Desbravador de novos mercados

Em entrevista exclusiva, Steven Spurrier explica por que os enófilos vivem, hoje, o momento ideal para comprar vinhos e avisa que chegou a hora do Brasil no mercado internacional

Por Christian Burgos e Eduardo Milan em 23 de Maio de 2014 às 00:00

Há quase 30 anos, uma ideia pouco convencional para a época acabou trazendo fama inesperada e repentina para um inglês radicado na França – que possuía uma loja e escola de vinhos em Paris. Na tarde de 24 de maio de 1976, Steven Spurrier reuniu nove dos mais célebres experts franceses para uma degustação às cegas entre desconhecidos vinhos californianos e monumentos da vitivinicultura da França.

No entanto, o que era para ser um massacre francês se tornou a maior zebra da história do vinho. Uma semana depois, essa fantástica degustação estava estampada em um artigo da revista Time, nos Estados Unidos, com o sugestivo nome de “Julgamento de Paris”. Era o fim da hegemonia francesa no que tange a vinhos de alto padrão. A partir daí, não só os norte-americanos, mas todo o mundo passou a acreditar que poderiam produzir vinhos tão bons quanto os antes inalcançáveis franceses. Era o início da democratização do vinho no mundo. “O Julgamento de Paris em 1976 sempre será lembrado por ser o primeiro a contrapor os vinhos franceses e colocar a Califórnia no mapa do vinho. Foi bom para ambos os países. Não foi coincidência que os Rothschild e Mondavi tenham unido forças um ano depois. E foi um momento ao qual meu nome sempre estará ligado”, lembra Spurrier.

Depois disso, ele se tornou uma celebridade e vive sendo chamado para palestras e para dar suas opiniões e críticas, assim como também para refazer “julgamentos” mundo afora. Ele esteve recentemente no Brasil para avaliar o potencial dos espumantes nacionais e ficou impressionado com a qualidade, dizendo que os produtores têm uma ótima oportunidade nesse mercado.

"Você não precisa ser rico para desfrutar de bons vinhos, precisa ser inteligente"

Porém, muito mais do que “julgar”, o principal papel de Spurrier, na verdade, tem sido o de educador. Em entrevista exclusiva para ADEGA nessa última passagem pelo Brasil, o expert inglês não falou somente sobre as inúmeras possibilidades dos espumantes brasileiros no mercado internacional, mas especialmente sobre as oportunidades que se apresentam aos enófilos do mundo todo e como eles deveriam pensar o vinho. Segue aqui uma verdadeira “aula” de Spurrier.

Você fez parte da história do vinho, em uma época em que o mercado mudou muito, tornando-se mais permeável, do qual as pessoas podiam participar se tivessem dinheiro...

E isso não significa muito dinheiro na minha opinião. Sim, os vinhos se tornaram muito caros, itens de luxo, como os Grand Cru da Borgonha, por exemplo. Mas não era esse o caso 30 ou 40 anos atrás. E ainda não é o caso em geral. Jancis Robinson pensa como eu no que chamamos de sweetspot (ponto ideal) para o consumidor comprar vinhos, que no Reino Unido fica entre 9,99 e 14,99 libras. Estamos falando de vinhos custando entre 5 e 10 euros por garrafa ex-cellar. Acho que há um tremendo valor nessa faixa. Aí você tem todos os Cru Bourgeois, tem muitos bons Village na Borgonha, como Santenay, Chablis, ou seja, há uma vasta gama nesse preço. Você não precisa ser rico para desfrutar de bons vinhos. Esta época na qual estamos vivendo, os últimos 10 anos, é uma idade de ouro para os enófilos, pois os vinhos são muito bons, bem feitos e representam as suas regiões muito bem. Há 20 anos, os vinhos chilenos eram baratos e agradáveis, agora também representam valores individuais. A Argentina, que antes era só Malbec, agora está tendo Cabernet Franc fantásticos. A Austrália reverteu sua política de vinhos superpotentes. Agora há individualidade, regionalidade, você tem uma nova geração. Quando estava no negócio do vinho, as pessoas que conheci naquela época agora são avôs. Seus netos estão cuidando dos negócios da família e você tem muito mais energia na produção de vinho e também na venda. Então, retomando, você não precisa ser rico para desfrutar de bons vinhos, precisa ser inteligente.

O que aconteceu com o vinho nesse período de 20 anos?

"Esta época na qual estamos vivendo, os últimos 10 anos, é uma idade de ouro para os enófilos, pois os vinhos são muito bons, bem feitos e representam as suas regiões muito bem"

É diferente em cada país. Diria que, no Reino Unido, o vinho se tornou democratizado. Acho que essa é a frase mais importante, pois democracia significa que é aberto ao público. O vinho se tornou democratizado nos anos 1970. No final dos anos 1960, ocorrem duas coisas importantes. Tínhamos até aquela época uma “manutenção do preço de revenda”, o que significa que uma garrafa de uísque na Harrods tinha o mesmo preço que numa loja de esquina. O mesmo valia para o vinho. O preço de revenda era fixado. Isso soa complemente louco agora e foi banido em 1969 – o que significou que as pequenas lojas podiam vender mais barato que a Harrods. Então, a ideia de barganha começou a entrar na mente das pessoas. Elas passaram a comparar para conseguir preços melhores. Outra coisa muito mais importante é que, em 1967, os supermercados passaram a ter direito de vender bebidas alcoólicas. Eles passaram a anunciar nos cadernos de domingo dos jornais: “Beba Bordeaux no seu almoço de domingo”. Isso democratizou o vinho. Em meados dos anos 1970, na França e na Espanha, o vinho já era democratizado, pois eram países produtores. Mas a Inglaterra não era uma nação bebedora de vinho. Isso foi algo que aconteceu nos anos 1990 nos Estados Unidos talvez. Em cada país, os consumidores chegaram à abertura de mercado em momentos diferentes. Mas sempre pelas mesmas razões. Os produtores ou importadores queriam as pessoas bebendo vinho para desfrutar. É simples.

Isso evolui mesmo com “leis secas” em diversos países, como na própria França?

Essas leis são estúpidas. Na França, eles tratam vinho como álcool e não como um produto agricultural, que é o que ele é. É a maior exportação da França e a segunda maior produção depois do trigo. Ou seja, é enorme. E só porque essas pessoas cabeças-duras pensam que mais do que duas taças por dia é ruim, impõem uma lei barrando o consumo. É uma política de estado dizer que o álcool, sob qualquer forma, é ruim para você. Mas vinho não é álcool, vinho é uma bebida para ser consumida com comida, ou para ser bebida e desfrutada. As pessoas que abusam, vão abusar de qualquer forma e com qualquer álcool ou substância nas quais colocarem as mãos. As pessoas que gostam de vinho não vão abusar.

Depois do Julgamento, a qualidade geral dos vinhos no mundo melhorou?

A qualidade está muito, muito melhor. Quando cheguei em Paris, em 1970, a reputação das cooperativas, que representavam cerca de 40% de todos os vinhos feitos na França, era horrível. Vinhos de cooperativas eram quase que certamente ruins. Agora, isso mudou completamente e um vinho de cooperativa é quase certo de ser bom. Nos anos 1970, podia haver 20 amostras na minha frente de tinto médio de Bordeaux, o vinho que a maioria dos franceses bebem – e estão sempre competindo em preço – , e talvez três fossem boas. Agora, posso ter 20 amostras e três talvez estejam ruins. Não há razão para fazer vinho ruim.


Spurrier durante o Julgamento de Paris em 1976. Para saber mais sobre o “Julgamento”, acesse: http://tinyurl.com/paris1976

"Vinho não é álcool, vinho é uma bebida para ser consumida com comida, ou para ser bebida e desfrutada. As pessoas que abusam, vão abusar de qualquer forma e com qualquer álcool ou substância nas quais colocarem as mãos. As pessoas que gostam de vinho não vão abusar"

A China está ajudando a encarecer os vinhos no mundo?

O mercado chinês está extremamente superestimado em termos de influência no mercado mundial. É o mercado que todos querem, mas ainda há um enorme estoque. Muitos dos vinhos não foram bebidos. Ninguém está certo do que deveria estar acontecendo. O mercado chinês comprou a safra 2009 de Bordeaux en primeur, assim como a 2010, quando os bordaleses disseram que iria subir de preço. Quando não subiu, eles mandaram de volta. Eles mandaram US$ 150 milhões de vinho de volta para Bordeaux. Simplesmente cancelaram as encomendas. “Vocês disseram que ia subir de preço e não subiu. Não queremos isso”. A China é um mercado muito difícil e todo mundo precisa estar lá. Mas ninguém pode dar isso como certo. Muita gente perdeu muito dinheiro lá. Mas será um grande mercado. Se olhar para o consumo de vinho na China, há 10 anos e agora, talvez tenha se multiplicado por quatro. E, em mais 10 anos, provavelmente vai aumentar mais quatro vezes de novo. Mas as rolhas precisam ser sacadas. Eles não são um país de bebedores de vinho. A cultura do vinho ainda não está instalada na China. Mas isso vai acontecer. Está acontecendo agora.

E o mercado da Índia?

"Os Crémant da Borgonha e os espumantes brasileiros se encaixam perfeitamente na lacuna que há entre Champagne, Cava e Prosecco"

Tem muita gente lá que adora beber vinho, mas os impostos são altíssimos. E os impostos precisam cair para educar os consumidores. Fundei uma Wine Society na Índia e ficamos sob a mira, porque há uma lei contra o álcool do fim dos anos 1940. Não se pode anunciar bebida. Mesmo em um país que consome 200 milhões de caixas de uísque por ano, o que é mais do que uma garrafa por pessoa (num país de 1,3 bilhão de pessoas), você não pode anunciar isso como algo de que se pode desfrutar. Os vinhos começaram a aparecer na Índia porque podemos anunciar o conhecimento sobre vinho, pois somos uma instituição educacional. É preciso educação para comprar. Sou fascinado pelo mercado indiano.

Você sempre buscou novos mercados?

Vivi toda a minha vida no vinho. Para mim, é um modo de vida. Sou um educador e escritor agora. De qualquer forma que possa espalhar a palavra é o que quero fazer. Nesse momento, presumo que tenha que espalhar a palavra sobre os espumantes brasileiros para o mercado.

E o que acha do Brasil?

Acho que será um grande mercado. Fiz muita pesquisa. Todo mundo percebe que há uma lacuna entre Champagne e Cava, e Prosecco. Há uma lacuna entre os espumantes de 10 libras e os acima de 25 libras. Os Crémant da Borgonha e os espumantes brasileiros se encaixam perfeitamente nessa lacuna. As pessoas não mais estão convencidas sobre o Champagne. Os mercados jovens, como o Brasil, pensam no Champagne como: “Estamos dando uma festa, precisamos ter Champagne”. Mas Champagne perdeu sua imagem na Inglaterra, pois o mercado é maduro. Champagne não é mais obrigatório nas festas, mesmo nos casamentos. Há 30 anos, em meu grupo de amigos, quando alguém dava uma festa, sempre era com Champagne. Se não, era porque não tinha dinheiro suficiente. Hoje, é quase embaraçoso servir Champagne, pois as pessoas pensam que você quer aparecer. Mudou completamente.

"Cada país emergente precisa ter um estilo de vinho para lhe dar suporte"

É possível competir com Champagne?

As marcas conhecidas não têm problema, elas gastam muito dinheiro no mundo e a qualidade é absolutamente fantástica. Mas, na base do mercado, os Champagne baratos, vendidos nos supermercados locais, têm pouca qualidade. São realmente muito ácidos, isso tem dado um nome ruim para Champagne, pois as pessoas vão dizer: “Deus, comprei uma garrafa de Champagne por 10 libras!”, mas não vão conseguir beber. Os supermercados, para manter sua fatia de mercado, sabem que se oferecerem 2 por 1, ou seja, duas garrafas por 15 libras, as pessoas vão vir para comprar isso e vão acabar comprando outras coisas. E tem sempre alguém em Champagne com pouco dinheiro – entre os grandes produtores ou as cooperativas – que precisa liquidar o estoque. Eles estão tentando passar uma regra lá, chamada projeto 35, para banir essas compras de vinho “sur latte”. A força dos espumantes brasileiros é que o mercado está absolutamente aberto.

Alguns produtores brasileiros, porém, acham que o país não deve se focar em um estilo, pois há bons tintos e brancos sendo feitos...

"Se o Brasil quer ou precisa de um nome para si como um país produtor de vinhos no mercado exportador, o espumante é o caminho a seguir. E quando o Brasil for conhecido pelos espumantes, o que acho que está acontecendo, as pessoas vão dizer: ‘O que mais eles têm?"

Posso dizer que os espumantes que provei no Brasil possuem qualidade muito alta. De verdade. O nível de qualidade obtido nos Charmat e nos de método tradicional é surpreendentemente alto. Cada país emergente precisa ter um estilo de vinho para lhe dar suporte. Para a Nova Zelândia, foi Sauvignon Blanc, que representa 70% das suas exportações. Para o Chile, foi Merlot. Para a Argentina, foi Malbec. Para a Califórnia, foram Cabernet Sauvignon e Chardonnay. Para os novos países produtores entrarem no mercado, eles têm que vir com uma marca. Agora, na minha opinião, não importa o que os produtores de vinhos tranquilos digam, pois é provavelmente mais fácil para o Brasil entrar no mercado com espumantes do que com vinhos tranquilos. Se o Brasil quer ou precisa de um nome para si como um país produtor de vinhos no mercado exportador, o espumante é o caminho a seguir. Cada país emergente precisa ter uma USP (Unique selling proposition – proposta de venda única). É um “código de área”. E quando o Brasil for conhecido pelos espumantes, o que acho que está acontecendo, as pessoas vão dizer: “O que mais eles têm?”

Acha que o consumidor brasileiro ainda tem preconceito com o vinho feito aqui?

Isso foi um comentário que ouvi em muitos restaurantes no Vale dos Vinhedos: o consumidor brasileiro não bebe vinho brasileiro. Estava em um restaurante famoso, olhei ao redor e não havia um único vinho brasileiro nas mesas. Vocês deveriam ter orgulho de seus próprios vinhos. O consumidor brasileiro deveria estar sempre procurando novos vinhos que possam comentar com seus amigos. Isso significa que precisa haver uma boa comunicação entre os produtores e o público, diretamente ou através da mídia.

"Vocês deveriam ter orgulho de seus próprios vinhos"

O que o consumidor busca hoje?

As pessoas estão buscando boas compras, bons prazeres. Eles vão gastar se tiverem uma boa relação entre a satisfação e o dinheiro empregado. A variedade de vinhos ao redor do mundo é tão grande que você nunca vai parar de aprender e de se divertir. E é por isso que a hora do Brasil chegou, pois já sabemos sobre o Chile, Argentina, Uruguai, e vocês nunca entraram no mainstream. Mas isso leva tempo. E no Brasil, graças à Copa do Mundo e às Olimpíadas, a sua hora chegou. Vocês podem lucrar com o holofote que vai estar no Brasil agora e vocês têm qualidade para isso. O “código de área” deveria ser o espumante e tudo vai seguir esse caminho.

Como ter sucesso hoje?

Spurrier em seu Bride Valley Vineyard, em Dorset


"A variedade de vinhos ao redor do mundo é tão grande que você nunca vai parar de aprender e de se divertir. E é por isso que a hora do Brasil chegou, pois já sabemos sobre o Chile, Argentina, Uruguai, e vocês nunca entraram no mainstream"

Se você olhar para as companhias que tiveram êxito no mercado de vinho no período de tempo de 20 anos, mesmo com boom ou baixas, veremos Torres, que é o maior proprietário de vinhedos na Espanha, Antinori, o segundo ou terceiro maior vinhedo na Itália, Zonin, o maior vinhedo na Itália, Frescobaldi, Gaia. Na França, os Rothschild, Louis Jadot, Latour, Bouchard Père & Fils, Guigal, Chapoutier, Jaboulet etc. Todas as empresas que tiveram êxito são familiares, pois têm visão a longo prazo. E se você olha para o outro lado, uma companhia como a Constellation Brands comprou marcas que estavam indo bem e as destruiu, pois não tem visão a longo prazo. Destruíram Mondavi. A Constellation perdeu cerca de 3 milhões de libras no ano passado. A abordagem industrial, no mercado de vinho, não funciona. Não é apenas dinheiro. É preciso ter integridade. O tema no vinho, assim como em muitas coisas da vida, é integridade, do vinhedo até a garrafa.

Os pequenos produtores vão sobreviver? Eles podem entrar no mercado global?

Em cada região vinícola, há um custo. Uma família pode sobreviver de um hectare Grand Cru na Borgonha, mas vai fazer 500 caixas no ano e vender por 90 euros. Já se você estiver fazendo Bordeaux Superior e vendendo ao preço corrente, 2,5 euros, precisa de 50 hectares para empatar. Os pequenos produtores em Bordeaux estão sendo esmagados, pois não é mais viável. Uma família que faz vinho de boa qualidade deve ser capaz de sobreviver, mas precisa vender a um preço que permita isso. Eu não teria plantado vinhas em Dorset se não tivesse visto os preços estabelecidos nos espumantes pelas marcas. Sei que vou vender a garrafa por 12 libras ex-cellar e ter um lucro de 3 libras. Se o mercado tivesse dito que ia receber 6 libras por garrafa, não teria plantado. Então, precisa ser economicamente viável. Se estiverem fazendo vinho de boa qualidade, deveria ser viável.

"A abordagem industrial, no mercado de vinho, não funciona"

Por que decidiu produzir na Inglaterra?

Minha esposa comprou 300 hectares de fazenda em 1987. Estava trabalhando em Paris na época ainda, mas sabia que tínhamos solo calcário lá. Pensei nisso em 2006. Um dia, ela trouxe um pouco de terra no bolso. “O que é isso?” “Calcário”, ela respondeu. “Podemos fazer um Chablis em Dorset”. Chamei Michel Laroche para passar o fim de semana lá e ele levou um pouco do solo para analisar. Depois, disse: “Steven, é perfeito para vinhas”. Se tivesse plantado na época, talvez tivesse cultivado Pinot Blanc, pois queria fazer um vinho seco, mas não tinha dinheiro. O tempo passou e, com a fama dos espumantes ingleses crescendo, toda vez que andava com meu cachorro na fazenda, pensava: “Preciso plantar vinhas aqui”. Então levei o projeto para um expert em 2007 e apresentei a Jean Claude Boisset. Eles ficaram loucos. Mandaram o pessoal duas vezes para fazer todas as análises. Propuseram uma joint-venture. Depois das análises, eles nos aconselharam a plantar 10 hectares (no Bride Valley Vineyard). “Vamos comprar todas as garrafas que você fizer”, disseram. Então comecei a plantar em 2009 e, dois anos depois, fizemos 500 garrafas. Em 2012, tivemos problema com a safra por causa do clima e, em 2013, fizemos 2.700 garrafas. Este ano, devemos fazer algo entre 10 e 15 mil garrafas. Se fizer menos de 10 mil tenho um problema, pois significa que não está funcionando. Quando chegar à plena produção, vou produzir 35 mil por ano. Estávamos falando de negócios familiares e isso é um negocio familiar. Estou trabalhando em um programa de 9 anos. Em 2018, 9 anos depois das primeiras vinhas, terei investido 800 mil libras. Naquele ano, empatarei e o dinheiro vai começar a voltar. No próximo ano, quando começar a vender minhas garrafas, estarei, pela primeira vez em 50 ano,s no lado do vendedor, pois estive sempre do lado do comprador ou do lado do crítico.


Entrevista entrevista novos mercados Steven Spurrier enófilos

Artigo publicado nesta revista

Revista ADEGA 103 · Maio/2014 · Tudo sobre o Alentejo

A história, o terroir e grandes vinhos para você degustar

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