EDITORA INNER
 
ADEGA
A revista do vinho e outros prazeres
Home Busca Ok
 
  Seções
  De Abacate a Zatar
  Especiais
  Expediente
  Seções
  Sumário da edição
  Acontece
  Artigos
  Cartas
  Cave
  Charutos
  Crônica
  Curiosidades
  Enogourmet
  Enotécnico
  Escola do vinho
  Estilo de vida
  Eventos
  Expediente
  Grands Châteaux
  Imprensa internacional
  Matéria de capa
  Minha adega
  Outras bebidas
  Outras matérias
  Newsletter
  Ok
 
  Serviços
  Assine já
  Anuncie
  Fale Conosco
 
Templos escoceses do uísque
Um roteiro, três produtores e muitas histórias. Será que já é possível responder à centenária indagação? E, afinal, o que é uísque?

por Euclides Penedo Borges*



Quentin Houyoux/ Stock.Xchng

Percorri recentemente, na Escócia, um roteiro incluindo Glenfiddich e Glen Grant nas Highlands, o Whisky Heritage Center de Edimburgo e no oeste. Comprovei in loco que a diversidade de tipos e estilos de malt whisky faz com que os apreciadores encontrem um que satisfaça seu paladar e que, caso isso não aconteça, há sempre um blended para desempenhar esse papel.

fotos: Volker Schumann, Elaine Maccorkle e Alvaro Prieto/Stock.Xchng

O centenário da dúvida

Completam-se exatos cem anos desde que foi criada a comissão britânica para responder a pergunta What is Whisky? - o que é o uísque? Em 1906 o conselho de moradores de um subúrbio de Londres, perdendo a paciência, entrou na justiça contra comerciantes que vendiam, como "whisky", uma bebida que não obedecia aos atributos de qualidade, natureza e conteúdo que eles requeriam. A exigência de uma definição legal não envolvia somente adulterações. Também a proporção de destilado de cereais para destilado de malte na mistura - o blend - exigia regras claras.

Alguns defendiam a idéia de que o uísque poderia ser feito de qualquer cereal e que era importante reduzir, pela mistura, a aspereza do destilado de malte, considerado até então um rude causador de enxaquecas. Como reação a tal conceito, foi engarrafado pela primeira vez o uísque de malte puro ou malt whisky, naquela época.

Três anos mais tarde surgiria um consenso, adequado para fins legais: "aguardente obtida pela destilação do mosto de cereais, sacarificado pela diástase do malte". Nas décadas seguintes o conceito sofreu adequações. Aceita-se hoje que o destilado bruto deve ter álcool máximo de 95%, reduzido posteriormente - por adição de água pura - para um mínimo de 40% e que a passagem por barrica é, no mínimo, de três anos (e não oito, como pensam alguns).

Acrescente-se a isso os conceitos de malt whisky, destilado somente da cevada malteada, grain whisky, de uma mistura de cevada malteada com outros cereais, e blended whisky, mistura dos dois anteriores.

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>
 
Assine Já
 

  Assinatura
  Clique e assine já!
 
 
Copyright © 2008 - EDITORA INNER
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.