Grandes produtores estavam presentes, apresentando vinhos que já estão no mercado há algum tempo e alguns lançamentos. Os estandes, divididos por países, representavam doze diferentes regiões do mundo. A Itália foi o país com mais representantes - contava com treze grandes vinícolas, seguida pela França, com dez representantes. O Brasil não contou com estandes de vinho, mas apresentou duas novas cachaças - uma elaborada com variedades da banana e a outra bem tradicional, produzida em Minas Gerais.
A maior vinícola do evento foi a italiana Gruppo Coutiva, que possui mais de trinta tipos de vinho produzidos em diferentes regiões da Itália. O evento conseguiu proporcionar uma interação entre consumidores e produtores: "O WWE é um evento diferenciado, onde o consumidor tem contato direto com o dono da vinícola e pode esclarecer todas as suas dúvidas sobre o produto apresentado", afirma Celso la Pastina, organizador do evento. Esse foi realmente o ponto forte do WWE - proporcionar ao público um livre acesso por todas as vinícolas, tendo a oportunidade de experimentar diferentes vinhos e de conhecer novas técnicas de produzir e degustar a bebida.
"É um evento que, além de acontecer apenas uma vez a cada dois anos, não é tão barato. Por isso, queremos proporcionar aos visitantes algo diferente, para que as pessoas se sintam confortáveis e possam interagir com a feira", diz Celso. Degustações reservadas, comandadas por grandes personalidades do mundo do vinho, como Michel Bettane, jornalista e autor do Guia Bettane, e Daniele Cernilli, diretor do Guia Gambero Rosso, foram alguns diferenciais do WWE.
Amante dos Vinhos
por Luiz Gastão Bolonhez e Christian Burgos
ADEGA tomou café da manhã com Danielle Cernilli, editor do guia italiano Gambero Rosso - renomado guia de vinhos da Europa. Danielle veio ao Brasil participar do World Wine Experience 2006. Nossa equipe teve um bate-papo descontraído com esse italiano, que estudou geografia e é doutor em filosofia. Acompanhe a entrevista:
Qual é a história recente dos vinhos italianos no mundo?
A Itália viveu um sonho com a América, em 2000; os supertoscanos, especificamente, tiveram uma explosão de consumo. Logo em seguida, o mercado sofreu uma queda - as mudanças do mercado mundial afetaram não só os italianos, mas todos, inclusive os franceses. O mercado mudou no mundo todo, inclusive no Brasil.

Como está a relação com o mercado americano hoje?
A Itália recentemente atingiu a posição número 1 no mercado dos EUA, tanto em volume quanto em receita, ultrapassando a Austrália.
Como o senhor analisa esse crescimento?
Acredito que vivemos uma pequena crise no vinhos australianos, que se tornaram muito parecidos e padronizados. O gosto do consumidor está mudando entre os amantes e conhecedores do vinho. Alguns vinhos são apenas para beber, mas, cada vez mais, os consumidores querem algo para degustar, pensar, refletir e, sobretudo, apreciar.
Por falar em mercado, como é o negócio de leilão para os vinhos italianos?
O mercado de leilões é menos importante para os vinhos italianos. Os leilões são referência mesmo para os vinhos top de Bordeaux.
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