Para os fãs dos automóveis, um Ford bigode, um Jaguar X Type, um Mercedes Benz Kompressor são clássicos. Para as sempre elegantes mulheres (de qualquer idade) um vestido preto de Chanel e um colar de pérolas também são clássicos. Na literatura – onde surgiu a denominação –, clássico define os autores e obras da antiguidade greco-latina, com seus cânones de retórica que se valiam da ordem, da clareza, da métrica, da harmonia e do bom gosto para escrever suas obras. Com esses atributos, seus escritos se tornaram modelos de gênero, ideais de perfeição.
Das páginas dos livros dos grandes escritores, a palavra “clássico” ganhou espaço em variadas vertentes culturais, na moda, na gastronomia e até mesmo no futebol. Com as bebidas, ela se manifesta de forma contundente na coquetelaria, a ponto de qualquer bom bartender preparar sem hesitação, ao menos, quatro receitas de coquetéis clássicos. Isso se deve ao fato de esses coquetéis terem as mesmas características de harmonia, bom gosto e equilíbrio que os permite sobreviver ao longo das décadas como composições ideais, exemplos quase definitivos da artesania da coquetelaria. E, dessa forma, conquistam paladares fiéis década após década.
"São tantas combinações excelentes. Mas a principal característica delas é, em geral, um destilado de ótima qualidade (vodca, gim ou uísque, por exemplo), pois o foco desses coquetéis é sua intensidade”, explica Deusdete Neres de Souza, premiado barman de São Paulo e grande apreciador de alguns dos clássicos. Além disso, esses coquetéis têm em comum uma padronização mundial. Suas receitas são catalogadas pela IBA (International Bartender Association, fundada em 1951) e quase não podem sofrer mudanças para continuar com o mesmo nome. Quer dizer que, de Helsinque até a Cidade do Cabo, um coquetel Manhattan deve ser preparado da mesma maneira, qualquer que seja o sotaque ou a aparência do bartender. Os coquetéis clássicos somam quase 50 combinações, mas alguns deles são mais populares do que os outros. A seguir, algumas receitas para você preparar em sua própria casa ou pedir para seu bartender preferido.
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| Bloody Mary |
Bloody Mary
No livro clássico The Fine Art of Mixing Drinks (A arte de Misturar Bebidas, de 1948), David Embury descreve este coquetel como “um exemplo da mistura do veneno com seu antídoto”, fazendo referência à vodca e ao suco de tomate.
- 1 1/2 dose de vodca;
- 3 doses de suco de tomate;
- 1/2 dose de suco de limão;
- 1 colher de chá de molho inglês;
- 2 gotas de molho de pimenta;
- l sal e pimenta do reino a gosto;
- 3 pedras de gelo;
- Decoração: 1 talo de salsão ou 1 fatia
de limão.
Misturar todos os ingredientes juntos diretamente no copo.
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