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Parece champagne, mas...

“Disfarçado de champagne... pode ser legal, mas não é justo. Num país de direito dos consumidores, uma lei federal testa nossas tradições”. Esta queixa é a mensagem central de ampla campanha publicitária deslanchada pelo Office of Champagne-USA, órgão de difusão comercial da associação Maisons, Vignerons de Champagne. Ela foi idealizada em repúdio ao uso continuado da designação champagne por alguns espumantes produzidos nos Estados Unidos. A propaganda, veiculada em diversos meios de comunicação, traz a foto de uma garrafa parcialmente encoberta por uma máscara. Na parte exposta do rótulo lê-se: American Champagne - Extra Dry. O informe publicitário inclui uma explicação: “Existem muitos vinhos espumantes, mas somente aqueles produzidos nas colinas calcáreas da região de Champagne podem ser designados pelo nome desta região”. Uma brecha legal permite que alguns vinhos nos Estados Unidos se mascararem de champagne.
Fonte: The Economist

Uma degustação, dois filmes

O ator inglês Alan Rickman representará Steven Spurrier no filme não oficial sobre o célebre “Julgamento de Paris”, realizado em 1976, episódio no qual a Califórnia desbancou renomados vinhos de Bordeaux. Spurrier, que hoje é editor associado da revista Decanter, foi o organizador daquela degustação. O filme, denominado Bottle Shock, contará com a participação do ator Danny de Vitto e deverá competir com o filme oficial, The Judgment of Paris, cuja empresa produtora, Clear Pictures, pagou direitos autorais a Steven Spurrier. Os produtores de Bottle Shock não temem uma ação legal por plágio, pois afirmam estar retratando um evento histórico, público e notório.
Fonte: Telegraph

Pecúlio para aposentadoria

A Moët & Chandon enfrenta sérias dificuldades de suprimento de uvas. A região, praticamente demarcada, não comporta mais novos vinhedos. Especula-se estar lá o metro quadrado mais caro do mundo. Até a área de túmulos em cemitérios antigos é disputada a peso de ouro). Com a crescente demanda mundial por champagne (os espumante estão incluídos. Estabeleceu-se a carência de uvas. Agora, um novo componente começa a se destacar: Primeiro, muitos dos milhares de pequenos produtores (a região tem 15.000, na maioria pequenas propriedades agrícolas), para elevar o valor agregado de suas vendas, começaram a vender o vinho já fermentado, em vez das uvas. E agora, o segundo lance deste embate pela maximização de resultados: Começa a virar mania o hábito de estocar champagne, como pecúlio para aposentadoria. Estima-se que o total agregado destes estoques atinja 100 milhões de garrafas (próximo de ¼ da produção anual da região). Que bela poupança!

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