EDITORA INNER
 
ADEGA
A revista do vinho e outros prazeres
Home Busca Ok
 
  Seções
  De Abacate a Zatar
  Especiais
  Expediente
  Seções
  Sumário da edição
  Acontece
  Artigos
  Cartas
  Cave
  Charutos
  Crônica
  Curiosidades
  Enogourmet
  Enotécnico
  Escola do vinho
  Estilo de vida
  Eventos
  Expediente
  Grands Châteaux
  Imprensa internacional
  Matéria de capa
  Minha adega
  Outras bebidas
  Outras matérias
  Newsletter
  Ok
 
  Serviços
  Assine já
  Anuncie
  Fale Conosco
 
Terminologia na análise sensorial de vinhos
A avaliação enológica adequada requer a padronização dos termos utilizados pelos degustadores para descrever a bebida e aponta o caminho para a maior profissionalização do setor

por Dr. Alberto Miele*



A análise sensorial do vinho aumenta o prazer da degustação

A análise sensorial é uma excelente ferramenta para enólogos e consumidores de vinho. Aos enólogos, propicia conhecimentos que vão desde o planejamento da elaboração de produtos, passando pela decisão de sua comercialização e chegando à rastreabilidade. Aos consumidores, possibilita o melhor conhecimento do vinho, aumentando, por conseguinte, o prazer da degustação.

Há menos de duas décadas, as pessoas envolvidos com a vitivinicultura da Serra Gaúcha tinham certas deficiências em analisar os vinhos utilizando a análise sensorial. Constatava-se haver certo desconhecimento da metodologia de análise e de vocabulário. Por isso, talvez, havia uma certa inibição dos degustadores. O tempo passou, e hoje verifica-se uma melhora considerável na qualificação das pessoas envolvidas com o setor vitivinícola. Algumas instituições participaram ativamente neste processo de aprendizado e de aperfeiçoamento. Citam-se, entre elas, a Associação Brasileira de Enologia, que tem realizado sessões de degustação; a Embrapa Uva e Vinho; o Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento Gonçalves; e as mais diversas associações de enófilo(a)s que se reúnem em confrarias. Entretanto, há muito ainda por fazer em relação à qualificação de um grupo de especialistas em análise sensorial de vinhos, principalmente considerando-se que, por ano, entram no mercado um número razoável de jovens enólogos. Mas o caminho está correto, pois o aprendizado deve ser incorporado às pessoas de forma metódica, gradual e contínua.

Um grupo qualificado de degustadores deve praticar, preferencialmente, uma linguagem uniforme, ou seja, a terminologia utilizada não pode ser inadequada ou ambígua. Infelizmente, ainda que em pequena escala, isso tem ocorrido com profissionais nas mais diferentes situações.

O objetivo do presente artigo é alertar e conscientizar o degustador para a necessidade de se utilizar uma terminologia adequada durante as sessões de análise sensorial, pois ela é fundamental para o entendimento dos membros de um painel de degustação.

Aspecto
Amarelo x Amarelo-palha: as cores do espectro solar são absorvidas pelas moléculas dos pigmentos de forma diferenciada. A cor aparente relacionase ao comprimento de onda que foi refletido, ou seja, não foi absorvido pelo pigmento. A intensidade de cor de um vinho com matiz amarelo-claro é menor que a de outro com matiz amarelo-palha. Em determinadas ocasiões, o degustador classifica um vinho como sendo amarelo-palha quando o matiz amarelo predomina e sua intensidade é relativamente fraca. Segundo Emile Peynaud, em seu livro Le goût du vin, a cor amarelo-esverdeada dos vinhos brancos é devida à absorção, pelos pigmentos existentes no vinho, de comprimentos de onda na faixa de 400 a 435 nm (absorção da cor violeta); a cor amarela, na faixa de 435 a 480 nm (absorção da cor azul); e a cor laranja, na faixa de 480 a 490 nm (absorção da cor verde-azul).

Rubi x Púrpura x Violeta: com relação aos vinhos tintos, ainda segundo E. Peynaud, a cor vermelha do vinho deve-se à absorção de comprimentos de onda de 490 a 500 nm (absorção das cores azul e verde); a púrpura, entre 500 e 600 nm (absorção da cor verde); e a violeta, entre 560 e 580 nm (absorção das cores amarelo e verde). Das três cores citadas (rubi, púrpura e violeta), o comprimento de onda de absorção dessas cores é crescente. Portanto, o rubi caracteriza-se por ser vermelho, ainda que tenha as mais diversas nuances; o púrpura não pode ser confundido com seus vizinhos próximos, o rubi, de um lado, e o violeta, de outro; o violeta é inconfundível.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
 
Assine Já
 

  Assinatura
  Clique e assine já!
 
 
Copyright © 2008 - EDITORA INNER
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.