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Preços e prazeres na medida certa

Garimpando adegas pelo Brasil, nosso repórter encontrou, em São Paulo, restaurantes que aliam a boa culinária a uma bela carta de vinhos e, o melhor, preço justo.

por Ronald Sclavi*


O simpático mâitre Neuri Coleto sugeriu, sem muitas delongas, uma das especialidades da casa: croquetes de cordeiro (R$ 16,80) acompanhados pelo chileno La Joya reserva, safra 2003 (R$ 74). O quitute veio com três sachês de molho: mostarda, shoyo e hortelã. O vinho chegou na temperatura certa, servido em uma taça de primeira linha, acompanhado de uma garrafa de água St. Pellegrino, como cortesia. Casamento honesto e bem-sucedido. E o melhor: se você gostar do que bebeu, poderá comprar a bebida fechada e levar para casa, com descontos que variam entre 15 e 40%.

Chorizzo e Malbec
Prosseguindo o garimpo, encontramos o argentino Buenos Aires Classic, no bairro do Itaim. Lá, a especialidade fica por conta dos cortes andinos tradicionais. A carta chega com explicações sobre as principais regiões produtoras da Argentina e apresenta cerca de 300 rótulos sul americanos. Aqui, o que chama atenção é o preço. A média entre os vinhos mais comerciais é de R$ 35.

A sugestão do garçom foi o Chorizzo Premium, meia porção (R$ 32), servido com o Trumpeter Malbec, safra 2004 (R$ 50). A carne chegou macia e saborosa, acompanhada de um chimichurry sem exageros na pimenta. Uma delícia muito bem servida. Como era de se esperar, o vinho poderia ter uma guarda maior, mas não decepcionou. Novamente, a bebida foi servida na temperatura certa, acompanhada de água mineral. Lá, o consumidor também pode comprar vinhos e carnes para preparar, comer e beber em casa. Apenas uma dica: peça uma taça maior. A tradicional da casa, deixa a desejar.

Peixes e brancos
Para dizer que não falei dos brancos, prosseguimos o garimpo no Capim Santo, restaurante de comida brasileira contemporânea, com forte vocação para peixes e crustáceos, no coração dos Jardins. A adega montada em um ambiente reservado para cursos e degustações abriga 1500 garrafas, de 150 rótulos selecionados pela sommelier Eliana Araújo.

Entre várias sugestões assinadas pela chef Morena Leite, optamos pela costela de tambaqui com creme de palmito pupunha, servida com coulis de pequi (R$ 45). De dar água na boca só de lembrar. O vinho sugerido foi o siciliano Feudo Anancio, safra 2004 (R$ 99). Um salto de sofisticação sem, necessariamente, o aumento proporcional no preço. O restaurante, original de Trancoso, na Bahia, está levando a sério a cultura do vinho. Cursos, degustações e projetos (como a venda delivery via disk cook, cupons para degustação e petit decanter de 250 e 500 ml, no almoço) estão na mira do Capim.


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