Mundovino

Eventos do mundo do vinho

Da redação em 21 de Julho de 2014 às 00:00

A mais poderosa

Um relatório anual da consultoria “Intangible Business” apontou a Viña Concha y Toro como a “marca de vinho mais poderosa do mundo”, no que é considerado o mais influente ranking da indústria de bebidas do mundo. Na lista geral (que soma todos os tipos de bebidas alcoólicas), aliás, a vinícola chilena aparece em 21o lugar, subindo oito postos em relação ao ano passado. “O reconhecimento internacional reforça a visibilidade global e a imagem que a marca Concha y Toro alcançou. É algo pelo qual temos trabalhado há anos. É uma grande conquista, não somente para a empresa, mas para o vinho chileno que cresce em importância na indústria do vinho mundial”, disse o CEO da vinícola, Eduardo Guilisasti. A lista das empresas de vinho mais poderosas segue com a Gallo em segundo lugar, acompanhada por Robert Mondavi, Hardys e Barefoot, entre as cinco primeiras.

Vale mais do que arte

Uma pesquisa centenária feita pela Cambridge Judge Business School em conjunto com a Vanderbilt University e a HEC Paris apontou que, desde 1900, os vinhos de alta gama são investimentos melhores do que objetos de arte. Segundo os dados, as garrafas de Premier Cru Classé de Bordeaux, por exemplo, tiveram lucro de 5,3% ao ano acima da inflação. Já os objetos de arte, no mesmo período, apresentaram cifra de 2,4%, menor até do que a dos selos, que ficaram com 2,8%. Aliás, se não fossem os custos de armazenagem, que baixam os ganhos dos colecionadores de vinho para 4,1% ao ano, a bebida teria valorizado mais do que o mercado de ações, que apresentou ganhos de 5,2% acima da inflação ao ano.

Vinho faz bem para os dentes?

Que a acidez dos vinhos corrói o esmalte dos dentes, isso todo mundo sabe. No entanto, uma pesquisa que reuniu cientistas das universidades de Madri e Zurique apontou que a bebida também pode fazer bem aos dentes. Como? Combatendo doenças periodontais com seus polifenóis que ajudam a eliminar determinados micro-organismos que atacam a placa dentária. Para esse estudo, os pesquisadores usaram um modelo de colônia com cinco tipos de bactérias encontradas na boca e aplicaram vinho tinto, vinho tinto sem álcool, vinho tinto com extrato de semente de uva, água e uma solução de etanol a 12%. Os resultados mostram que o vinho tinto com adição de extrato de semente de uva foi o agente mais eficaz, pois combate três das cinco espécies de bactérias. O vinho tinto, com ou sem álcool, mostrou-se eficaz contra duas das estirpes.

1863

Os produtores de Vinho do Porto estão sempre antenados com a demanda por vinhos antigos e têm lançado safras cada vez mais raras de seus estoques. A Taylor’s, por exemplo, recentemente resolveu engarrafar um Porto da safra de 1863 – Taylor’s Single Harvest Tawny 1863 – que foi colocado em garrafas de cristal com somente 1.600 exemplares à venda por mais de R$ 10 mil no mercado inglês. Uma raridade para poucos.

Multa de €1

Já imaginou se rebelar contra o sistema, ser processado e receber uma “pesada” multa? Olivier Cousin, o rebelde enólogo da região do Loire, na França, desobedeceu normas do sistema de denominação de origem do país e foi acusado de rotulagem inadequada de vinhos de Cabernet Franc, uma vez que havia optado por sair da denominação de Anjou em 2005, mas continuou a usar tal identificação em seus vinhos. Ao final do processo, ele foi condenado e precisou pagar uma multa... de €1. Isso mesmo, cerca de R$ 3, uma quantia simbólica por ter infringido as regras. No fim, tanto a federação de vinhos de Anjou quanto Cousin saíram do tribunal cantando vitória...

Debaixo d’água

 

Quatro anos depois de garrafas de Champagne de meados do século XIX terem sido encontradas no fundo do mar na Finlândia, a Veuve Clicquot resolveu lançar o projeto “Cellar in the Sea”, para analisar como funciona o processo de envelhecimento dos espumantes debaixo d’água. Para isso, submergiram uma seleção de garrafas de todas as linhas da marca no mar Báltico, em uma adega especial. Elas serão retiradas periodicamente para serem comparadas com garrafas que ficaram em terra.

Seu Champagne voando!

Você está em um hotel chique, em um quarto com uma vista deslumbrante e pensa: “Por que não um Champagne para brindar esse momento?” Ótimo, não? E que tal sua bebida vir voando até a sacada do seu apartamento? O hotel Casa Madrona, em Sausalito, nos Estados Unidos, resolveu acrescentar o “Champagne voador” aos serviços de quarto disponíveis. Então, quem se hospedar em uma de suas suítes exclusivas, que custam US$ 10 mil por dia, tem a opção de receber seu vinho por meio de um drône. O robô voador foi especialmente projetado para o hotel e é capaz de transportar até três garrafas de espumante à sacada do hotel com vista para a baía de Richardson.

Em busca do terroir

Para muitos, o terroir é algo intangível. Impossível de ser explicado. No entanto, a ciência vem correndo atrás e tentando entendê-lo. É isso o que pesquisadores alemães e franceses do Instituto da Vinha e do Vinho e do Helmholtz Zentrum Muenchen vêm fazendo há três anos. Eles analisaram uvas e vinhos de duas vilas da Borgonha (Flagey-Echézeaux e Vosne-Romanée, que ficam a menos de dois quilômetros de distância entre si) em busca de provas químicas da existência do terroir. No teste, descobriram que uvas e vinhos de ambas as vilas dispunham de uma “assinatura química distinta de condições ambientais... Tudo contribuindo para a identificação do chamado terroir”, com diferenças claras de concentração fenólica, de ácidos e açúcares entre as amostras dos dois lugares. Diferentemente de estudos anteriores, que consideravam uvas e vinhos de lugares muito distantes, este quer provar que é possível haver diferença de terroir em distâncias cada vez menores.

Resgate de uvas

A moda do crowdfunding (financiamento coletivo) está cada vez mais presente e vem se alastrando também pelo mundo do vinho. Assim, um produtor do Languedoc, na França, resolveu que precisa resgatar 10 variedades de uvas tradicionais da região, mas que vem sendo esquecidas. Frantz Venes quer replantar, em oito hectares, espécies como Grande Noir, Calmette e Picpoul Noir, e quer atrair 100 colaboradores que investirão 1.425 euros cada. Os dividendos serão pagos em vinho. “Eu já provei e selecionei as uvas que serão plantadas. Mas não sei que tipo de vinho elas irão produzir”, afirmou Venes. Vai encarar?

Regata de rabelos

Neste ano, a tradicional regata de barcos rabelos – usados para transporte de barricas de Vinho do Porto pelo rio Douro – na cidade do Porto, foi vencida pelo time da casa Dalva. Há 31 anos, a prova é feita sempre no dia de São João (24 de junho) e, desta vez, contou com 14 embarcações competindo em trajeto desde o Cabedelo até à Ponte D. Luís.

“Foi uma corrida fantástica, com a chuva como elemento surpresa e, dos últimos anos, foi a corrida em que os barcos estiveram juntos durante mais tempo”, disse o animado capitão do rabelo Dalva, Jorge Dias, que venceu a prova em sua terceira participação. Na primeira, o mastro de seu barco se partiu.

Até a garrafa precisa ser branca

Wimbledon é o torneio de tênis mais tradicional do mundo e mantém, há mais de 100 anos, alguns de seus costumes inalterados, como o uso de uniformes brancos pelos jogadores. Sendo assim, para seguir a regra de vestimenta da competição, a vinícola australiana Jacok’s Creek, patrocinadora do evento, lançou uma edição limitada de garrafas de Chardonnay e Shiraz revestidas de branco, que foram vendidas no complexo de Wimbledon durante o torneio e também nos supermercados londrinos.

Borgonha

Quem gosta de comprar vinhos em leilões certamente deve estar de olho esperando a casa nova-iorquina Wally apontar o dia da venda da coleção de Roy Welland – um ex-operador financeiro que se apaixonou por vinho e se tornou um colecionador fanático. Desde 2004, ele passou a comprar compulsivamente exemplares da Borgonha e agora pretende colocar à venda 100 mil garrafas. A casa de leilões estima que o montante valha, ao menos, US$ 15 milhões – sendo que somente de Grand Crus há mais de duas mil caixas.

Alemanha campeã da Copa do Mundo dos enólogos

A Alemanha venceu a segunda edição do “European Winemakers’ Soccer Tournament” – campeonato de futebol entre enólogos europeus, o principal evento do tipo no mundo, que contou com seis equipes. Itália, Hungria, Suíça , Áustria e Eslovênia – campeã da primeira edição –, completaram o quadro. O time alemão venceu os húngaros na final por 3 a 2, revivendo o “milagre de Berna”, como ficou conhecida a final da Copa do Mundo de 1954. A vitória só veio com um gol do enólogo Fabian Schmidt, da Weingut Bercher-Schmidt, nos acréscimos. E, para tornar a conquista ainda mais emocionante, o goleiro, Jürgen Fladung, defendeu um pênalti poucos antes do término da partida. A Alemanha levou a competição extremamente a sério, tanto que contratou um treinador profissional, Erich Rutemöller, que já dirigiu o time de Colônia no campeonato alemão. Ele está à frente da equipe, conhecida como Weinelf, desde 2012. A próxima edição do torneio será em 2016 na Alemanha e espera-se que mais times se juntem à competição. Enólogos franceses e espanhóis já foram convidados.

Bom para a memória

É inegável a boa influência do vinho para a saúde humana e diversas pesquisas têm sido feitas para entender a relação da bebida com a prevenção de doenças degenerativas como Alzheimer, por exemplo. Agora, um novo estudo da Charité University, em Berlim, revelou que o resveratrol – componente mais famoso do vinho tinto – pode melhorar a memória. Em um teste com 46 voluntários com sobrepeso, os que receberam uma dose de 200 mg do polifenol apresentaram uma melhor memória de curto prazo e também um aumento nas conexões do cérebro com as áreas responsáveis pela memória. Além disso, houve uma redução do nível de açúcar no sangue, sugerindo que o metabolismo do açúcar pode estar ligado às conectividades do cérebro e à memória.

Quer comprar terras nos Estados Unidos?

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Silicon Valley Bank, um em cada 10 vitivinicultores dos Estados Unidos cogita vender suas terras e o motivo seria o “cansaço” e não problemas financeiros. Foram ouvidos 646 proprietários de vinícolas das regiões da Califórnia, Oregon e Washington e muitos deles disseram estar considerando seriamente a possibilidade de venderem suas terras nos próximos cinco anos. O relatório feito pelo banco constatou ainda que quase um terço dos entrevistados venderia suas terras se a oferta fosse boa o suficiente. "Pegar um avião e ir para os principais mercados em blitz de vendas não era o que muitos produtores achavam que estariam fazendo", disseram os analistas.

Dourado

O Château Angelus, de Saint-Émilion, não perdeu tempo e decidiu promover sua primeira safra com o status Premier Grand Cru Classe ‘A’. Para isso, a garrafa do vinho de 2012 terá estampa dourada, celebrando a importância do fato, que representou um aumento do preço de seus vinhos em 30% desde que foi anunciada a reclassificação. A nova embalagem faz parte de uma estratégia de reposicionamento da marca.

Recorde no Napa

O leilão anual beneficente do Napa Valley bateu novo recorde de arrecadação neste ano. Realizado no dia 8 de junho, o evento angariou nada menos que US$ 18,7 milhões, superando o valor de US$ 16,9 milhões obtido em 2013. Para chegar a esse montante, em sua 34a edição, o leilão foi dividido em três frentes, com o Live Auction Celebration (uma grande festa com ofertas de vinhos e outras experiências, como viagens e jantares), mais o Napa Valley Barrel Auction (venda de lotes em barrica), e o leilão on-line. “Estamos surpresos com os resultados além das expectativas, e estamos profundamente gratos pela generosidade das pessoas”, disse Linda Reiff, presidente do Napa Valley Vintners. O dinheiro é revertido em prol de programas de saúde para crianças.


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Artigo publicado nesta revista

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