Envelhecemos conforme vivemos. É imprescindível investir na saúde física, mental e social. O progresso da ciência fez com que cada vez mais pessoas vivam mais e já é possível nos prepararmos para a velhice. Precisamos nos manter sempre ativos física, mental e socialmente, ter hábitos saudáveis e, se possível, prazerosos. Baco, com seu divino saber, criou o vinho. Esse alimento-bebida (ou será elixir?) é capaz de agregar prazer e muitos benefícios para a saúde.
O envelhecimento da célula, dos tecidos, dos órgãos e do organismo como um todo é uma ação dos radicais livres. Os antioxidantes são os responsáveis pelo combate à ação nociva dessas substâncias e, portanto, pelo efeito antiidade. Existem algumas substâncias que são excelentes antioxidantes, como a vitamina E, a vitamina C e os polifenóis. O próprio organismo produz algumas enzimas que combatem os radicais livres, como a superoxidismutase, a catalase e a glutation peroxidase. Porém, sua produção diminui com a idade. Isso quer dizer que, quanto mais velha uma pessoa fica, mais exposta ela está aos processos orgânicos do envelhecimento.
Os vinhos, sobretudo os tintos, são ricos em polifenóis, que são potentes antioxidantes, ou seja, "varredores" de radicais livres. São eles os principais responsáveis pela ação anti-idade dos vinhos. Por isso é fácil entender porque as pessoas de mais de 60 anos, que têm o hábito regular de beber até duas taças de vinho com as refeições, envelhecem com melhor qualidade de vida. Vários estudos feitos em diferentes partes do mundo mostram que essas pessoas são mais atentas e comunicativas, menos agitadas e incontinentes e têm um QI mais elevado.
Quem bebe vinho regularmente, com moderação e junto com as refeições, morre depois. Isso é o que mostram inúmeros estudos epidemiológicos. Estudos recentes e mesmo os feitos há muito tempo atrás como o do dr. Dougnac, em 1933, mostram que as pessoas que têm o hábito regular de beber vinho junto às refeições têm uma expectativa de vida de 25 a 45% maior. Se formos analisar os locais no mundo onde as pessoas são mais longevas, constataremos que quase todos são regiões vitivinícolas.

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