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por Edgar Rechtschaffen



Londrinos são proibidos de comprar doses de “Petrus 1996”

 

Gole de Petrus: U$ 64
A Selfridges, após duas semanas da inauguração de seu “Wonder bar”, no centro de Londres, já havia vendido o equivalente a duas garrafas de “Petrus 1996”, em doses de 25 ml. Este é um dos 52 rótulos oferecidos em taça que, no caso do Petrus, custa U$ 64 o gole (25 ml). Essa iniciativa valeu a Selfridges uma notificação do conselho da sub-prefeitura de Westminster, em Londres. A rede não pode mais vender vinho em taça nas doses 25 ml e 75 ml, pois as únicas medidas permitidas por lei municipal são 125 ml e 175 ml. Os clientes terão que pagar U$ 340 pela taça mínima de 125 ml do Petrus. Selfridges entrou com um processo na prefeitura para a alteração da lei.

Bordeaux 2006
O magazine Le Figaro declarou que a safra Bordeaux 2006 poderá tornarse tão sublime quanto a grande safra de 1982. Apoiados na opinião da crítica internacional especializada, o Le Figaro Magazine e seu website aconselharam os leitores a investir na safra de 2006. Vale ressaltar que o Le Figaro entrou em parceria comercial com a empresa wine merchant 1855. com para oferecer a venda en primeur desta safra. Já Steven Spurrier, editor consultor da revista Decanter, declarou que 2006 poderá, inclusive, ser de qualidade superior à safra de 1982, devido à produtividade mais baixa de uvas e às melhores técnicas de vinificação.

Ratatouille, em dois atos
ATO 1 - O desenho animado Ratatouille, da Disney, que tem como astro o ratinho francês Remy, criador de pratos fabulosos num restaurante parisiense, transformou-se numa das sensações de bilheteria do atual verão do hemisfério norte. E na onda desse sucesso de bilheteria, seria lançado, na rede de supermercados Costco (muito forte na Califórnia), o vinho de mesmo nome. O Ratatouille seria um verdadeiro bourgogne branco, importado e vendido por U$ 13. Por trás desta empreitada: Ron e Diane Miller, donos do Silverado Vineyards, de Napa Valley. Detalhe, Diane é filha do falecido Walt Disney.

ATO 2 – Tudo estava pronto, o vinho, os rótulos (Remy segurando uma taça com vinho) impressos e divulgados na mídia etc. Mas aí, em 28 de julho, nas vésperas do lançamento, Disney e Cotsco cancelaram o projeto. Possivelmente devido à forte pressão do poderoso California Wine Institute (representando 950 vinícolas) que, veladamente, considerou uma afronta o vinho ser importado da França.

Franceses em Pet
Após o sucesso do lançamento de vinhos em embalagens Tetra Pak, a francesa Boisset programa, para breve, o lançamento de vinhos em garrafas de plástico Pet (Poly-Ethylene Terephtalate). A nova linha será chamada Yellow Jersey (camiseta amarela), em alusão à camisa do vencedor da corrida ciclística Tour de France. Serão dois vinhos, um Chardonnay e outro Pinot Noir, vendidos por US$ 14. A Boisset segue os passos da australiana Wolf Blass, que teve a iniciativa de envasar os vinhos em garrafas pet. O estado de Ontário, no Canadá, servirá como plataforma de teste, pre parando o lançamento global. É bom o leitor se preparar para a nova moda.

14,5% é o limite
O mercado Corti Brothers, de Sacramento, capital do estado da Califórnia, dedica um espaço importante aos vinhos, com ênfase nos italianos. Seu atual proprietário, Darrell Corti, passou a adotar a política de não vender mais vinhos com teor alcoólico acima de 14,5%. Tudo em respeito ao sabor e ao equilíbrio dos vinhos que, segundo Corti, devem ser adequados à harmonização com a comida. O empresário está liquidando seu estoque de vinhos muito alcoólicos. Em recente entrevista a Appellation America, Corti lembrou que há poucos anos, vinhos com mais de 14% de álcool eram considerados de sobremesa.

Chile supera Espanha no mercado inglês
O Chile passou a Espanha na exportação de vinho para o exigente mercado da Grã Bretanha. Segundo a A.C. Nielsen, isto ocorreu pela primeira vez na história. Os vinhos chilenos detêm agora uma fatia de 6,9% dos enófilos súditos de Elisabeth II. E o principal aumento ocorreu na chamada faixa de vinhos premium, entre U$ 10 e U$ 20: crescimento de 26%, sobre o mesmo período de 2006. A Grã Bretanha representa 19% do total de U$ 1 bilhão das exportações chilenas de vinho.
Fonte: Decanter.com

 

 
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