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Prova de vinhos produzidos no E stado de São Paulo: retrocesso |
Volta ao passado
Mundialmente a indústria vitivinicultora se move depressa: O Velho Mundo, para deixar de perder mercado para o Novo Mundo; O Novo Mundo, para fazer vinhos melhores e de preços mais interessantes para ampliar o mesmo mercado. Em comum, esses produtores têm uma coisa: sabem que precisam fazer bons vinhos, sejam caros ou baratos, leves ou encorpados, pois o mercado os julga e os elimina. Nas palavras sábias do enófilo Carlos Cabral: "O mercado é predador, você pode até achar que está fazendo o melhor vinho do mundo, mas o mercado não quer suas tradições, ele quer qualidade".
Por outro lado, sabemos que, no Brasil, a indústria que produz vinhos de mesa (feitos com uvas híbridas e com uvas americanas) ainda tem um peso enorme na economia e no montante de vinhos comercializados. Infelizmente, esse é um ranço histórico muito difícil de combater, pois muitas de nossas grandes vinícolas só conseguem fazer seus vinhos finos porque vendem muito vinho de mesa. Nossa legislação permite isso e nossa carga tributária incentiva. É fato que muitos produtores no sul e no nordeste estão se dedicando exclusivamente à produção de vinhos finos de qualidade, e até mesmo os grandes produtores vêm tentando ampliar sua produção e sua oferta de vinhos mais sofisticados, arcando com os enormes custos dessa produção, mas respeitando um mercado crescente, interno e externo. Eles têm a preocupação de fomentar o consumo de vinhos finos, como é a tendência em todo o mundo.
Na contramão da história, o estado de São Paulo quer retomar sua dilapidada indústria vitivinícola pela porta dos fundos, isto é, favorecendo a produção de vinhos de mesa. Embora existam exceções à regra (alguns novos produtores nas cidades de São Carlos, Franca e na Serra da Mantiqueira, produzindo somente à partir de uvas viníferas), um recente simpósio que aconteceu na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), reuniu vários grupos da cadeia produtiva da uva e do vinho. O objetivo era mostrar aos participantes de uma degustação, 25 amostras de vinhos feitos com uvas do estado de São Paulo, sendo que somente três eram de uvas viníferas.
O que causa estranhamento é a retomada de uma indústria de produtos ruins, incompatíveis com um mercado em transformação. O desperdício de material científico (e humano) para o desenvolvimento de uvas híbridas (uma mistura de uva vinífera com uva americana, mais resistente a pragas e com maior produtividade, mas sem complexidade), o oferecimento de linhas de crédito pelos bancos para esse plantio, entre tantos outros itens da pauta, não fazem sentido senão com o objetivo do lucro rápido e da manutenção de um mercado que necessita, urgentemente, educar-se em vinho.
Por que isso? Por que voltar no tempo? Por que não começar a fazer direito, já que existe a chance de se retomar a indústria? Produzir vinho não é linha de montagem. Produzir vinho exige investimento, pesquisa, cuidado, conhecimento, paciência e paixão. E, acima de tudo, exige humildade perante o mercado e sapiência para não se deixar seduzir pela via mais curta. O vinho é uma bebida que merece respeito, assim como seus apreciadores. Se a busca é por lucro rápido, é melhor produzir refrigerantes, água aromatizada, uvas de mesa para consumo, mas não vinho. Porque não é assim que se faz. (SMR)
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Vinhedo em Beaujolais Nouveau |
Beaujolais Nouveau 2007 cumpre a tradição
Não se trata de um simples lançamento de vinho. Anualmente, toda terceira quinta-feira do mês de novembro é aguardada ansiosamente por amantes do mundo do vinho. Esta é a data em que os Beaujolais Nouveaus chegam ao mercado internacional. A tradição não foi diferente este ano. Ela começou no início do século passado nos bistrôs, restaurantes e brasseries de Lyon, e hoje acontece simultaneamente pelo mundo afora. Aqui no Brasil eles chegaram no dia 9 de novembro, sendo disponibilizados pela Mistral no dia 15 do mesmo mês.
Acavits no Congresso Latino-Americano de Viticultura e Enologia
A Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude participou, em novembro, da 11a edição do Congresso Latino-Americano de Viticultura e Enologia, realizado em 2007, em Mendoza, na Argentina. Durante o evento, aprofundou-se os conhecimentos sobre o plantio das uvas Vitis viniferas e o funcionamento das empresas vitivinícolas argentinas. A viagem contou com dois enólogos, dois técnicos do Sebrae/ SC e 12 produtores ligados à Associação. Foi a primeira viagem da instituição.
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