EDITORA INNER
 
ADEGA
A revista do vinho e outros prazeres
Home Busca Ok
 
  Seções
  De Abacate a Zatar
  Especiais
  Expediente
  Seções
  Sumário da edição
  Acontece
  Artigos
  Cartas
  Cave
  Charutos
  Crônica
  Curiosidades
  Enogourmet
  Enotécnico
  Escola do vinho
  Estilo de vida
  Eventos
  Expediente
  Grands Châteaux
  Imprensa internacional
  Matéria de capa
  Minha adega
  Outras bebidas
  Outras matérias
  Newsletter
  Ok
 
  Serviços
  Assine já
  Anuncie
  Fale Conosco
 
A arte de degustar
Para uma degustação perfeita, é preciso acompanhar a queima e apreciar a evolução dos sabores

por Fernando Roveri



No início da degustação, o sabor do charuto é mais suave

Assim como um artista busca a perfeição em uma obra, o apreciador de charuto deve buscar o máximo de prazer na degustação. Para que o ato de degustar seja perfeito, algumas regras básicas devem ser seguidas. Antes de mais nada, o connaisseur deve reservar um momento tranqüilo para se dedicar ao ritual, pois a pressa nunca é bem-vinda nessas ocasiões.

Se o charuto vier envolvido em papel celofane (como os americanos, por exemplo), ele deve ser retirado para se sentir a profundidade dos seus aromas. Após essas preliminares, o charuto deve ser acendido.

Nunca se deve engolir o fumo de um charuto. As tragadas devem ser suaves, e o ritmo deve ser contínuo. Quanto maior for o ritmo, mais rápida a queima e, conseqüentemente, menor será a percepção dos sabores. O ideal é manter uma freqüência regular, com leves pausas para apreciar cada nuança no paladar.

A evolução da queima

Segundo Arthur Avedissian, gerente da Davidoff, a queima do charuto se resume em três etapas: primeiro, segundo e terceiro terços. “De maneira geral, todo charuto evolui de maneira que você passa do primeiro ao último terço”, explica Arthur.

No primeiro terço, o sabor é bastante suave, pois o calor da brasa ainda não percorreu todo o charuto e ele não está plenamente aquecido. A partir do momento em que se chega ao meio, surgem, no paladar, os elementos mais encorpados e carregados, ou seja, a complexidade do bouquet. Por esse motivo, o segundo terço da degustação deve ser mais longo e melhor apreciado.

Quando a queima está próxima ao anel chega-se à última etapa da degustação. Algumas pessoas, por gostarem do sabor mais acentuado, têm o costume de retirar o anel e seguir com a degustação até o fim. Neste caso, os sabores ficam mais acentuados. Segundo a etiqueta, o correto seria fumar até o limite do anel. Além disso, é o momento em que muitos apagam o charuto. O final apresenta um gosto muito picante, chegando ao amargo, o que pode causar incômodo ao degustador. O importante é guardar as notas mais marcantes e saborosas.

Outro detalhe muito importante: nunca se deve apagar um charuto para degustar o restante em outra ocasião. Quando a evolução da queima é interrompida, ele fica com gosto de resíduos queimados, prejudicando todas as características das notas. O charuto é feito para ser degustado de uma única vez, sem interrupções.

 

 
Assine Já
 

  Assinatura
  Clique e assine já!
 
 
Copyright © 2008 - EDITORA INNER
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.