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CARTA ABERTA DE PROTESTO
Caros amigos,
Escrevo-lhes para tornar público meu protesto contra a insensata e hipócrita lei que, na prática, proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebida que contenha álcool para os motoristas de veículos. O consumo moderado de bebidas, como o vinho e a cerveja, por exemplo, faz parte da cultura dos povos do ocidente há séculos e estão incorporadas ao ritmo de vida das pessoas civilizadas.
Não se trata aqui de defender a liberdade dos beberrões, que colocam em risco a segurança das pessoas; trata-se de garantir o direito de, após um dia estressante de trabalho, poder sair para jantar com sua esposa, namorada ou amigo e poder tomar ao menos duas taças de vinho que seja. O limite de 0,1 miligrama de álcool por litro de sangue (a lei anterior, que era sensata, falava de 0,6 miligrama) é ridículo e impraticável. Estão tentando implantar um modo de vida que me faz recordar a "Prohibition Law" (Lei Seca) norte-americana, de 1920, que tantos males acarretou à sociedade dos Estados Unidos e que só nos deixou de bom os filmes de gangsters sobre Al Capone, Eliot Ness e outros tantos que vieram na sua esteira.
Nem mesmo as gentis velhinhas, que voltam de seus chás à tarde, guiando cuidadosamente seus carros após degustarem dois ou três bombons recheados de licor, estão a salvo! Elas também podem pagar pesadas multas e serem implicadas criminalmente por este "gravíssimo erro". É revoltante que, em um país em que campeiam os mensalões, as falcatruas e o tráfico de drogas, nossos legisladores e homens públicos percam seu tempo com bobagens deste quilate. A sociedade tem que se opor a essa medida truculenta antes que seja tarde.
Aguinaldo Záckia Albert
Presidente da Confraria Degustadores Sem Fronteiras e colaborador de ADEGA

EXPOVINIS 2008
Sobre o artigo reportando a Expovinis 2008 no tocante aos melhores vinhos enviados ao júri para escolha dos dez melhores (Top Ten), gostaria de acrescentar que o vinho Grandjó Late Harvest vencedor no ítem Doces e Fortificados é produzido com a cepa Bual que recentes estudos (2000) mostraram tratar-se da cepa Semillon de Sauternes. Talvez seja uma das razões segundo as quais alguns jurados se surpreenderam pensando tratar- se de um legítimo Sauternes além, evidentemente, da grande qualidade do vinho.
Abraço
Daniel Pinto - SBAV SP

Daniel, obrigado por nos enriquecer com seu grande conhecimento de vinhos. Realmente as castas portugueses são de uma riqueza sem par, ainda pouco conhecidas, até mesmo pelos próprios portugueses. A Bual, Boal, com as subvariedades Boal-Barreira, Boal-Branco, Boal-Espinho, são apenas algumas das 323 castas oficialmente classificadas como produtoras de vinho em Portugal, sem falar de inúmeras outras que ainda são objeto de estudo genético.
Um grande abraço e um brinde!
Marcelo Copello

CORRIGINDO
A primeira foto publicada na página 53, na edição de número 32, não mostra o hotel da Miolo, como informado na legenda.

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