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Vista panorâmica de Luanda. A capital angolana é grande consumidora de vinhos de qualidade da África do Sul |
Primeiro Luanda, depois Brasil
Em longa matéria titulada First we take Luanda, then we take Brazil (Primeiro conquistamos Luanda, depois conquistamos Brasil), a South African Wine News aborda o emergente e crescente mercado de Angola e, então, traça analogia com o Brasil. Na capital da ex-colônia portuguesa, movida pelos diamantes e pelo petróleo, estabeleceuse um pólo consumidor de produtos de luxo: de relógios Cartier, bolsas Louis Vuitton e Prada aos automóveis Hummer, e também vinhos de qualidade da África do Sul. A matéria então prossegue argumentando haver um forte vínculo emocional entre Angola e Brasil baseado no fato de que de Luanda originou-se, entre 1550 e 1836, o tráfico de escravos com destino ao nosso País. E agora, segundo o artigo, com uma colossal descoberta de petróleo e uma economia aquecida à base da exportação de commodities, fica evidente que o Brasil se tornará um dos mais excitantes destinos para o vinho sul-africano se exportado por meio de Angola. Mercado alvo: os descendentes dos escravos completando um ciclo histórico e geográfico. Será que Neil Pendock, quem assina o artigo, conhece mesmo o Brasil atual?
Campeão de consumo
Segundo a empresa Brown-Forman, uma das gigantes do mercado de vinhos, licores e destilados, os Estados Unidos estão prestes a se tornar o maior consumidor de vinho do mundo, ainda no final de 2008. O país estará então consumindo 25% da produção mundial de vinho em volume. Em valor, a participação será bem superior a um quarto do total mundial. Noticiou a Beverage World.
Escala do Riesling
A Internacional Riesling Foundation, fundação patrocinada pelos produtores de vinho Riesling Chateau Ste Michelle (Washington State) e Dr. Loosen (Alemanha), acaba de divulgar a nova escala de sabor para o vinho Riesling. A fundação propõe os seguintes descritores: dry, off-dry, medium dry, medium sweet e sweet (seco, quase-seco, meio seco, meio doce e doce), e espera que, em breve, estejam presentes em todos os rótulos. Apesar do Riesling ser o vinho branco de maior crescimento de consumo nos Estados Unidos, a ausência de informação clara e comum nos rótulos sobre o grau de doçura (ou ausência dela) transforma a maioria das compras desses vinhos em uma transação de sorte. Noticiou a Decanter News.
A vingança de Paris
Há dias foi comemorado o 32º aniversário do que passou a chamar-se A degustação de Paris (The Paris Tasting), na qual vinhos do Napa Valley derrotaram vinhos emblemáticos franceses. Coincidentemente, há dias, um dos participantes da famosa contenda, o branco californiano (Chardonnay) Chateau Montelena, ultimava detalhes de sua venda para um dos grandes nomes de Bordeaux: Chateaux Cos d’Estournel, principal second cru de St. Estèphe. Noticiou o jornal Napa Valley Register. O periódico lembra que, em 2007, outra grande vencedora do Paris Tasting, Stag’s Leap, foi vendida para um consórcio formado pela família Antinori (Toscana) com o Ste. Michelle Estates (Washington).