EDITORA INNER
 
ADEGA
A revista do vinho e outros prazeres
Home Busca Ok
 
  Seções
  De Abacate a Zatar
  Especiais
  Expediente
  Seções
  Sumário da edição
  Acontece
  Artigos
  Cartas
  Cave
  Charutos
  Crônica
  Curiosidades
  Enogourmet
  Enotécnico
  Escola do vinho
  Estilo de vida
  Eventos
  Expediente
  Grands Châteaux
  Imprensa internacional
  Matéria de capa
  Minha adega
  Outras bebidas
  Outras matérias
  Newsletter
  Ok
 
  Serviços
  Assine já
  Anuncie
  Fale Conosco
 

Onomástica dos vinhos?

Apesar de amplamente conhecidos, os nomes clássicos dos vinhos do Velho Mundo, na maioria das vezes, se confundem com os das regiões em que são produzidos. Tal fato acaba ocultando várias informações sobre o produto, dentre elas a mais importante: as uvas usadas na sua elaboração

Por Eduardo Milan


Um Chablis (à esquerda) só pode conter uvas Chardonnay.
Já um Châteauneuf-du-Pape (direita) pode ter até 13 variedades diferentes

Um bom Champagne, por que não um Barolo (Nebbiolo), um Brunello (Sangiovese Grosso), ou mesmo um Montrachet ou Corton Charlemagne (Chardonnay)? Estes são exemplos, dentre muitos, de vinhos famosos que carregam o mesmo nome da região ou vilarejo em que são produzidos. Objeto de desejo dos conhecedores ou simplesmente um bom motivo para se iniciar uma conversa, quem já provou um vinho especial e marcante pode não se lembrar da ocasião, mas, com certeza, lembra-se do nome do vinho.

O vinho tem dessas coisas, é meio mágico, meio intrigante, mas, acima de tudo, carrega muita história e tradição. Por isso, ter conhecimento sobre as uvas que originam determinado produto, além de facilitar a compreensão dessa tradição, pode ajudar a entender melhor o que se bebe, a apreciar a bebida e ainda facilitar futuras escolhas.

É tradição do Velho Mundo não estampar as uvas nos rótulos dos vinhos

Mas, por que os rótulos desses vinhos clássicos do Velho Mundo geralmente não possuem todas as informações para se desfrutar melhor dessa magnífica bebida? Será que, de fato, elas estão ocultas no próprio rótulo, ou não estão sendo compreendidas? Assim como a onomástica, que se dedica a desvendar a origem dos nomes próprios através da história e geografia, aqui também precisaremos dessas duas vertentes para compreender os nomes dos vinhos. Mas, antes de elucidar o "xis" da questão, é preciso anotar as diferenças entre os vinhos do Velho e do Novo Mundo.

A história por trás dos nomes
Uma frase de Philippine de Rothschild exprime bem o conceito dos europeus para com seus produtos. Certa vez, a baronesa da família produtora do célebre Château Mouton Rothschild afirmou que "produzir vinho é relativamente simples, só os primeiros duzentos anos são difíceis". Para o europeu, o vinho definitivamente não é apenas uma bebida. Ele traz consigo história e tradição muito respeitadas, sejam pelas legislações específicas de diversos países e regiões, sejam pelos próprios produtores.

Especialmente no passado, quando não havia muita tecnologia para favorecer a vitivinicultura, os produtores baseavam seu trabalho no conhecimento acerca de suas vinhas e da forma como eram plantadas, se desenvolviam e frutificavam. Na verdade, através da experiência diária carregada de geração em geração, firmou-se o conhecimento sobre a maioria dessas regiões clássicas e renomadas.

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>

 
Assine Já
 

  Assinatura
  Clique e assine já!
 

Copyright © 2009 - EDITORA INNER
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.