Hungria
Vinho:
Weninger Soproni Kékfrankos Spern Steiner 2000, Weninger Winery, Lake
Fertó, casta Kékfrankos, Eu 18. www.soproniborvidek.
hu
A Hungria não é totalmente desconhecida no mundo vinícola pois produz
os famosos vinhos de sobremesa Tokaji (com uvas botritizadas). Na última
década ocorreram investimentos em novas e pequenas vinícolas, bem como
na melhoria de vinhedos existentes e na implantação de novos vinhedos.
O vinho degustado foi um tinto, da casta Kékfrankos (conhecida em Áustria
como Blaufränkisch) que produz vinhos vivos, apimentados e de boa cor,
para consumo relativamente rápido, sendo uma das mais cultivadas no país.
A região de Sofroni, perto da fronteira com a Áustria, é considerada a
melhor região para esta casta. Além disso o vinho é produzido a partir
de uvas de um único vinhedo, o Spern Steiner.
A pequena vinícola Weninger começou a produzir na região em 1997, sendo
bastante conceituada, de propriedade do enólogo Franz Weninger - que ganhou
o título de melhor enólogo de 1995 na Áustria - possuindo 25 ha de vinhedos
na região de Sofroni. O Sofroni Kékfrankos Spern Steiner teve sua primeira
safra em 2000.
Trata-se de um vinho com aromas maduros, lembrando a carne cozida, com
taninos não afinados (indicando que não deve ter utilizado madeira), e
se mostrou um pouco envelhecido, decepcionando os degustadores. Pelo visto,
para vinhos de Hungria, é melhor ficarmos com os mais tradicionais Tokaji.
O cultivo de outras castas autóctones está incipiente e os resultados
ainda deixam a desejar.
China
Vinho: Dry Red Wine Ruby Cabernet. Produtor: Greatwall. Região: Shacheng.
Uvas: Cabernet e Olho de Dragão, US$ 16.
Os grandes imperadores chineses já consumiam vinho. Na época moderna,
a China se fechou muito ao mundo exterior e depois passou por um período
de colonização e pela Revolução Maoísta, vindo a se tornar a quarta economia
do mundo, tendo ao mesmo tempo a maior população do planeta. Tudo isso
fez com a que produção de vinhos ficasse estagnada nos moldes tradicionais.
Apenas recentemente algumas grandes empresas sofreram uma modernização
visando uma melhoria da qualidade dos vinhos que produzem, sempre pensando
na exportação de produtos baratos.
A Greatwall Wine Co. é a segunda maior vinícola da China, tendo sido
fundada em 1983 na região de Shacheng, localizada condado de Huailai.
Produz 33 marcas diferentes de bebidas, sendo que o Greatwall Dry Red
Wine Ruby Cabernet é seu melhor vinho. Seus vinhos são exportados para
20 países representando 40% das exportações de vinhos chineses.
O vinho se apresentou claro e brilhante, sem muito corpo, com taninos
agressivos denotando o uso de barris de carvalho (franceses!) já muitas
vezes utilizados, carente de maciez e com final amargo. Sem grande estrutura
apresenta aromas etéreos, mas não deve ser muito antigo (Obs.: Não foi
possível identificar a safra do vinho pois o rótulo está em chinês!).
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