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Segundo pesquisa, mais da metade dos ingleses não pede conselhos ao sommelier |
Síndrome do segundo vinho mais barato
Milhões de pessoas sofrem da síndrome do segundo vinho mais barato, num esforço de acobertar sua ignorância perante garçons, sommeliers e amigos. Esta é a tática empregada por um em cada quatro clientes de restaurantes que tentam passar a impressão de estar fazendo uma escolha abalizada na lista de vinhos. Na realidade, este procedimento disfarça o fato deles não terem a menor idéia sobre o tipo de vinho que melhor acompanha os pratos. Este é o resultado de uma pesquisa feita na Grã Bretanha com mil freqüentadores de restaurantes. Mais da metade (56 %) não solicita aconselhamento do garçom/ sommelier, receosos de passarem vergonha caso recebam uma indicação cujo preço não estejam dispostos a pagar. Mais da metade dos entrevistados afirmou que a escolha de um vinho é um processo bastante estressante. E um em cada quatro não saberia distinguir um bom vinho de um vinho ruim, ao passo que apenas 1/3 dos entrevistados acham que entendem mais de vinho do que um garçom. Fonte: Telegraph.
O sexto Premier Grand Cru?
Com o título “Mission accomplished”, Bruce Palling, em artigo na seção Uncorked (desarrolhado), no More Intelligent Life (publicação do grupo The Economist), afirma que o vinho La Mission Haut Brion é facilmente o mais apreciado entre os tintos bordaleses, excetuando-se os cinco Premier Grand Crus.
Segundo Palling, o La Mission é, na juventude, mais rude e áspero que o Haut-Brion, mas quando atinge 25 anos ou mais, pode se tornar mais bem apreciado que o Haut-Brion. Entre outras considerações, Palling ressalta que das safras pré-1982 (mais de 25 anos), Robert Parker confere duas notas perfeitas de 100 pontos ao Haut Brion tinto, contra cinco notas ao La Mission Haut-Brion tinto.
Apesar disso, na caríssima safra 2005, o La Mission custa entre US$ 320 e US$ 650 a garrafa, aproximadamente 1/3 do preço do Haut Brion. Já o da safra 2004, super bem pontuado pelos críticos, exceto Parker, está disponível no mercado inglês pelo preço de US$ 100 a garrafa, ou menos da metade do preço do Haut-Brion da mesma safra. Para estimar o preço no Brasil, o leitor poderá usar a seguinte regra: preço de vinho importado, no varejo, no Brasil corresponde de 1,85 a 2,75 vezes o preço de varejo na Europa (realidade do exterior, salvo América do Sul).
Haja marketing
A maison Hennessy, de Cognac, acaba de lançar um novo cognac cuvée pelo preço recorde de 150.000 Euros. Trata-se do Beauté du Siècle Hennessy Cognac, um assemblage de eaux-devies reservas, com idades de até 100 anos (o mais jovem com 47 anos). O recipiente é uma garrafa de cristal Baccarat, acomodada dentro de um refinado cofre, que se abre com uma chave de bronze. A criação do cofre contou com a participação de dez artistas, incluindo um design da Maison Guerlain. Segundo a empresa, o lançamento faz parte da comemoração dos 100 anos de vida de Killian Hennessy, o mais velho da sexta geração de descendentes do fundador da maison. Aliás, foi Killian que supervisionou a fusão com a Moët & Chandon, em 1971, e a criação do grupo LVMH em 1987, do qual ele foi o primeiro presidente (honorário). Um dos cofres foi doado à fundação Elizabeth Taylor AIDS Charity, tendo sido vendido em leilão de caridade por 200.000 dólares. Outros poucos exemplares estão expostos em importantes galerias de arte, como a Galerie Nichidou, de Tókio. Vários já foram vendidos, segundo Thibault Mailloux, diretor de comunicação da Hennessy. Mas se o leitor aspirar por algo mais raro, poderá procurar pelo Cognac Richard Hennessy (homenagem ao fundador), elaborado a partir de mais de 100 eaux-de-vies reservas, com idades de até 200 anos. E por um preço bem mais em conta, com o recipiente também em Baccarat. Só não vem o cofre.