Os champagnes que costumamos degustar são, em sua grande maioria, os famosos Brut. Quem não conhece o rótulo laranja da famosa casa Veuve Clicquot, também chamada por muitos de viúva?
Os champagnes Brut são os mais vendidos no mundo inteiro e os mais básicos dos champagnes. Nas casas de Champagne de maior prestígio, há normalmente os seguintes tipos: Brut (seco – elaborado com uvas de várias safras), Demi-Sec (adocicado, também com uvas de várias safras), Vintage ou Millésime (produzido a partir de uvas de uma única safra) e, por último, os chamados Luxury Cuvées, topo de linha das importantes casas de Champagne. Um exemplo de Luxury Cuvée é o imortalizado Dom Perignon. Além dos champagnes ‘brancos’, a maioria das casas produz também as deliciosas e caríssimas Rosés.
A década de 90 começou com a notável safra de 90, que produziu alguns dos mais especiais exemplares dos últimos vinte e cinco anos, equiparada apenas à também renomada safra de 1985. Nos anos seguintes, após a safra de 90, só 1995 pode ser aclamada como uma safra muito boa. Em 1996 tivemos uma excepcional, que rivaliza com a primeira da década e pode também enfrentar em alguns casos a safra de 85. A de 1997 foi boa e 1998 promete ser uma safra diferenciada, apesar de termos um clima que variou muito na região.
A safra de 1999 foi muito esperada por todos em Champagne, pois, na ocasião, as vendas estavam em alta por causa da celebração do novo milênio e conseqüentemente os estoques em baixa. As preces de todos da região foram ouvidas e o resultado foi uma safra top, que pode ser considerada uma das melhores da década de 90, juntamente com as safras de 90 e 96.
Em 1999, o Inverno foi padrão e a Primavera instável - tempestades de granizo ocorreram entre abril e maio. Contudo, o Verão foi muito bom e em junho já se previa uma excelente e abundante safra. O resultado final foi uma excepcional safra. Salvo algumas exceções, devido a tempestades que prejudicaram a qualidade final das uvas quando da colheita. Mas, mesmo nesses casos, os resultados foram muito bons.
Os champagnes Vintage dessa interessante safra começaram a ser lançados no início do ano passado e estão começando a chegar ao Brasil. Os Luxury Cuvées, em sua grande maioria, ainda não foram lançados, o que nos deixa com água na boca. Se os Millésimes já chegam com pompa e circunstância, podemos imaginar o que teremos pela frente nos próximos meses e anos. Além dos champagnes degustados às cegas (menos o Rosé), por esse editor, que estão disponíveis no Brasil (ainda poucas importadoras receberam exemplares da 99), outros também foram degustados na bienal feira de vinhos, Vinexpo de Bordeaux, na França, em junho último. Podemos assegurar que estamos à frente de espumantes de altíssima expressão.
PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>