e o "O pensador", de Auguste Rodin, por sua representatividade na cultura gaulesa.


fotos: Geraldo Garcia fotos: Geraldo Garcia
Coq au Vin Steak au Poivre

Para acolher toda esta nossa reverência o restaurante escolhido não poderia ser outro: o Le Saint Honoré, no Rio de Janeiro. Fundado há 30 anos, no alto do 37º andar do prédio do hotel Le Meridien, com uma impagável vista da praia de Copacabana, sob a chancela de um dos mais afamados chefs da história: Paul Bocuse. Há cinco anos, a cozinha está sob o comando do também francês Dominique Oudin, adepto da "cuisine de fusion" e apaixonado pelos ingredientes brasileiros. Não por acaso, Oudin é da região de Auvergne, origem histórica de um dos pratos escolhidos, o Coq au Vin.

Para esta gala gastronômica, ADEGA convidou: Patrícia Quentel - da 3 Plus, organizadora da Casa Cor; Renata Domingues - da Approach, assessoria de imprensa do Le Meridien; Paula Monteiro - Estilista; Cláudio Magnavita - Presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo; e Heitor Magalhães - Engenheiro.

Os vinhos escolhidos tentavam aliar as escolhas "de manual" e as ousadias, mesclando Velho e Novo Mundo. O resultado foi a escolha de três vinhos para cada prato, a harmonização tradicional com um francês, com um de outro país europeu (no caso, um espanhol para o galo e um italiano para o filé) e um do Novo Mundo (um Pinot do Oregon e um potente Tannat do Uruguai).

Antes de partir para a prática, solicitei a Guilherme Corrêa (recém sagrado campeão brasileiro de Sommeliers, competição na qual deu uma aula de harmonização), para nos dar uma palavrinha sobre o assunto.

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