O
poder do Champagne
Em 1980, Margareth Tatcher enviou o embaixador Christopher Soames à Rodhesia,
para chefiar a delegação diplomática do Reino Unido, incumbida da difícil
missão de negociar a transição do país africano de colônia para a independência.
Soames levou em sua bagagem um suprimento de champagne Pol Roger.
No meio dos complicados acordos, repletos de discórdias, conflitos de
interesse e brigas pelo futuro poder, e após uma exaustiva jornada de
reuniões, o embaixador surpreendeu seus colegas ao anunciar: "A Rodhesia
estará pacificada e independente dentro de trinta dias". Perguntado por
outro diplomata como ele havia chegado a aquela conclusão, respondeu:
"Só me restam vinte garrafas de Pol Roger".
Equação das bolhas
Já pensou em saber quantas bolhas estão contidas numa garrafa de champagne?
Os membros do Bureau d'Information dês Vins de Champagne divulgaram
como o cientista Bill Lembeck chegou à resposta.
Eis o seu raciocínio: uma garrafa está, em média, submetida a uma pressão
de 5,5 atmosferas, o que implica que a garrafa contém 5,5 vezes o seu
volume na forma de CO2 - gás carbônico. Portanto, uma garrafa de 750 ml
contém 750x5,5 = 4125 ml de gás dissolvido. Com ajuda de modernos equipamentos,
Lembeck determinou que o diâmetro médio de uma bolha de gás contida no
champagne é de 0,51 mm. Portanto, o volume de uma bolha com forma esférica
é 69 milionésimos de mililitros.
A partir daí, ele postulou que 750 ml de CO2 permaneceriam na
garrafa, não se transformando em bolhas. Subtraindo estes 750 ml
do total de 4125 ml, restariam 3375 ml de gás disponível
para se transformar em bolhas. Finalmente, dividindo esse volume pelo
volume das bolhas, Lembecj conclui que existem 49 milhões de bolhas
por garrafa de champagne. Santé!
O karma de um Grand Cru Classé
O presidente Georges Pompidou era amante da boa mesa e, claro, dos bons
vinhos, a ponto de nas viagens oficiais não dispensar o acompanhamento
da brigada oficial de cozinheiros, com especiarias e bebidas.
Seu amor pelo vinho certamente influenciou em sua decisão de instruir
seu ministro da agricultura, em 1973, para que editasse um decreto ministerial
elevando o Château Mouton Rothschild de second para premier Grand Cru
Classé, o que implicou na segunda modificação da classificação de 1855
dos vinhos do Haut Médoc (a primeira modificação, da qual a literatura
não fala, ocorreu seis meses após a edição da classificação, em dezembro
de 1855, com a inclusão do Château Cantemerle como o último da lista).
Um quarto de século depois, curiosa coincidência, o ministro signatário
do decreto tornou-se presidente da França; seu nome, Jacques Chirac.