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por Edgar Rechtschaffen


Marc Garrido i Puig/Stock.Xchng
Segundo pesquisa, mais da metade dos ingleses não pede conselhos ao sommelier

Síndrome do segundo vinho mais barato
Milhões de pessoas sofrem da síndrome do segundo vinho mais barato, num esforço de acobertar sua ignorância perante garçons, sommeliers e amigos. Esta é a tática empregada por um em cada quatro clientes de restaurantes que tentam passar a impressão de estar fazendo uma escolha abalizada na lista de vinhos. Na realidade, este procedimento disfarça o fato deles não terem a menor idéia sobre o tipo de vinho que melhor acompanha os pratos. Este é o resultado de uma pesquisa feita na Grã Bretanha com mil freqüentadores de restaurantes. Mais da metade (56 %) não solicita aconselhamento do garçom/ sommelier, receosos de passarem vergonha caso recebam uma indicação cujo preço não estejam dispostos a pagar. Mais da metade dos entrevistados afirmou que a escolha de um vinho é um processo bastante estressante. E um em cada quatro não saberia distinguir um bom vinho de um vinho ruim, ao passo que apenas 1/3 dos entrevistados acham que entendem mais de vinho do que um garçom. Fonte: Telegraph.

O sexto Premier Grand Cru?
Com o título “Mission accomplished”, Bruce Palling, em artigo na seção Uncorked (desarrolhado), no More Intelligent Life (publicação do grupo The Economist), afirma que o vinho La Mission Haut Brion é facilmente o mais apreciado entre os tintos bordaleses, excetuando-se os cinco Premier Grand Crus.

Segundo Palling, o La Mission é, na juventude, mais rude e áspero que o Haut-Brion, mas quando atinge 25 anos ou mais, pode se tornar mais bem apreciado que o Haut-Brion. Entre outras considerações, Palling ressalta que das safras pré-1982 (mais de 25 anos), Robert Parker confere duas notas perfeitas de 100 pontos ao Haut Brion tinto, contra cinco notas ao La Mission Haut-Brion tinto.

Apesar disso, na caríssima safra 2005, o La Mission custa entre US$ 320 e US$ 650 a garrafa, aproximadamente 1/3 do preço do Haut Brion. Já o da safra 2004, super bem pontuado pelos críticos, exceto Parker, está disponível no mercado inglês pelo preço de US$ 100 a garrafa, ou menos da metade do preço do Haut-Brion da mesma safra. Para estimar o preço no Brasil, o leitor poderá usar a seguinte regra: preço de vinho importado, no varejo, no Brasil corresponde de 1,85 a 2,75 vezes o preço de varejo na Europa (realidade do exterior, salvo América do Sul).

ulkola/divulgaçãoHaja marketing
A maison Hennessy, de Cognac, acaba de lançar um novo cognac cuvée pelo preço recorde de 150.000 Euros. Trata-se do Beauté du Siècle Hennessy Cognac, um assemblage de eaux-devies reservas, com idades de até 100 anos (o mais jovem com 47 anos). O recipiente é uma garrafa de cristal Baccarat, acomodada dentro de um refinado cofre, que se abre com uma chave de bronze. A criação do cofre contou com a participação de dez artistas, incluindo um design da Maison Guerlain. Segundo a empresa, o lançamento faz parte da comemoração dos 100 anos de vida de Killian Hennessy, o mais velho da sexta geração de descendentes do fundador da maison. Aliás, foi Killian que supervisionou a fusão com a Moët & Chandon, em 1971, e a criação do grupo LVMH em 1987, do qual ele foi o primeiro presidente (honorário). Um dos cofres foi doado à fundação Elizabeth Taylor AIDS Charity, tendo sido vendido em leilão de caridade por 200.000 dólares. Outros poucos exemplares estão expostos em importantes galerias de arte, como a Galerie Nichidou, de Tókio. Vários já foram vendidos, segundo Thibault Mailloux, diretor de comunicação da Hennessy. Mas se o leitor aspirar por algo mais raro, poderá procurar pelo Cognac Richard Hennessy (homenagem ao fundador), elaborado a partir de mais de 100 eaux-de-vies reservas, com idades de até 200 anos. E por um preço bem mais em conta, com o recipiente também em Baccarat. Só não vem o cofre.


 
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