| |

por Edgar Rechtschaffen
BRONCO ATACA DE NOVO
 |
| Califórnia: vinhos a US$ 1,99 |
A Bronco Wine Company ganhou fama nos Estados Unidos pelo sucesso de venda de seus vinhos genéricos da Califórnia, pelo preço de US$ 1,99. Os vários rótulos levam a marca Charles Shaw. Alguns venderam mais de cinco milhões de caixas ao ano, preocupando o mercado produtor. Os vinhos são comercializados na rede Trader's Joe, com lojas em inúmeros estados. E agora, para maior inquietação dos produtores, a Bronco introduziu um upgrade no rol de seus produtos, com a comercialização de vinhos californianos de apela ção controlada. Eles já são vendidos nacionalmente sob as marcas Napa River (apelação Napa Valley) e o chardonnay Santa Barbara Landing (apelação Santa Barbara), ambos pelo preço de US$ 4,99, uma verdadeira barganha para vinhos nacionais de apelação controlada. "Estamos vivenciando a derrocada do mito que um vinho tem que ser caro para ser bom", declarou Fred Franzia, o polêmico presidente da empresa.
Fonte: Wine Business
LEILÕES MILIONÁRIOS
 |
| Acker, Merral & Condit: US$ milhões em vinhos leiloados |
O total dos valores oficiais de vendas de 2006 nos leilões de vinhos finos, principalmente da Grã Bretanha e Estados Unidos, indica um volume próximo de US$ 300 milhões. A protagonista tem sido a norte-americana Acker, Merral & Condit, com vendas de US$ 60 milhões, desbancando a líder Christhie's, que apresentou vendas de US$ 58,6 milhões. O terceiro lugar no pódium coube a Sotheby's, com vendas de US$ 37,4 milhões. Importante ressaltar que 7% do valor das vendas em leilão ocorre pela Internet. Estes números, apresentados pela Decanter News, parecem não incluir os resultados de alguns leilões franceses, como a venda de grandes vinhos da adega da prefeitura de Paris. Com estas inclusões, o total dos leilões deverá aproximar- se de US$ 330 milhões.
ETERNA DISPUTA: BORDEAUX X BORGONHA
Em recente artigo no Financial Times, Jancis Robinson classificou os sérios bebedores de vinho em duas categorias: os connoisseurs de Bordeaux e os amantes de Bourgogne. Jancis afirma usar esses termos com bastante critério. Segundo ela, um relacionamento com Bordeaux é um negócio cerebral; com Bourgogne, um affair do coração. Robinson exemplifica o caso da mais fina coleção privada de vinhos de Londres, cujo proprietário definitivamente desgosta dos Bourgognes. Em contrapartida, a autora relata ter recebido um catálogo de uma feira de vinhos parisiense de uma proeminente figura da cena de vinho francesa. Ela continha um grande risco negro sobre os Bordeaux, com a observação à mão: "não é preciso degustar".
PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >> |
|
|