A grife do brilho eterno

Com mais de 100 anos devotados ao cristal, a Swarovski inova constantemente para manter-se à frente no mercado

por Alexandre Saconi

fotos:divulgação
Os cristais Swarovski brilham nos grandes desfiles de moda

T oda a delicadeza e suavidade do cristal permeiam o imaginário e o cotidiano das pessoas de estilo e classe. A produção de peças feitas com este material é explorada há séculos, mas poucos se destacaram por sua inovação e criatividade na lapidação e conformação dos produtos. É aqui que começa a história da empresa austríaca Swarovski, líder na produção mundial de cristais.

Tudo começou com uma idéia inovadora de seu fundador, Daniel Swarovski, nascido em Boêmia, Áustria, em 1862. Trinta anos depois, ele patenteou sua máquina elétrica automática de corte de cristais, criando a marca de sua grife. Em 1895, movido pelo sucesso de seus cristais, fundou a Companhia Swarovski, na cidade de Wattens, inaugurando uma fábrica de cortes do material. Para auferir maior brilho e luminosidade às peças, era – e ainda é – utilizada uma porcentagem de aproximadamente 32% de chumbo em sua composição. Esta técnica tornouse um dos principais diferenciais da grife. Outra inovação foi fazer os cristais refletirem as cores do arco-íris recobrindo-as com metais químicos. Uma das coberturas mais populares desenvolvidas foi a Aurora Borealis, ou simplesmente AB.

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Desde o início do século XX a marca já era valorizada pelas indústrias de moda e de acessórios mais requintadas e famosas do mundo. Entre elas, destacam- se Coco Chanel, Elsa Schiaparelli e Christian Dior. Nas passarelas, seu brilho apareceu nos desfiles de Yves Saint Laurent, Emanuel Ungaro e Gianni Versace. Mais do que um adorno, suas peças tornaram-se o expoente de sofisticação no vestuário.

Em sete de junho de 2007, uma parceria de sucesso foi realizada com o estilista cipriota Hussein Chalayan. Em um desfile de moda em Tóquio (Japão), Chalayan apresentou uma grande novidade: Roupas que emitem luz. Na realidade, elas eram todas incrustadas de cristais da marca e microlâmpadas que os faziam brilhar intensa e maravilhosamente.

Porém, não apenas na moda destaca- se a grife. Na decoração, eles estão nos principais templos mundiais de cultura. Adivinhe de quem são os cristais que decoram o Metropolitan Opera, em Nova York, ou o palácio de Versailles? A companhia conta ainda com o Swarovski Kristallwelten (Crystal Worlds), uma mostra permanente da história dos cristais, situada próxima à matriz da companhia.

A partir de 1976, a marca chegou ao consumidor final, com suas deslumbrantes peças. Com isto, ela cresceu tanto que, em 1987, foi fundada a Sociedade de Colecionadores Swarovski, com 430 mil membros espalhados pelo mundo afora. No Brasil, a marca conta com sete lojas da rede (três em São Paulo, duas no Rio de Janeiro, uma em Belo Horizonte e outra em Brasília).

O mundo do vinho também é cortejado pela marca mundial. Em 1989, Gernot Langes Swarovski manifestou sua fascinação pelos vinhos argentinos. Em Mendoza, sentiu-se atraído pela beleza da região e seu potencial vinícola. Foi quando ele adquiriu a empresa vitivinícola Norton, um dos expoentes argentinos na produção da bebida.

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