Nascida em Cuiabá, Mato Grosso, Eliane Carvalho esteve envolvida com a arte desde pequena, mas demorou a fazer dela sua profissão. Cursou faculdade de Administração, estudou línguas, se especializou em Marketing, foi dona de lojas e só então, depois de tantas experiências, resolveu mudar o rumo de sua história e rendeu-se à sua vocação: a arte.
Vocação, do latim "vocare", quer dizer "chamado", um chamado interior. No entanto, Eliane não se rendeu à pintura, mas à gastronomia. Depois que a semente germinou de vez, a hoje chef de cozinha vendeu tudo e foi para Paris estudar. Voltou para o Brasil e abriu um restaurante em Cuiabá, o Chez Babette, que funcionou por três anos. Fechou-o ainda com a ideia de voar mais alto.
E voou para Paris novamente, onde fez mais um estágio. Na volta, escolheu São Paulo. O novo Babette, que deu forma a seu sonho, é um charmoso sobrado localizado na deliciosa rua Melo Alves, em São Paulo, e fica próximo (e ao mesmo tempo preservada!) do buchicho das disputadíssimas ruas Oscar Freire, Haddock Lobo e Bela Cintra, na nossa Manhattan paulistana.
Crepe "Carmen Miranda" (ao lado) e Coq-Au-Vin (abaixo
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Uma verdadeira festa de Babette
Era uma noite fria e chuvosa de julho e estávamos lá loucos por bons vinhos e boas harmonizações. Eduardo Madaloso (consultor do setor automotivo), John Freschel (executivo setor industrial), Fabio Gandour (executivo do setor de tecnologia e serviços), Daniel Loneeff (jornalista), Arnaldo Grizzo (editor executivo de ADEGA) e seu editor de vinhos.
Nós, de ADEGA, estávamos confiantes, pois já havia passado por todo aquele delicioso trabalho de discussão e planejamento do Enogourmet. A chef tinha topado o desafio de harmonizar oito pratos com oito vinhos. Ela insistia em seu foie gras e nós em ter na mesa um vinho branco seco aromático. No apagar das luzes, decidimos correr o risco.
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