
Sabe-se que o organismo humano produz espontaneamente, durante a digestão, uma quantidade de álcool vital à sua sobrevivência, não sendo necessária a ingestão. Fato amplamente contrariado pela história da cultura. Até hoje não existiu uma única civilização, nem entre as primitivas, nem entre as evoluídas, que não tivesse produzido uma bebida alcoólica, quando não duas, ou dez. Assim a maioria dos povos produzia e consumia, concomitantemente, mais de uma bebida, sendo as mais antigas e difundidas, o vinho e a cerveja.
A exemplo de antigos e contemporâneos, enófilo notório, me confesso também um ocasional bebedor de cerveja, de pouca freqüência e ainda menor resistência, mas sabedor de seu ritual e que não o faz por alimentação, remédio, rito ou culto, nem por desafio ou penitência, mas, como deve ser, por puro prazer. Após árduas horas diárias degustando vinhos, um gole de uma bebida mais leve e descompromissada é uma permissão inegável.
A origem da cerveja se confunde com a do pão, sendo impossível determinar com exatidão. Remonta a 7 ou 8 mil anos. Na antigüidade, descobriu-se que mastigando o trigo e deixando-o secar ao sol, formavase uma massa que poderia ser guardada para ser consumida no inverno. A massa foi molhada por acaso e, por isso, fermentou naturalmente. A cerveja é, então, um pão que tomou chuva.
Como acontece com o futebol, no Brasil todos são técnicos em cerveja. Todo brasileiro tem sua própria escalação da seleção e também dá aulas de como beber uma loura gelada, ensinando como servir, a temperatura ideal, o tipo de copo ou caneca, se clara ou escura, com ou sem colarinho. Para unificar o conhecimento, esclarecemos os principais pontos:
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