Na antiguidade, o Natal era festejado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV, que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias - o tempo que levaram os três reis Magos para chegar até a cidade de Nazaré e entregar os presentes ao menino Jesus.

Hoje, porém, as comemorações costumam durar, no máximo, dois dias. Sendo que as principais reuniões familiares e de entes queridos acontecem durante a noite de 24 e durante a tarde de 25 de dezembro – sempre repletas de boas comidas e, se possível, bons vinhos. Pensando nessa combinação que tem tudo para ser perfeita, a ADEGA dá dicas de harmonização da bebida com os pratos típicos natalinos.

A ceia de Natal no Brasil normalmente reúne pratos da tradição brasileira, como peru e pernil, assim, "um Chardonnay mais estruturado, como argentinos e chilenos, normalmente amadurecidos em barricas de carvalho, caem bem. Uma alternativa são os tintos leves, como um Pinot Noir e mesmo um Merlot corrente", sugere José Maria Santana, enófilo e jornalista especializado em vinhos.

"O pernil de porco assado é versátil da mesma maneira. Pode ser bem acompanhado por um Chardonnay, pelos brancos espanhóis da Rioja ou por brancos portugueses do Alentejo ou do Douro. Aceita ainda a companhia de tintos mais leves, como Pinot Noir, Rioja envelhecido ou macios alentejanos. Já um salmão defumado, que tem carne medianamente gorda, fica mais agradável na companhia de um branco produzido com a uva Sauvignon Blanc, que geralmente tem boa acidez", explica.

No aperitivo, ou início de refeição, as frutas secas e sementes pedem um branco leve e seco ou - melhor ainda - um espumante. O Champagne é clássico, mas os espumantes brasileiros são capazes de cumprir igualmente bem o papel; assim como os cava espanhóis. Ao final da refeição, as mesmas frutas secas e sementes podem ser acompanhadas pelos vinhos de sobremesa.

"Há uma ampla variedade nesta área, todos muito bons. Em Portugal, por exemplo, há o Vinho do Porto, o Moscatel de Setúbal e o Madeira. Na Itália, o Passito di Pantelleria. Na França, o Muscat Beaumes-de-Venise. E ainda os late harvest, como os chilenos e alguns brasileiros. Esses mesmos vinhos de sobremesa, não muito doces, casam bem com panetone e bolos de Natal".


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