
A região não conseguiu escapar impune do destino de se localizar entre as duas maiores potências na Europa. Separada da Alemanha pelo rio Reno, e da França pelos montes Vosges, a Alsácia, ou Elsass em alemão, pertenceu às duas nações sucessivas vezes ao longo da história. As conseqüentes feridas tiveram um aspecto benigno, uma certa crise de identidade criou uma personalidade única em seus vinhos. As guerras, no entanto, retardaram a melhoria da qualidade e seu reconhecimento. Somente em 1962 seus vinhedos foram demarcados, e apenas em 1983 os melhores (cerca de 50) ganharam a denominação de Grand Cru.
Ao contrário de outras regiões francesas, onde os rótulos privilegiam a origem da bebida, na Alsácia a uva se põe em evidência. As denominações de origem são apenas três: Alsace, Alsace Grand Cru e Alsace Cremant (para os espumantes). Esses nomes são associados ao da casta, podendo ainda aparecer as indicações: vendage tardive (colheita tardia, mais doces); selection des grains nobles (vinhos de sobremesa, feitos de uvas botrytizadas - atacadas por um fungo que as torna concentradas); ou, para o caso dos Grand Crus, o nome do vinhedo deve constar do rótulo.
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