O Brasil no mundo dos vinhos
Como não poderia deixar de ser, ADEGA esteve presente, recebendo visitantes, clientes e amigos em seu lounge VIP, desenhado pela Linea Arquitetura e decorado com móveis da Firma Casa. A revista também estava no Espaço Portugal, onde foi distribuído o especial ADEGA Espaço Portugal, sobre as regiões produtoras de vinho e a história e evolução do vinho português no mundo. O Brasil definitivamente entrou no calendário das grandes feiras de vinho e, segundo especialistas, apesar do consumo de vinhos no Brasil ser ainda muito pequeno (apenas de 2,1 litros per capita/ano), o país certamente será um dos grandes apreciadores do produto.
STEPHEN BROOK
por Christian Burgos
Stephen Brook é um londrino de 59 anos, formado em Literatura, em Cambridge. Já morou nos Estados Unidos e foi editor de livros até que, em 1982, tornou-se jornalista. Escreveu importantes livros sobre o vinho como o Liquid Gold, Pauillac e The Wines of California. Atualmente é editor da revista Decanter, uma das maiores publicações mundiais dedicadas ao vinho.
É sua primeira visita ao Brasil?
Sim, vim a convite da organização da Expovinis para participar de algumas degustações e do júri que elegeu os dez melhores vinhos da feira.
Tem contato com o mercado brasileiro?
Não muito, mas pude reparar que aqui no Brasil os vinhos são muito caros. Fui a alguns restaurante e fiquei impressionado com o preço das garrafas. Algumas são um pouco mais baratas do que em Londres, onde as pessoas tem um poder de compra muito maior. Isso deixa o mercado brasileiro muito injusto e fica difícil encorajar o consumo de vinho.
Já experimentou vinhos brasileiros?
Alguns, e estou experimentando o máximo que consigo. No final de semana, vou para o Rio Grande do Sul conhecer as regiões produtoras.
E o que achou dos vinhos brasileiros que experimentou na ExpoVinis Brasil 2006?
A maioria dos vinhos era regular, uns poucos bons e outros pobres, mas não terríveis.
O senhor sente que os vinhos brasileiros podem melhorar?
Não sei, não tenho idéia das características do clima, nem do solo brasileiro.Não me sinto em condições de avaliar os vinhos brasileiros, numa atitude soberba, pois não conheci as regiões produtoras e não degustei tantos para generalizar uma impressão.
Já experimentou a culinária brasileira?
Sim, fui a uma churrascaria e gostei muito. Isso é considerado comida típica brasileira? Porque eu adorei!
O que o senhor acha dos vinhos argentinos e chilenos?
A Argentina tem um grande potencial para se tornar um exemplo de qualidade de vinho e tem uma vantagem sobre o Chile, que é ter também um bom mercado consumidor em seu próprio país. O Chile tem um mercado diferente, onde existem grandes empresas que focam na industrialização e exportação do produto.
O que pensa sobre os vinhos portugueses?
Os portugueses possuem tradição na produção de vinho, principalmente com o vinho do Porto. Na Inglaterra ele é muito conhecido, mas é um produto muito diferente dos vinhos de mesa. É difícil generalizar o vinho português dizendo que eles são muito bons. Às vezes fica difícil escolher um vinho português, porque são tantas opções de tipos de vinho e castas desconhecidas, que o consumidor acaba ficando meio perdido. Eu dou atenção especial ao vinho português.
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