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por Edgar Rechtschaffen



Marco de Moulin/Stock.Xchng
A Wine Enthusiast está de olho no público jovem

Público mais jovem
Num gigantesco esforço para alcançar o público mais jovem (25 a 45 anos), a revista norte americana Wine Enthusiast editou o que chamou de "megalog -The Wine Enthusiast Guide to Wine Essentials". Trata-se de livreto com 52 páginas abordando diversos temas relacionados aos quatro tópicos considerados de maior interesse pelo consumidor: armazenagem, seleção e compra, serviço e idéias para entretenimento. Entre outubro e dezembro de 2006, terão sido enviados por mala direta, gratuitamente, 500.000 exemplares da publicação, em lotes de 200 mil, 150 mil e 100 mil.

Fonte: DM News.

divulgação
Em Casino Royale, James Bond degusta um Angelus 1982

James Bond toma Chateau Ângelus
Hubert de Bouard, chefe do Chateau Ângelus, prémier grand cru classé de St. Emilion, declarou que ao ser procurado por Barbara Brocolli, produtora da série James Bond, prontamente ofereceu seu grande vinho Ângelus 1990 para participar de cena do próximo filme Casino Royale. Mas os produtores replicaram: "Monsieur de Bouard, o senhor se dá conta de que Bond não se contentará com nada menos do que um Ângelus 1982? ". O vinho é tomado por Bond e a atriz Eva Green no vagão restaurante do trem rumo a Casino Royale, em Montenegro. A antiga franquia de Bond com a maison champenoise Bollinger, iniciada em 1973 (Live and Let Die) parece estar em low profile: Bond aparece encomendando um champagne Grande Année (sem mesmo especificar a safra) e nem é visto saboreando o que encomendara. Para rememorar, a primeira vez em que Bond se referiu a um vinho foi no saudoso Dr. No (1962), em que ele aparece junto a um champagne Dom Pérignon 1955 e diz: "Pessoalmente, prefiro a safra 1953."

Marketing em alto estilo
Patrick Ricard, presidente do poderoso grupo francês de vinhos e destilados Pernod-Ricard, anunciou, durante recente reunião anual de acionistas, que a empresa está prestes a lançar um champagne a ser comercializado no varejo francês por U$ 1200,00, destronando Cristal, Krug e Dom Pérignon (que custam U$ 400 - U$450 a garrafa) do rol dos mais caros champagnes. Sobre o novo produro, apenas foi dito que será lançado sob a marca Belle Époque, a top cuvée de sua subsidiária champenoise Perrier-Joüet. "É um fato que consumidores de todo o mundo identifiquem-se com marcas que os representem. Mas tem que ser um produto de alta qualidade e exclusivo (reduzida oferta)", declarou Pierre Joüet, diretor da Perrier-Joüet.
Fonte: Decanter News.

Leilões
A Sotheby's alega ter alcançado o recorde de valor em leilões para um único lote. Cinqüenta e uma caixas (600 garrafas) de Château Mouton Rothschild 1982 foram arrematadas por US$ 1 milhão, em leilão realizado em Nova York.

divulgação
Uma aquarela de pinheiros do Príncipe Charles estampa o Mouton

Príncipe Charles assina rótulo de Mouton 2004
O príncipe Charles acaba de juntar-se ao rol de famosos pintores do século XX ao tornar-se o mais recente artista a ilustrar o rótulo do vinho Château Mouton Rothschild. The Prince, como é conhecido o conceituado aquarelista e herdeiro da coroa britânica, agora acrescenta seu nome a uma eclética relação que já inclui Braque, Picasso, Miró, Chagall, Henry Moore, Warhol, Francis Bacon e Balthus.

A pintura escolhida, que ilustrará o rótulo do Mouton Rothchild 2004, é uma aquarela de pinheiros de Cap d'Antibes, na Cote d'Azur. Apesar de não ter sido originalmente pintada para este propósito, ela foi pessoalmente selecionada pela Baronesa Philippine de Rothschild, proprietária da vinícola. A razão maior da escolha, segundo a baronesa, foi comemorar a entente cordiale entre França e Grã-Bretanha, celebrada em 2004. A garrafa começa a ser comercializada para seus distribuidores por U$ 150.

Top 100 da WS
Foi divulgada a lista dos top 100 vinhos de 2006, pela revista Wine Spectator (www.winespectator.com). Antes de comentá-la sob certos aspectos, convém esclarecer o seu propósito: Divulgar os vinhos que mais excitaram (The most exciting wines of 2006) os degustadores da WS. Portanto, a lista não pretende produzir um ranking dos melhores do mundo. Um dos critérios para figurar na lista é ser largamente ofertado no mercado local (excluindo os vinhos de pequena produção, mas prestigiosas garrafas). Outro critério (não explicitado pela WS) parece ser o de privilegiar os produtores locais: afinal, estes formam a base de seus anunciantes. Dito isto, aqui vão alguns comentários sobre a lista: A França empata com os EUA, com 26 indicações cada um.

Em segundo e terceiro lugar aparecem praticamente empatados Austrália (12) e Itália (11). A seguir, surpreendentemente, a Argentina, com cinco indicações.

Seguem-se empatados, com quatro indicações cada, Portugal, Chile e Espanha. Nova Zelândia e Alemanha aparecem a seguir com três indicações e, finalmente, um must, a Hungria (Tokay) com uma indicação. Por apelações (excluindo os vinhos norte-americanos), nota-se com destaque a remarcável posição de duas apelações do Velho Mundo: Châteauneuf du Pape e Brunello di Montalcino, ambas com a invejável marca de cinco indicações entre as primeiras 31 posições. Surpreende a baixa presença da Espanha em contraposição à excelente participação do Cone Sul, com nove representantes. Finalmente, o Velho e o Novo Mundo do vinho empatam com 50 indicações cada. Uma lista dirigida para o consumidor norte-americano local.

 
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