EDITORA INNER
 
ADEGA
A revista do vinho e outros prazeres
Home Busca Ok
 
  Seções
  De Abacate a Zatar
  Especiais
  Expediente
  Seções
  Sumário da edição
  Acontece
  Artigos
  Cartas
  Cave
  Charutos
  Crônica
  Curiosidades
  Enogourmet
  Enotécnico
  Escola do vinho
  Estilo de vida
  Eventos
  Expediente
  Grands Châteaux
  Imprensa internacional
  Matéria de capa
  Minha adega
  Outras bebidas
  Outras matérias
  Newsletter
  Ok
 
  Serviços
  Assine já
  Anuncie
  Fale Conosco
 

Uma viagem pelos vinhos da Itália

O enoturismo é uma forte tendência no mercado do vinho. Cada vez mais, ao redor do mundo, vinícolas oferecem hospedagem e restaurantes a seus visitantes.

por Marcelo Copello


O vinho tem, como uma de suas maiores qualidades, a capacidade de ser a expressão de um local e um tempo. O bom vinho expressa o solo e o clima que lhe deram origem, tornado-se único. Nada mais natural para os adeptos de Baco, portanto, do que visitar vinícolas e vinhedos, buscando assim conhecer o contexto que gerou seus vinhos prediletos.

O segundo maior produtor e exportador mundial de vinhos, a Itália é, de Norte a Sul, um grande vinhedo e excelente opção para o turismo enológico. Essa antiga civilização no cultivo da vinha é, contudo, uma das mais recentes na descoberta de seu inesgotável potencial vinícola. O dito renascimento do vinho italiano só teve início no final dos anos 1970, e ainda está em curso em todo o país.

Os números do vinho na Itália são astronômicos. A produção ronda a casa dos 4,4 bilhões de litros anuais, logo atrás da França, com 4,7 bilhões de litros. A hierarquia também se mantém nos volumes de exportações (respectivamente 1,55 e 1,39 bilhão de litros) e no consumo doméstico (respectivamente 48 e 47 litros per capita/ano). Além disso, a bota mediterrânea é campeã no número de castas autoctonas cultivadas, e na variedade de rótulos comercializados.

As regiões vinícolas italianas de maior prestígio são o Piemonte e a Toscana. Mas estas são responsáveis, juntas, por apenas 10% do vinho produzido na bota mediterrânea. Há muito a descobrir em outras regiões. Lugares como Úmbria e Campânia, guardam surpresas maravilhosas e já produzem exemplares da mais alta qualidade, reconhecida mundialmente.

A revista ADEGA esteve in loco conferindo de perto essa revolução. Eis aqui o relato da viagem:

A Úmbria é uma pequena região, localizada bem no centro do país, entre a Toscana, Marche e Lazio, conhecida por cidades turísticas, como Perugia, Assisi e Orvietto e famosa por ter sido o berço da vitivinicultura etrusca na Itália. O potencial vinícola é enorme, mas ainda mal explorado.

Os 8,5 mil Km2 da região são intensamente cultivados com oliveiras e vinhas. Seus 16,5 mil hectares de vinhedos produzem anualmente quase 100 milhões de litros do fermentado. As colinas dominam 70% da paisagem, enquanto os restantes 30% são de montanhas. Os solos são tão variados (com areia, argila, calcário,abaresíduos vulcânicos, pedras e conchas) que tornam obrigatório um cuidadoso estudo do solo para a produção de vinhos de alta qualidade. O clima é de invernos brandos e verões quentes, mas ventilados e secos. As chuvas são bem distribuídas ao longo do ano com predominância na Primavera. Historicamente as uvas brancas prevalecem, com 57% do total cultivado. Destacam-se Trebbiano, Malvasia, Verdello, Verdicchio e Canaiolo Bianco. As principais tintas são Sangiovese, Montepulciano, Ciliegiolo, Canaiolo Nero, Sagrantino e Barbera. Daqui saem alguns vinhos tradicionais como o Orvietto, Sagrantino de Montefalco e o Torgiano Rosso Riserva.

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>
 
Assine Já
 

  Assinatura
  Clique e assine já!
 
 
Copyright © 2008 - EDITORA INNER
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.