Mundovino

Eventos do mundo do vinho

Da redação em 9 de Novembro de 2014 às 00:00

Vinho do ano

O que esperar de uma degustação em que estavam presentes lado a lado 11 ícones mundiais que foram agraciados com o prêmio de melhor vinho do ano pela renomada publicação norte-americana Wine Spectator? No dia 21 de agosto, a importadora Casa do Porto promoveu esse desafio. Infelizmente a amostra de Solaia 1997 estava prejudicada. Francisco Zúñiga cuidou de todos os detalhes de modo impecável, enquanto Arthur Azevedo conduziu de forma brilhante e descontraída a degustação. ADEGA esteve lá, provou todos esses vinhos, alguns deles muito raros e conta tudo para você.

AD 94 pontos  
CASANOVA DI NERI BRUNELLO
DI MONTALCINO TENUTA NUOVA 2001
Casanova do Neri, Toscana, Itália. Vinho do ano em 2006. Num estilo moderno e de fruta madura, mostra tabaco, especiarias doces, alcaçuz, ervas secas e cerejas ao licor. No palato, está jovem, mas já mostra os taninos granulados da Sangiovese Grosso. Tem final elegante e suculento, com ótima textura, algo de poeira, muito longo e ainda jovem na boca. Depois apareceram violeta, terroso, couro e uma nota medicinal. EM
CASANOVA DI NERI BRUNELLO DI MONTALCINO TENUTA NUOVA 2001

 

AD 97 pontos
CAYMUS SPECIAL SELECTION 1990
Caymus Vineyards, Califórnia, Estados Unidos. Vinho do ano em 1994. Este Cabernet Sauvignon passou 34 meses em carvalho e possui nariz típico, cheio de ervas secas, tabaco, defumado, balsâmico, couro e cogumelos. No palato, surpreende pela acidez vibrante e textura quase granulada de taninos, que suportam a fruta opulenta. Longo, com final de grafite e cerejas ácidas. Depois, apareceram notas de camurça. Um dos melhores da noite e, às cegas, passaria como um Bordeaux de excelente nível. EM
CAYMUS SPECIAL SELECTION 1990

 

AD 96 pontos  
CHÂTEAU DUCRU BEAUCAILLOU 1995
Château Ducru Beaucaillou, Saint-Julien, França. Vinho do ano em 1998. 70% Cabernet Sauvignon e 30% Merlot, começou muito fechado nos aromas, depois foi abrindo e mostrando cassis, especiarias doces, tabaco e muita juventude, apesar de quase 20 anos. A boca, confirma as impressões do nariz, mostra juventude, mas já esbanjando finesse e muito equilíbrio. Cheio, suculento, muito longo, com traços de grafite. Depois apareceram cassis, ameixas e flores. EM
CHÂTEAU DUCRU BEAUCAILLOU 1995

 

AD 96 pontos  
CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE
CLOS DES PAPES 2005
Paul Avril et Fils, Châteauneuf-du-Pape, França. Vinho do ano em 2007. 65% Grenache, 20% Mourvèdre, 10% Syrah e outras variedades. No primeiro momento, estava fechado, depois foi abrindo e mostrando flores, frutas negras frescas, algo mineral, talco, ervas secas e pimenta branca. Muito intenso ao primeiro toque na boca. Chama a atenção pela textura de taninos, finos e granulados. Potente, suculento, ainda muito jovem. Impressiona pela pureza dos aromas. Muito longo e persistente. EM
CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE CLOS DES PAPES 2005

 

AD 93 pontos
CLOS APALTA 2005
Casa Lapostolle, Apalta, Chile. Vinho do ano em 2008. Está um pouco apagado, talvez a garrafa não seja das melhores, apesar de ainda assim ser um grande vinho. Frutas negras maduras envoltas por notas florais, de especiarias e de tabaco. Muito elegante nos aromas, terminando com alcaçuz. No palato, está equilibrado, elegante, ainda jovem, confirmando o nariz. Taninos muito finos, porém com a fruta um pouco passada, mostrando-se um pouco quente no final. EM
CLOS APALTA 2005

 

AD 95 pontos  
FONSECA VINTAGE PORT 1994
Fonseca, Douro, Portugal. Vinho do ano em 1997. Chama a atenção pela sutileza e elegância. Está muito jovem, mesmo tendo 20 anos. Equilibrado, frutado e muito fino. Para aqueles que gostam de Portos Tawny. Sem dúvida, um grande vinho, mas que precisa de uns bons 30 anos para mostrar todo o seu potencial e fazer jus à sua fama de estar entre os melhores Vintage produzidos em todos os tempos. EM
FONSECA VINTAGE PORT 1994

 

AD 95 pontos
JOSEPH PHELPS INSIGNIA 2002
Joseph Phelps, Napa Valley, Estados Unidos. Vinho do ano em 2005. 78% Cabernet Sauvignon, 14% Merlot, 7% Petit Verdot e 1% Malbec. O exemplo perfeito de um vinho blockbuster e extremamente bem feito nesse estilo. Aqui se tem frutas maduras e em compota, floral, especiarias doces. Esse estilo maduro e opulento se confirma na boca, tudo bem suportado por gostosa acidez e taninos muito finos, terminando longo, muito longo, com notas de licor de cereja e grafite. EM
JOSEPH PHELPS INSIGNIA 2002

 

AD 93 pontos  
KOSTA BROWNE 2009
Kosta Browne Winery, Sonoma, Estados Unidos. Vinho do ano em 2011. Localizada na região costeira (apenas 24 km do oceano) de Sonoma Coast, este Pinot Noir tem um caráter de fruta mais madura como cerejas e framboesas, além de notas defumadas, tostadas, especiadas, de ervas secas e de tabaco. No palato, mostra um estilo de fruta madura, porém muito bem balanceado por gostosa acidez, taninos finos e de ótima textura, terminando cheio de finesse e elegância. Depois de um tempo na taça apareceram traços de canela. EM
KOSTA BROWNE 2009

 

AD 98 pontos   
SAXUM James Berry Vineyard 2007
Saxum Vineyards, Paso Robles, Estados Unidos. Vinho do ano em 2010. Um típico Rhône elaborado em solo americano. Dentro de um estilo mais cult e exótico, é composto de 41% Grenache, 31% Mourvèdre e 28% Syrah, com 20 meses em barricas e 15,8% de álcool, diga-se de passagem, muito bem integrados. Mediterrâneo, algo de sous bois, um pouco salino, cheio de cerejas. Taninos muito finos, concentrado, elegante, tudo muito equilibrado. Consegue ser intenso e delicado ao mesmo tempo. Notável, uma delícia. Muito longo e persistente. EM
SAXUM James Berry Vineyard 2007

 

AD 94 pontos   
SHAFER RELENTLESS 2008
Shafer Vineyards, Napa Valley, Estados Unidos. Vinho do ano em 2012. Composto de Syrah e Petit Syrah, apresenta cor vermelho-rubi intensa. No primeiro momento estava fechado, depois apareceram cerejas, framboesas, tabaco, algo de grafite, tinta nanquim e especiarias, além de toques defumados. A boca é, acima de tudo, sedosa, com muito equilíbrio e persistência. Potente, é o perfeito exemplo de que se pode produzir um vinho cheio de fruta madura, de taninos finos, de acidez, de estrutura e de copo, e, mesmo assim, ser harmônico e consistente. EM
SHAFER RELENTLESS 2008

 

Caballos

5 caballos

O ícone Caballo Loco, da Viña Valdivieso, não tem safra, tem edições. Em outubro, o enólogo-chefe da vinícola, o neozelandês Brett Jackson, esteve no Brasil pela primeira vez e aproveitou a oportunidade para promover uma degustação vertical com as edições 02, 04, 07, 10 e 12. Jackson participa desde a edição 06 deste tinto, que é um blend de uvas e de safras. Independentemente do estilo de cada edição, pode-se perceber bastante consistência em termos de equilíbrio, textura de taninos e acidez, sempre observando-se uma busca por um vinho polido, elegante e de bastante complexidade aromática. Confira:

AD 92 pontos  
CABALLO LOCO Nº 02
Valdivieso, Vale de Colchagua, Maipo e Curicó, Chile (Ravin – fora de catálogo). Já mostra uma nota de fruta passada, envolta por notas terrosas, defumadas, de flores murchas, de eucalipto e de couro. Depois de um tempo de taça, aparecem toques de cassis e ameixas frescas. No palato, surpreende pela acidez e pelo equilíbrio do conjunto, mostrando boa textura de taninos, fruta suculenta e final persistente e cheio de frescor, com toques terrosos e cerejas ácidas. Depois mais algum tempo apareceram traços defumados e de tabaco. EM

AD 91 pontos  
CABALLO LOCO Nº 04
Valdivieso, Vale de Colchagua, Maipo e Curicó, Chile (Ravin – fora de catálogo). Ao primeiro contato, mostra framboesas e cerejas torneadas por aromas florais, especiados e de ervas secas, além de toques tostados e de tabaco. No palato, está mais vivo, vibrante, mas também mostra uma fruta mais madura e concentrada, tem mais volume de boca e um final persistente, com toques terrosos e de couro. EM

AD 90 pontos  
CABALLO LOCO Nº 07
Valdivieso, Vale de Colchagua, Maipo e Curicó, Chile (Ravin – fora de catálogo). Aqui os aromas lembram ameixas e cerejas maduras, quase em compota, com notas florais, tostadas e de especiarias doces, além de toques pronunciados de mentol e eucalipto. No palato, confirma essa fruta madura e suculenta, terminando longo e persistente, com toques terrosos e de grafite. EM

AD 92 pontos  
CABALLO LOCO Nº 10
Valdivieso, Vale de Colchagua, Maipo e Curicó, Chile (Ravin – fora de catálogo). Ainda jovem nos aromas, mostrando frutas vermelhas e negras maduras envoltas por notas florais, herbáceas, especiadas e de marasquino. No palato, é frutado, estruturado, tem um estilo mais compacto e preciso, com mais frescor, mineralidade e finesse, tudo envolto num contexto de acidez vibrante, taninos de grãos muito finos, como giz, e final longo. EM

AD 93 pontos  
CABALLO LOCO Nº 12
Valdivieso, Vale de Colchagua, Maipo e Curicó, Chile (Ravin – fora de catálogo). Impressiona pelos aromas de cerejas e framboesas frescas, pelas notas florais, herbáceas e de especiarias doces, além dos toques minerais e de alcaçuz. No palato, o equilíbrio e a precisão pautam o conjunto, valorizando o frescor da fruta e a ótima textura de taninos. Claramente, se percebe uma evolução no trabalho, em busca de um estilo mais austero, compacto e elegante. EM

10 ANOS DA CATA

Em comemoração aos 10 anos da primeira Cata de Berlim, Eduardo Chadwick ofereceu um jantar harmonizado com alguns dos vinhos chilenos, que fizeram história durante essas degustações ao redor do mundo, sendo duas delas realizadas no Brasil. Segundo Chadwick, este evento provou que os vinhos chilenos podem competir em nível de igualdade com os maiores do mundo. Seguem os destaques do evento.

AD 92 pontos
DON MAXIMIANO 1989
Errazuriz, Vale do Aconcágua, Chile (Vinci – fora de catálogo). Impressiona pelo estado e conservação com 25 anos. Limpo nos aromas, apresenta notas defumadas, minerais, de sangue e de especiarias. Mas é na boca que merece atenção. É fresco, limpo, austero, preciso, tem ótima acidez, impressionante textura de taninos e final persistente. Muito profundo, delicado e gostoso de beber. EM.
DON MAXIMIANO 1989

 

AD 95 pontos  
SEÑA 2012
Viña Seña, Vale de Aconcágua, Chile (Expand – fora de catálogo). Vermelho-rubi de reflexos púrpura e aromas de cassis e ameixas, com notas florais, minerais, de tabaco e de especiarias doces. Elegante na boca, mostra fruta de ótima qualidade, é fresco e muito equilibrado, tem ótima textura de taninos, acidez vibrante e final persistente e agradável, com toques de grafite. Compacto, preciso, profundo e cheio de finesse, está bastante acessível, mesmo sendo tão jovem. EM
SEÑA 2012

 

93 pontos  
VIÑEDO CHADWICK 2000
Viñedo Chadwick, Vale do Maipo, Chile (Vinci – fora de catálogo). Vermelho-rubi de reflexos acastanhados. Aromas menos frutados, denotando certa evolução. Notas balsâmicas, florais e de ervas secas, além de toques defumados. No palato, confirma esse ar mais sério, classudo, tem taninos muito finos e ainda vivos, ótima acidez e final muito persistente, com traços de alcaçuz. Boca mais jovem que nariz. EM
VIÑEDO CHADWICK 2000

 

Loja para fazer seu próprio vinho

O belga Luc Heymans abriu, na Irlanda, o que ele diz ser a primeira loja-oficina de vinhos da Europa. A loja, chamada Making your wine, abriu há menos de um ano e o dono conta que já foi inundado de pedidos de casais que querem fazer vinhos personalizados para o casamento. Lá, os vinhos são feitos por meio de kits. Os clientes compram esses kits e levam para casa para começar a fermentação, o que pode demorar de seis a oito semanas, ou podem deixar na loja. Ao retornar, podem fazer rótulos personalizados. Segundo Heymans, cada kit produz de 28 a 30 garrafas da bebida. “Se o cliente provar o vinho e não gostar, pode receber o seu dinheiro de volta. Mas isso nunca aconteceu até agora”, declarou.

Mais velho ainda

O Château Haut-Brion é um dos mais antigos produtores de vinho da França, mas, no começo de outubro, descobriu-se que ele é ainda mais antigo do que se pensa. Até então, a primeira referência conhecida ao vinho da propriedade era dos anos 1660. No entanto, o historiador medieval Laurent Chavier encontrou um documento de 21 de janeiro de 1521 em que o vinho do Château foi citado como forma de garantia para o pagamento de uma dívida. “Voltar quase um século e meio na história é extraordinário. Estamos agora no sexto século produzindo o mesmo vinho sob o mesmo nome”, declarou o príncipe Robert de Luxemburgo, proprietário de Haut-Brion.

ESCUDO

No dia 15 de outubro, Thibault Braquilanges, gerente de exportações da Baron Philippe de Rothschild no Chile, esteve em São Paulo para promover o lançamento do novo rótulo da linha de vinhos Escudo Rojo e também de um kit de aromas, que inclui uma linda caixa em formato de livro, um tinto da safra 2011 e quatro aromas, que reproduzem algumas das notas aromáticas encontradas no Escudo Rojo. Segundo Thibault, a intenção desse kit é proporcionar uma experiência mais completa aos amantes do vinho, aproximando-os do terroir onde foi elaborado. Na oportunidade, ADEGA também teve o privilégio de provar, em primeira mão, o recém-lançado Almaviva 2012, que ainda não está sendo comercializado no Brasil.

AD 95 pontos   
ALMAVIVA 2012
Almaviva, Maipo, Chile (Não disponível). Apesar de estar muito jovem, já está bastante acessível e integrado, mostrando nariz fino e delicado, cheio de frutas vermelhas, de amoras, de cassis, tudo envolto por notas florais, minerais e de especiarias doces, além de toques de tabaco e de alcaçuz. No palato, confirma a finesse, a elegância e a classe indicada pelo nariz. Tem boa acidez, taninos finíssimos, ótima densidade e final longo, profundo e persistente, cheio de camadas e toques de grafite. Compacto, impressiona pelo equilíbrio e precisão do conjunto. EM

AD 90 pontos   
ESCUDO ROJO 2011
Barons Philippe de Rothschild, Maipo, Chile (Devinum R$ 90). Tinto composto de 38% Carménère, 35% Cabernet Sauvignon, 25% Syrah e 2% Cabernet Franc, com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas frescas como framboesas e cerejas, além de toques florais, terrosos, herbáceos, de especiarias doces e de tabaco. No palato, é fresco, suculento, tem ótima acidez, taninos de boa textura e final persistente, com toques de grafite. EM

Supermercado não!

Há produtores que brigam para colocar seu produtos nas gôndolas dos supermercados mundo afora, outros, porém, irritam-se com isso. É o caso dos Hugel. Recentemente, Etienne Hugel protestou após descobrir que uma rede de supermercados francesa estava vendendo um de seus vinhos sem prévia autorização. Ele diz que orienta os distribuidores a não lidarem com supermercados. “É o nosso direito, como produtores, especificar onde nossos produtos devem ser vendidos”, declarou.

Vinhos bíblicos

Pesquisadores israelenses pretendem recriar os vinhos dos tempos bíblicos, especialmente os do rei David. Sob o comando do Dr. Elyashiv Drori, cientistas da Ariel University querem recriar e usar variedades de uvas nativas do país encontradas nos sítios arqueológicos. Há três anos envolvidos no projeto, Drori e sua equipe já encontraram 100 variedades únicas de Israel, das quais 10 se mostraram apropriadas para a produção de vinho. Os cientistas agora se preparam para sequenciar o genoma das cepas descobertas e assim confrontá-las com as amostras retiradas de escavações arqueológicas em Israel. Para Drori, o projeto faz parte de um desejo de que o país seja um produtor de vinhos nativos. “É muito mais interessante produzirmos variedades daqui mesmo, que se relacionem com a história do país”, declarou.

Winston Churchill

42 mil garrafas de Champagne

Segundo um livro de fatos publicado por historiadores ingleses, o lendário primeiro-ministro Winston Churchill chegou a consumir 42 mil garrafas de Champagne durante sua vida. Ele estimam que o estadista começou a beber em 1908 e só parou em 1965, ano de sua morte. Churchill era um grande fã de Champagne e chegou a declarar que havia quatro coisas essenciais na vida: banhos quentes, Champagne gelado, ervilhas frescas e Cognac antigo. Depois de sua morte, a marca Pol Roger, sua preferida, criou um rótulo em sua homenagem.

Portugal

Nos dias 6 e 7 de outubro, o já tradicional World Wine Experience passou por São Paulo. Nessa edição, o evento trouxe exclusivamente rótulos de Portugal, possibilitando provar e comprovar a evolução da qualidade dos vinhos desse fascinante país. Confira os destaques.

 

AD 92 pontos   
QUINTA DA FALORCA RESERVA 2009
Quinta da Falorca , Dão, Portugal (World Wine R$ 185). Tinto composto de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro Preto, com estágio parcial em barricas de carvalho francês 75% novas. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas e negras envoltos por agradáveis notas florais, especiadas, minerais e de ervas secas. No palato, é frutado, suculento, estruturado e equilibrado, mostra ótima textura de taninos, lembrando giz, acidez vibrante e final persistente, com toques terrosos e de grafite. Está muito gostoso agora, mas ficará ainda melhor nos próximos cinco anos. EM
QUINTA DA FALORCA RESERVA 2009

 

AD 93 pontos   
QUINTA VALE D. MARIA 2011
Quinta Vale Dona Maria, Douro, Portugal (World Wine R$ 398). Tinto elaborado a partir de 41 variedades diferentes, entre elas Rufete, Touriga Franca e Tinta Roriz, com estágio de 21 meses em barricas de carvalho francês 75% novas. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de ameixas, cassis e cerejas, com notas florais, especiadas, minerais e de ervas secas. No palato, impressiona pelo equilíbrio e pela textura fina de seus taninos, tudo envolto por gostosa acidez. Estruturado e suculento, tem final persistente, com toques de grafite. Consegue aliar intensidade, potência, profundidade e finesse. EM
QUINTA VALE D. MARIA 2011

 

AD 88 pontos  
VINHA DO ALQUEVE BRANCO 2012
Quinta do Alqueve , Tejo, Portugal (World Wine R$ 54). Branco composto de Fernão Pires e Arinto, sem passagem por madeira. Apresenta cor amarelo-citrino de reflexos esverdeados e aromas de frutas cítricas e brancas, com notas florais, minerais e herbáceas. No palato, confirma as frutas do nariz, é suculento e refrescante, tem ótima acidez e final médio, com toques cítricos e minerais. Gostoso de beber e fácil de entender, é companhia ideal de peixes brancos grelhados ou entradas mais leves. EM
QUINTA VALE D. MARIA 2011

 

Jovem sommelier

Pier-Alexis Souliere, do restaurante Est, em Sydney, Austrália, ganhou a edição de 2014 do Prêmio Jovem Sommelier, organizado pela confraria Chaine Rotisseurs. Em segundo lugar ficou a americana Jane Lopes, do restaurante Morini, de Nova York, e, em terceiro, Tanguy Martin, do Hotel Terravina, no Reino Unido. Como vencedor, Souliere recebeu €1,000 e uma bolsa de estudos na prestigiada escola de Cordon Bleu. Sommeliers do mundo inteiro entre 21 e 30 anos podem entrar na competição.

DNA da barrica

Uma nova tecnologia pode ajudar a prevenir fraude no vinho. A espectrometria de massa é uma tecnologia que pode ser usada para identificar espécies de carvalho e verificar suas origens geográficas. Dessa forma, é possível confrontar dados de origem das barricas usadas nos vinhos para verificar sua autenticidade. “Ao se identificar a espécie de carvalho usada, produtores poderão desenvolver o processo de maturação do vinho por meio do controle das propriedades aromáticas das madeiras usadas nos barris”, afirmaram os representantes do Instituto Nacional da Pesquisa Agrícola da França.

Sem espinha!

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) indicou que o resveratrol, composto orgânico encontrado na casca das uvas tintas, pode enfraquecer a bactéria que causa acne. Além disso, os pesquisadores do departamento de Dermatologia da universidade descobriram que, ao se combinar o composto com um medicamento comum que combate a acne (peróxido de benzoíla), é possível liquidar por completo a bactéria.

Premiados de Farroupilha

Há nove anos, a Seleção de Vinhos de Farroupilha elege os melhores vinhos do município. Nesta edição, nove vinícola foram contempladas com medalhas e distinções, entre elas a Distinção Moscatel Premium, considerada a premiação máxima do evento, e conferida ao vinho e ao espumante moscatéis que obtém maior pontuação no concurso, com o intuito de destacar o posto de maior produtor nacional dessa variedade ocupado por Farroupilha. Entre os destaques da Seleção estiveram a Basso Vinhos e Espumantes, que recebeu uma distinção e mais 11 medalhas de ouro, a vinícola Perini, que ganhou 10 medalhas de ouro, a Cave Antiga, com seis, a Vinícola Cappelletti, com uma distinção e mais três medalhas, entre outras.

“Uva-dinossauro” contra a mudança climática

A cooperativa vinícola francesa Playmont plantou diversas variedades de uva “esquecidas”, com as quais tem feito alguns estudos. Segundo eles, uma dessas uvas, chamada de Pedebernade 5, é capaz de produzir naturalmente vinhos com baixo teor alcoólico, mesmo quando plantada em regiões quentes. Assim, eles acreditam que a espécie pode contribuir muito para a solução dos problemas causados pelas mudanças climáticas recentes. Segundo Olivier Bourdet Pess, diretor da cooperativa, a variedade é muito antiga, mas só voltou a ser plantada em 2002. Contudo, ela não pode ser utilizada comercialmente na França, já que a legislação do país não permite o uso de espécies não hermafroditas.

Queda de 4% na produção global

De acordo com um relatório da consultoria Rabobank, haverá uma queda na produção global de vinho no mundo em 2014. “Acreditamos que a produção global vai registrar queda oscilando entre 2% e 4%”, disseram os especialistas, que citaram safras bem menores do que o previsto em países como Chile, Argentina, Itália, Austrália, Estados Unidos e Espanha. O Chile teve queda de 23% neste ano. Na Itália, prevê-se menos 15% em relação à 2013. Na Austrália, o déficit foi de 7% e na Argentina de 8%.

Contra osteoporose

Um grupo de cientistas dinamarqueses descobriu que o resveratrol pode ser usado no tratamento da osteoporose, doença que fragiliza os ossos. O estudo feito em 66 homens mostrou resultados positivos. “Em apenas quatro meses de doses altas de resveratrol, notamos uma melhora na densidade mineral dos ossos da coluna e de outros pontos do corpo humano”, apontou a pesquisadora Marie Juul Ørnstrup.

Banho de vinho

“Dia de recuperação! Banho de vinho tinto”, foi o que postou o jogador de basquete Amar’e Stoudemire, do New York Knicks, em seu perfil no Instagram recentemente. Mais tarde, em entrevista, ele declarou que o banho de vinho tinto é muito importante porque ajuda na maior circulação das células do sangue. “Além disso, é muito quente, como se fosse uma banheira. O vinho tinto acalma o corpo. Depois, começo uma sessão de 90 minutos de massagem. É um rejuvenescimento”, disse o jogador.

Às cegas

A França provou sua força no que tange a vinho ao vencer um campeonato de degustação às cegas entre amadores. O evento foi realizado em Aÿ, na região de Champagne, e contou com a participação de 18 times de diversas nações. A equipe francesa, composta por Jean-Michel Perrussan, Eddy Gautier, Didier Sanchez e Pierre Cistern superou os belgas (campeões no ano anterior), que ficaram em segundo lugar, e os espanhóis, em terceiro. Segundo Perrussan, um radiologista, a chave para vencer foi uma abordagem cautelosa. “Você tem que confiar na sua intuição. Muitas vezes, a primeira impressão dada pelo olfato e pelo paladar aponta o caminho certo, depois disso, temos que usar processos de eliminação”, declarou. A próxima edição será realizada em Châteauneuf-du-Pape.

7 DÉCADAS, 7 SAFRAS

O simpático e apaixonado Dominic Symington esteve no Brasil para conduzir uma memorável degustação de sete safras de Porto Vintage da Dow’s, uma das casas mais emblemáticas quando o assunto é Vinho do Porto. As safras selecionadas foram as de 1955, 1966, 1977, 1985, 1997, 2007 e 2011, representando as últimas sete décadas.

Segundo Dominic, estes vinhos estão entre os melhores Vintage produzidos pela Dow’s não só nos últimos 70 anos, mas em todos os tempos. Para ele, os Portos Vintage da Dow’s têm a particularidade de serem bem mais “secos” do que os produzidos por outras casas, como Graham’s, por exemplo, principalmente nas safras mais antigas, que são mais tânicas e austeras. Isso ocorre, devido à exposição solar sudoeste tanto da Quinta Nossa Senhora da Ribeira, quanto da Quinta do Bonfim.

De fato, essas constatações de Dominic puderam ser comprovadas à medida que os vinhos eram degustados, pois, em todas as safras provadas, de um modo discreto ou mais evidente, dependendo da influência climática de cada ano, foi observado um estilo semelhante, que prima pelo frescor, mineralidade e elegância. Mostrando que essas características são possíveis mesmo quando estamos à frente de vinhos fortificados, que são referência em termos de concentração, dulçor, potência e intensidade.

AD 94 pontos   
DOW’S VINTAGE PORT 1955
Dow’s, Douro, Portugal (Épice – fora de catálogo). Vinificado 100% em lagar. Âmbar brilhante. Complexo nos aromas, exibindo notas florais, de marmelo, de figo e de especiarias doces, além de toques medicinais, tudo muito limpo, num estilo mais compotado, lembrando marrom glacê. No palato, é longo e intenso, tem ótima acidez e está extremamente vivo ainda. Com o tempo no copo apareceram traços defumados e minerais. EM

AD 95 pontos   
DOW’S VINTAGE PORT 1966
Dow’s, Douro, Portugal (Épice – fora de catálogo). Apresenta cor âmbar de reflexos acastanhados. Os aromas são austeros, lembrando frutas frescas, com notas herbáceas, especiadas, medicinais, além de toques de casca de cítricos, ameixas maduras e frutos secos. No palato, é delicado, vertical, num estilo elegante e equilibrado, com frescor e acidez vibrante. Após algum tempo na taça apareceram ervas maceradas. EM

AD 93 pontos   
DOW’S VINTAGE PORT 1977
Dow’s, Douro, Portugal (Épice – fora de catálogo). Apresenta cor âmbar de reflexos acastanhados e aromas de ameixas envoltos por notas especiadas, florais e de ervas secas, além de toques medicinais e de frutos secos. Tem o volume do 1955 e a profundidade do 1966, apesar de estar, nesse momento, mais evoluído que este último. Depois de um tempo na taça, apareceram anis, funcho e um traço defumado. Delicado e sutil. EM

AD 96 pontos   
DOW’S VINTAGE PORT 1985
Dow’s, Douro,Portugal (Épice – fora de catálogo). Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos acastanhados e aromas de ameixas e cerejas maduras, com notas herbáceas e de especiarias doces. No palato, é redondo, intenso, equilibrado, com os taninos pronunciados e ainda bastante fruta, mas tudo envolto por ótima acidez e frescor. Equilibrado, estruturado, ainda está bem jovem, um adolescente. Depois de um tempo na taça apareceram ervas maceradas e um toque de amaro. Está envelhecendo muitíssimo bem. EM

AD 94 pontos   
DOW’S VINTAGE PORT 1997
Dow’s, Douro, Portugal (Épice R$ 796). Apresenta cor vermelho-rubi mais fechado, com sutis reflexos acastanhados. Os aromas lembram ameixas, cassis e cerejas maduras, com notas florais, medicinais e de ervas mais frescas, além de toques de alcaçuz. No mesmo estilo do 1985, porém mais acessível, mesmo sendo mais novo. EM

AD 97 pontos   
DOW’S VINTAGE PORT 2007
Dow’s, Douro, Portugal (Épice – fora de catálogo). Apresenta intensa cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas são vivos e intensos e lembram ameixas em compota, figos em calda, bem como notas florais e de especiarias doces. Redondo, equilibrado e muito elegante. É estruturado e muito fresco, tem ótima textura, acidez vibrante e final muito longo, cheio de classe. Uma delícia, semelhante ao 1985 em termos de frescor. Depois de um tempo na taça apareceram notas de eucalipto. EM

AD 98 pontos   
DOW’S VINTAGE PORT 2011
Dow’s, Douro, Portugal (Épice R$ 836). Apresenta cor vermelho-violeta fechada. Intenso e exuberante nos aromas, lembrando cassis, ameixas, com notas florais, herbáceas e especiadas. Concentrado e intenso, como um Vintage novo deve ser. Tem ótima textura, bastante frescor e final cheio e longo, com toques lácteos, minerais e de chocolate. Cheio de camadas, mais ainda fechado. Semelhante ao 1955 em termos de potência e ao 1966 quando o assunto é frescor. Sublime. Para esquecer na adega. EM


Mundovino vinho do ano Wine Spectator Casa do Porto Francisco Zúñiga Caballo Loco Eduardo Chadwick Luc Heymans Château Haut-Brion

Artigo publicado nesta revista

Almaviva

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