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O X do champagne

Ostras, aspargos e espumantes. Uma brincadeira muito séria que fez os degustadores pensarem quatro vezes antes de bater o martelo.


Quentin Houyoux/Stock.Xchng

Estácio de Sá fundou a cidade do Rio de Janeiro em 1565, e os vinhos espumantes existem desde o século XVII. Demorou séculos, mas aconteceu. Finalmente a Cidade Maravilhosa apaixonou-se pela criação de Dom Pérignon. E, ao que tudo indica, é namoro pra casar. O local do enlace já está definido e o padrinho também. Será em Ipanema e a união será abençoada com o sotaque italiano de quem apresentou oficialmente o casal, Danio Braga.


Não poderíamos fazer um Enogourmet de início de verão sem escolher como tema os vinhos espumantes. A escolha do local também foi óbvia. Desde que foi inaugurada em setembro, em Ipanema, a Xampanheria (Rua Paul Redfern 37, tel.: (21) 2529-6323) está "bombando", ou seria "espocando". O proprietário é Danio Braga, que já tem seu nome escrito na história do vinho no Brasil, não apenas por ser criador da Associação Brasileira de Sommeliers (fundada no Rio de Janeiro em 1983), mas também por ser um dos introdutores da enogastronomia no Brasil.

Os espumantes levam a fama de combinar com tudo à mesa. Em parte isso é verdade, já que são muito versáteis por sua boa acidez, pela ausência dos taninos que caracterizam os vinhos tintos e, não devemos esquecer, por sugestionamento, já que borbulhas animam qualquer mesa, fazendo tudo parecer bom. Vale enfatizar que, é possível sim, acompanhar todo um jantar com espumantes, mas dificilmente com o mesmo espumante. Para que isso fique bem claro para a prova prática, escolhemos quatro espumantes bastante distintos e que representam muito bem o que se acha em nosso mercado: um espumante brasileiro, um Prosecco italiano, um Franciacorta (espécie de realeza dos espumantes italianos) e, é claro, um legítimo champagne

Como pratos, escolhemos um clássico e outro bastante ousado. Começamos com ostras, em três formas, gratinada, empanada e in natura. Depois arriscamo-nos com aspargos, uma combinação sempre difícil, acompanhado de um risotto, feito também de aspargos. A mesa de jurados-comensais foi composta por Vanda Klabin (curadora de arte e membro da confraria Companheiros da Boa Mesa), Paulo Bertazzi (empresário e membro da confraria Companheiros da Boa Mesa), Amandio Aleixo Correia (Diretor da Comunicação Estratégica), Marcos Bittencourt (diretor da revista ADEGA) e pelo chef Danio Braga

Leandro Marins
Os jurados: Danio Braga, Paulo Bertazzi, Vanda Klabin, Marcelo Copello, o sommelier da casa Marcos Lima (de pé), Marcos Bittencourt e Amandio Aleixo Correia

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