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por Edgar Rechtschaffen



Hernan Herrero/Stock.Xchng
Mais de 170 vinhos da Argentina mereceram cotação igual ou superior a 90 pontos na Wine Spetactor

Argentina e Chile
A revista The Economist, publicada em 17 de março, veiculou matéria de uma página intitulada Wine in Argentina and Chile. Ela analisa o bom desempenho e a evolução destes dois países como importantes participantes no mercado exportador de vinhos finos. O vinho, que já está como primeiro item (em valor) na pauta geral de exportação do Chile (superando o cobre, desde 2004), aproxima-se da marca de US$ 1,2 bilhão, que deve ser atingida em 2010. Sua participação no maior mercado importador, o Reino Unido, já atinge respeitáveis 7%. Por seu lado, a Argentina, apesar de ser o quinto maior produtor de vinhos do mundo – e o segundo fora da Europa, após os Estados Unidos –, só recentemente despertou para o exterior, mas caminha a passos largos, para também ocupar uma posição de destaque no mercado global. E suas estratégias de marketing integrado começam a surtir efeito. Coincidência ou não, a Wine Spectator, bíblia dos enófilos norteamericanos, conferiu cotação igual ou superior a 90 pontos (na escala de 50 a 100 pontos) a 172 vinhos tintos argentinos comparado com 138 chilenos. A matéria conclui: “Variedade e inovação continuam a prosperar de ambos os lados da Cordilheira dos Andes”.

Argentina II

Deluxe Magazine/divulgação
A crítica inglesa Robinson surpreendeu-se com os vinhos argentinos

Em artigo do Financial Times, simultâneo à premiação do Oscar, e intitulado “And the trophy goes to..... Argentina”, a escritora e crítica inglesa Jancis Robinson relata sua recente experiência vivenciada com os vinhos argentinos. Ocorreu por ocasião do Wines of Argentina Awards (réplica do concurso anual que os chilenos introduziram desde 2003). Oito estrangeiros atravessaram o Atlântico para completar o corpo de juízes da premiação, incluindo os respeitados Oz Clarke e Robert Joseph, além de Jancis Robinson. Segundo Robinson, os ingleses (também havia negociantes e importadores no grupo) do painel de avaliação ficaram bastante impressionados com muitos dos vinhos apresentados e surpresos com o pequeno número de medalhas de ouro auferidas. Mesmo assim, após uma maratona de três dias de intensas degustações, os juízes premiaram 368 dos 477 vinhos competidores (inscrição limitada a cinco vinhos por produtor). Destes, 24 medalhas de ouro e 145 de prata. Jancis atesta, de forma elogiosa, que o nível geral dos vinhos estava bem superior ao de sua última visita à Argentina, há cinco anos.

US$ 1 Bilhão
Este é o valor para o qual se aproxima o total das exportações de vinhos dos Estados Unidos. A Califórnia, responsável por 95% desse total, registrou US$ 876 milhões em 2006, comparados com US$ 673 milhões, no ano anterior. Fonte: California Wine Institute

Garrafas Pet
Com a difusão da adição de cavacos e serragem de madeira, além da utilização de garrafas pet (polietileno), o vinho caminha a passos largos para a modernidade. Pois é, a gigante australiana Wolf Blass Wines acaba de comunicar o lançamento no mercado canadense do Bilyara Chardonnay e Biyliara R. Sauvignon, da linha premium de seus vinhos. E não serão baratos, já que deverão ser comercializados entre US$ 14 e US$ 16 para garrafas de 750 ml. Os vinhos são produzidos no Barossa Valley. O principal argumento é que, apesar de serem bastante rígidas, são bem mais leves que os usuais 700 a 850 gramasforça de peso das tradicionais garrafas de vidro. Além disso, serão retornáveis nos pontos de compra.

Fonte: CCN Matthews News

Vendas explodem em Bordeaux

A comercialização de cavacos em Bordeaux cresceu 200%. Mas lá, em vez de decoração, como na foto, são utilizados nos vinhos

As vendas de cavacos de madeira destinadas a vinícolas da região de Bordeaux triplicaram em um ano (crescimento de 200%). A principal razão é atribuída a um vácuo legal: o texto do artigo que bane o uso de cavacos nas AOC’s francesas. Apesar de concluído em novembro de 2006 pelo INAO, órgão oficial francês regulador das AOC’s, ainda não foi promulgado como lei. Como desculpa, muitos vinicultores reportam-se à legislação de 2005 da União Européia, mais branda, que autoriza o uso de cavacos, apenas nos estágios pós-fermentação. Como esta brecha legal deve ter vida curta, alguns vinicultores fazem o impossível para não serem identificados como compradores de cavacos. Assim, exigem que, na nota fiscal conste “limpeza de barricas”, ao invés de “compra cavacos”. Na nossa linguagem comercial/fiscal, isso é algo como emitir uma nota de serviços ao invés de uma nota de venda de produto. A propósito, para este ano de 2007, espera-se que a União Européia também autorize o uso de cavacos também nos estágios de fermentação.

 

 
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