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NACIONAL
Caros amigos da revista ADEGA, acredito que posso fazer uso da denominação amigo, visto que é assim que me sinto desde o primeiro exemplar que comprei no ano de 2005. Não sou assinante, mas sou um leitor assíduo deste periódico que adquiro mensalmente junto ao velho jornaleiro de minha cidade, localizada no interior do Rio Grande do Sul. Lendo o exemplar de número 62, tive a grata satisfação de percorrer com os olhos atenciosamente a matéria de Dirceu Vianna Júnior e de ver a forma extremamente lúcida de seu discurso sobre o vinho brasileiro. É diante de uma narrativa desta categoria que entendemos porque ele detém um título tão nobre no mundo do vinho. Todavia escrevo este e-mail, não só para elogiar a matéria de Dirceu e a revista, mas para demonstrar uma pequena pontinha de frustração que tive ao folhear as páginas que se seguiram, onde li a matéria de Carlos Cordeiro sobre "Caixa de Harmonização". Digo que senti uma pontinha de frustração porque vi estampado como "vinhos essenciais para se ter em casa e harmonizar com as mais diversas receitas" não menos que um vinho chileno e três vinhos argentinos (dentre outros representantes do Velho Mundo), mas nenhum vinho nacional. Com certeza temos bons representantes (produtores e produtos) em nosso país que também poderiam estar figurando neste cenário de harmonizações. Um grande abraço a todos.
Luciano Ourique

Caro Luciano, obrigado pelos comentários. Gostaríamos de frisar, contudo, que a matéria "Caixa de Harmonização" fala sobre 12 estilos de vinhos essenciais para se ter em casa. Ou seja, os vinhos retratados na matéria são apenas exemplos desses estilos. Se você ler o artigo com calma verá que nenhum vinho é citado nominalmente, o que são citados são estilos de vinhos e onde podem ser encontrados. Logo no começo da matéria, por exemplo, onde o autor trata dos espumantes Brut, ele diz que há excelentes opções entre os vinhos brasileiros para compor harmonizações. De novo, reafirmamos: o intuito do artigo não era falar de 12 vinhos pontuais, mas de 12 estilos.

ROTHSCHILD
Muito interessante a entrevista com Philippe de Rothschild na edição 62. É legal ver como pensam alguns dos homens que "mandam" no mundo do vinho. A visão de como se comporta o mercado e de como deve ser a interação com esse mercado é muito importante. Eles poderiam estar "sentados na fama", mas estão sempre se atualizando, sempre buscando coisas novas e uma maneira de crescer e aumentar seus mercados. Uma entrevista elucidativa.
Gilberto Vidal

EXPECTATIVA PARA 2011
Parabéns para a equipe da revista ADEGA. O número 62 foi realmente sensacional. Foi, para nós, leitores, começarmos o ano de 2011 com uma grande expectativa, e para vocês uma grande responsabilidade. Mas certamente vocês as superarão. Gostaria de aproveitar o e-mail e sugerir que na seção CAVE as degustações pudessem ser feitas em equipe, sendo as notas uma média dos avaliadores.
Renato Brasil

Caro Renato, obrigado pelo elogio. Esperamos continuar atendendo essas grandes expectativas. Sobre sua sugestão, devemos dizer que nossas degustações são feitas em equipe. As notas são dadas individualmente. Quando um vinho obtém notas muito díspares pelos degustadores, ele é descartado da avaliação. Quando as notas são próximas, descartamos as mais baixas e a mais altas e ficamos com a média.

 

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