PREFERÊNCIAS DOS BONS VIVANTS
No início de fevereiro, a renomada escritora de vinho Jancis Robinson reportou em sua coluna semanal no jornal Financial Times de Londres: "Fiz uma enquete recente com um grupo de 70 'bons viveurs' - apreciadores dos prazeres da vida, especialmente a boa comida e bebida - na França adota-se a expressão 'bons vivants', no plural, e 'bonne vivante' (para nossas leitoras) ou 'bon vivant' (para nossos leitores) -, de diferentes nacionalidades para elegerem seu vinho favorito, escolhido de uma lista contendo um fino (grande) Bourgogne, um Brunello de Montalcino da gloriosa safra 1999, um Cabernet Sauvignon chileno de alta extirpe do também memorável ano 1999 e um reputado shiraz Australiano, elaborado a partir de vinhas velhas da região de Barossa.
Pasmem: um único voto coube à Europa. Jancis Robinson tenta interpretar o resultado. Por serem os vinhos franceses e italianos mais ácidos e tânicos do que os vinhos elaborados de uvas de climas mais quentes, resultando mais difícil apreciá-los sem comida. Em contrapartida, os franceses e italianos tornam-se mais agradáveis e fáceis de beber como acompanhantes de comida. Mas, ressalta a colunista, os vinhos europeus não estão descartados, frisando que os vinhos espanhóis (ausentes da enquete), cuja maior parte deriva de climas ensolarados e Mediterrâneos, similares àqueles das principais regiões da Austrália, Califórnia e América do Sul, estão vivenciando uma explosiva aceitação e extraordinário crescimento no mercado mundial. Transformando a Espanha como a (única?) grande beneficiária européia do sucesso dos vinhos do novo mundo.
REI TUTANCÂMON
A tumba do rei Tutancâmon, do antigo Egito, apresenta vestígios de vinho branco, segundo artigo a ser publicado na revista inglesa New Scientist. Cientistas da Universidade de Barcelona conseguiram as digitais químicas de seis ânforas que estavam na tumba do faraó. Todas continham traços de ácido tartárico, encontrado nas uvas e apenas um ácido siríngico, encontrado somente nas cascas de uvas tintas. Até então, a evidência de vinho branco no Egito datava de 300 anos antes da era atual. Com o resultado destas descobertas, a primeira evidência transfere-se para 1800 anos antes da era atual, ano da morte Tutancâmon. Ou seja, há 3800 anos.
PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>