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| Dijon, em Borgonha (França): primeira cátedra de Vinho e Cultura |
VINHO E CULTURA
A UNESCO acaba de instituir a primeira cátedra de Vinho e Cultura, na Universidade da Borgonha (antiga Universidade de Dijon), na França. A cadeira inaugural será ocupada pela climatologista Jocelyne Pérard, inicialmente por dois anos. A cátedra, financiada pela UNESCO, concentrar-se-á na implantação de programa de mestrado, começando por e-learning (estudo dirigido pela Internet). Em seu discurso de entronização, a professora Pérard, que já foi presidente da Universidade de Borgonha, declarou: "Acredito firmemente que temos um enorme papel a desenvolver na transferência de conhecimento para novos programas de viticultura como os estabelecidos em países como Vietnã, Brasil, China e da Europa do Leste".
EU: POLÍTICA E VINHO
O bloco de ministros dos países membros da European Union - EU, incluindo grandes produtores de vinho, como França, Espanha e Itália, deram aval ao plano da EU para erradicar 400 mil hectares de vinhas, visando drenar o excedente - lago de vinho encalhado - de 1,5 bilhões de litros, equivalente a 2 bilhões de garrafas de 750 ml. As causas são conhecidas: queda do consumo local e, principalmente, a forte concorrência do Novo Mundo (com vinhos de alta relação qualidade/preço). Mas nenhuma proposição legislativa sobre a reforma está prevista antes de 2007. As regiões do Languedoc-Roussillon (França) e da Mancha (Espanha) seriam as mais afetadas pelas reformas. Estas regiões, além de enormes produtoras, apresentam a menor receita média do setor: 650 Euro/hectare.
Fonte: Beverage Daily
O TOCAI MORREU. VIVA O TOKAY
De acordo com as regras da Comunauté Europeénne (CE), relacionadas a nomes semi-genéricos que se aplicam, por exemplo, ao Gorgonzola, Champagne, Cheddar, (presunto) Parma, e outros produtos de regiões famosas, somente Tokaji (no sudeste da Hungria) pode produzir vinhos sob essa designação. A decisão resulta da recente admissão deste país à CE. Dessa forma ficam proibidas designações seculares de vinhos como o Tocai Friulano que data do século XIII, quando a condessa Aurora Formentini, desta região do nordeste da Itália, casou-se com um conde húngaro e recebeu como presente de núpcias 300 pés de uvas (húngaras) Tokay. Ficam também proibidas as designações francesas Tokai Pinot Gris e Tokai d'Alsace. Isso passa a valer a partir da safra 2006.
Fonte: Decanter News
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| França restringe o uso da madeira na produção de vinho |
CAVACOS DE MADEIRA
O Institut National des Appellations d'Origine - INAO, órgão regulador da atividade do vinho na França, delineou seus planos para proibir o controvertido uso de cavacos de carvalho (e de outras madeiras) no processo de elaboração de vinhos de qualidade superior: os vinhos das 460 Appellations d'Origine Contrôlée - AOC's. Foi uma reação à medida recém aprovada pela EU.
Fonte: Beverage Daily
CABERNET SAUVIGNON VS ALZHEIMER
Recente estudo sugere que o vinho tinto, especificamente o Cabernet Sauvignon, pode atuar como excelente inibidor da doença de Alzheimer. A pesquisa, realizada com ratos cobaias no Mount Sinai School of Medicine de Nova York, indicou uma significante redução da deterioração da função memória espacial, típica na ocorrência de Alzheimer. O trabalho infere que o consumo moderado de vinho tinto - duas taças por dia para os homens e uma para as mulheres (de acordo com os padrões estabelecidos pela Food and Drug Administration - FDA), pode ajudar na redução do risco relativo do Alzheimer.
Fonte: Decanter News
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| Mouton 1945: tesouro engarrafado |
MOUTON 1945: U$28.750
Uma caixa com 12 garrafas de 750 ml de "Chateaux Mouton Rothschild 1945" bateu o recorde mundial de maior preço pago por um vinho em leilões. Mas este recorde durou menos de quinze minutos, pois, logo a seguir, uma outra caixa com seis garrafas no tamanho magnum (1500 ml), do mesmo Chateaux e mesma safra, foi arrematada por preço 19% superior. Isso ocorreu em 29 setembro de 2006 no leilão inaugural da Christie's, em Beverly Hills, Califórnia. Os preços pagos foram, respectivamente, U$ 24.166 e U$ 28.750 por 750 ml de "Mouton 1945". Para efeito de comparação, o recorde anterior foi estabelecido meio ano antes, em março de 2006, por uma caixa com seis magnum de "Romanée-Conti 1985", cujo lance de arrematação equivaleu à mixaria de U$ 14.198,00 por 750 ml de vinho.