
GLOBALIZAÇÃO
A Associated Press noticiou em 23 de julho que a Starwood
Capital acabara de fechar acordo para a compra do Grupo Taittinger,
que controla, além da homônima e renomada marca de champagne, os hotéis
de alto luxo Crillon (na Place de la Concorde) e Lutaecia de
Paris, a rede hoteleira Kyriad, diversas marcas francesas de prestígio
como Cristaillerie Baccarat e o perfume Annik Goudal e tem uma participação
no Domaine Carneros na Califórnia.
O grupo adquirente, sediado em Connecticut, EUA, tem como foco de atuação
o ramo imobiliário. Pertencem ao grupo, entre outros, as cadeias de hotéis
Sheraton e Westin. A Starwood já anunciou que deverá colocar à venda os
ativos não pertencentes ao foco de seus negócios, incluindo o champagne
Taittinger. Analistas especulam que as gigantes Pernot Ricard, Fortune
Brands ou Constellation poderão interessar-se em submeter ofertas de compra.
Há rumores, também, que o poderoso banco francês Crédit Agricole estaria
interessado em comprar toda a divisão de vinhos da Taittinger.
Em seguida, montaria uma operação de revenda ou parceria com um outro
grupo do país, assegurando assim a permanência do patrimônio cultural
Taittinger em mãos francesas, numa suprema demonstração do 'Chauvinisme'
gaulês.
VINHO: PREFERÊNCIA AMERICANA
Uma
marcante modificação nos hábitos de beber dos norte-americanos acaba de
ser constatada: o vinho ultrapassou a cerveja estabelecendo-se como a
preferência entre as bebidas alcoólicas. Segundo a pesquisa anual Gallup
Consumption Habits, 39% dos americanos bebe vinho com mais freqüência
que outra bebida alcoólica.
Os bebedores de cerveja caíram para o segundo lugar, com 36%, e os de
'spirits' mantiveram-se na terceira posição, com inalterados 21% das preferências.
Ou seja, o vinho continua conquistando o espaço das demais bebidas alcoólicas,
principalmente o da cerveja. Os números são contundentes: ainda em 2004,
33% das pessoas eram bebedoras regulares de vinho e 39% de cerveja.
REENGENHARIA EM BORDEAUX
Na tentativa de aliviar a crise que assola o setor burdegalense de vinho,
o Conseil Interprofessionnel du Vin de Bordeaux - CIVB acaba
de aprovar o Plan Bordeaux, que se apoia em três ações principais: erradicação
de 10.000 ha de vinhas (1 ha = 10.000 m2), redução do limite máximo de
rendimento das parreiras para 50 hectolictros/ hectare (correspondendo
ao máximo de 7700 kg/hectare de uvas) e criação da nova categoria Vin
du Pays d'Aquitaine que deverá, inclusive, acolher parte dos vinhos
de qualidade discutível, atualmente abrigados pela AOC Bordeaux.
A área proposta para erradicação corresponde a 8% da área total plantada,
o que parece pouco. Mas, implementadas plenamente, as três medidas em
conjunto poderão implicar numa redução superior a 30% na atual oferta
de vinhos AOC Bordeaux, principalmente os de qualidade inferior. E, sobretudo,
terão como efeito a elevação da qualidade média do vinho. Para se ter
um idéia do montante envolvido, a produção global média de toda a região
de Bordeaux é de 700 milhões de litros de vinho, com uma área plantada
de 123.000 ha.
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