Indicação de Procedência Farroupilha

No dia 25 de julho, a Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin) protocolou o pedido de reconhecimento da IP Farroupilha. Jorge Tonietto, coordenador técnico do projeto, acredita que o diferencial dessa Indicação é que a área delimitada corresponde à tradicional região produtora de uvas Moscatéis da Serra Gaúcha, tendo a maior concentração destas variedades do país. “Enfatizar as bebidas Moscatéis é uma estratégia assertiva porque valoriza e aproveita a vocação local e tem um grande apelo de mercado, sendo esses produtos versáteis, leves e aromáticos, com expressiva aceitação no mercado nacional e potencial para exportação ”, disse Ricardo José Chesini, presidente da Afavin. A IP Farroupilha pode ser então a quinta indicação geográfica de vinhos finos do Brasil, depois de Vale dos Vinhedos (hoje Denominação de Origem), Pinto Bandeira, Altos Montes e Monte Belo.

Duas taças, sem AVC

Há 10 anos, um cardiologista britânico vem receitando duas taças de vinho tinto para seus pacientes para que eles evitem ataques do coração e outros problemas cardiovasculares. William McCrea, de 58 anos, diz que as propriedades antioxidantes do vinho diminuíram o risco de um segundo ataque cardíaco em seus pacientes em 50%, assim como 20% do risco de um AVC (acidente vascular cerebral). “Se você beber moderadamente – não mais de duas taças – há um efeito coronário benéfico. Ele faz três coisas: prevê o desenvolvimento de coágulos nas artérias, aumenta o bom colesterol (HDL) e dilata as artérias”, conta o médico, que diz ter indicado essa receita para mais de 10 mil pacientes.

Piemonte

A região do Piemonte entrou para a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO e se tornou 50a paisagem italiana na lista dos patrimônios italianos. Ele tem a designação geográfica oficial de “Langhe-Roero e Monferrato”, mas os limites compreendem áreas vinícolas conhecidas mundialmente, como Barolo e Barbaresco, por exemplo. A UNESCO priorizou seis zonas distintas por conterem paisagens excepcionais e serem palco da produção de vinhos diferenciados, são elas: as colinas de Langhe de Barolo, as colinas de Barbaresco, Nizza Monferrato por sua produção de Barbera, Canelli por seu vinho espumante Asti Spumante e Monferrato por suas adegas subterrâneas, além do castelo Grinzane Cavour. A justificativa enviada à UNESCO para que a região de Piemonte fosse incluída na lista de Patrimônio Mundial era a de que a província dispõe de um “valor universal excepcional” devido à sua cultura de vinho e à sua extraordinária paisagem. As regiões francesas da Borgonha e de Champagne estão pré-selecionadas para entrar na lista em 2015.

Tipos de consumidores

Um longo estudo encomendado pela gigante Costellation Brands mapeou o perfil dos consumidores norte-americanos de vinho. O “Projeto Genoma – A evolução do consumidor do vinho” entrevistou 7 mil pessoas em 18 meses e criou seis perfis diferentes. Segundo ele, 21% dos consumidores são dirigidos pelo preço. Depois, 20% estão associados a um único tipo de vinho que consomem diariamente. Em seguida, 19% bebem quando há uma ocasião especial, mas não estão interessados na bebida e sequer compram. 18% consideram o vinho um “acessório social”, um símbolo de status. Estes são os consumidores mais ricos, mas não são os que gastam mais com a bebida. 12% são jovens que estão começando a se interessar pelo vinho, mas ainda não se preocupam com ele. Por fim, 10% são os verdadeiros enófilos, para quem a bebida é parte de suas vidas.

 

Yankees, Red Sox

Já uma tradição na Major League Baseball (MLB), a liga de beisebol norte-americana, os vinhos das diversas franquias fazem sucesso entre os fãs do esporte. Agora, para a temporada 2014, seis equipes decidiram lançar novos rótulos, entre eles os tradicionais New York Yankees, que contam com um vinho à base de Riesling 2013, feito por Anthony Road, além de um Chardonnay e um Cabernet Sauvignon. Já dois vinhos feitos em Washington têm a marca do Seattle Mariners. Além desses, vários vinhos californianos produzidos em Alexander Valley, Monterey County, Paso Robles, Russian River Valley e Santa Barbara County receberam rótulos de equipes como Boston Red Sox, Chicago Cubs, Philadelphia Phillies e Texas Rangers. Todos os vinhos licenciados pela MLB estão disponíveis para venda através do site http://mlb.com/wine/.

Clãs

Quem é fã da série de TV “Game of Thrones” já pode embarcar na trama também fora das telinhas, selecionando o vinho de seu clã favorito. Uma coleção de vinhos chamada “Wines of Westeros” foi criada pela agência australiana de publicidade Common Ventures (que não está oficialmente ligada à série) e apresenta brancos e tintos com rótulos que simbolizam as diferentes dinastias da série. “Os tintos representam as casas fortes e robustas. Já os brancos dão um ar mais astuto, perspicaz e misterioso”, contou a presidente da Common Ventures, Jane Burlop. Cada personagem e clã são identificados com uma determinada variedade, como o Arryn, Greyjoy, White Walker, Wilding e Stark que são Sauvignon Blanc. Os clãs Baratheon e Lannister são Pinot Noir, Dothraki é Merlot, os Tyrell são representados como Chardonnay, os Martells como Cabernet Sauvignon e as House Targaryen e Night’s Watch são Shiraz. Quem quiser adquirir, pode acessar: www.thewinesofwesteros.com

Universitários franceses bom de vinho

A edição 2014 da competição entre “confrarias universitárias”, a Left Bank Bordeaux Cup (Copa da Margem Esquerda de Bordeaux), terminou com vitória francesa, dos alunos da escola EDHEC Lille. Em segundo lugar ficaram os estudantes da University of Chicago’s Booth School of Business. Desde 2002, a prova é realizada entre universidades britânicas e francesas e agora ganhou o mundo, com a participação de 42 equipes. Neste ano, depois de pré-eliminatórias ao redor do planeta, oito equipes fizeram a final em Bordeaux, nas caves do Château Lafite. Para vencer, os estudantes precisam fazer testes de conhecimento e paladar, com degustação às cegas.

Levedura e álcool

O Instituto Nacional de Pesquisas Agrícola da França em conjunto com o centro de pesquisa de leveduras, Lallemand Oenology, identificou uma levedura capaz de produzir vinhos com menor teor alcoólico. A nova levedura, não-GMO Saccharomyces cerevisiae, é a primeira da família cerevisiae a ser selecionada pela sua baixa conversão de açúcar em álcool. Em um exemplo de sua capacidade de redução alcoólica, um vinho com teor de álcool de 15,8%, ao entrar em contato com ela pode perder até 1,3% de seu teor. Além disso, a levedura produz mais glicerol, dando à bebida uma sensação maior de suavidade.

US$ 25 milhões

Segundo o milionário colecionador Bill Koch, ele já gastou US$ 25 milhões na tentativa em ajudar a justiça norte-americana a prender o falsificador de vinhos Rudy Kurniawan, em um dos maiores julgamentos sobre fraude em vinhos da história, ocorrido em dezembro do ano passado. Em uma entrevista à ABC News, Koch diz que está disposto a investir mais no processo se for preciso. “Eu vou atrás, e não importa o quanto custar”, afirmou. Durante o julgamento de Kurniawan, Koch disse que 443 garrafas de sua adega eram falsas e que pagou ao acusado o equivalente a US$ 4,4 milhões por elas. Amigos de Koch, cuja fortuna é estimada em mais de US$ 3 bilhões, disseram que a sua missão em acabar com a falsificação de vinhos raros é uma questão pessoal, com pouca relação com o dinheiro. “Não suporto ser enganado”, pontuou.

Lafite chinês:
“Nada mal”

Depois de 15 anos de investimento, o primeiro vinho da Domaine Barons de Rothschild Lafite – detentor do famoso Château Lafite, em Bordeaux – produzido na China enfim ficou pronto. “No ano passado, tivemos a primeira colheita da produção Lafite na China. O produto não é ruim, mas não é bom – porém nada comparado ao que é consumido localmente – que é muito ruim”, disse o diretor do grupo Christopher Salin. Ele ainda vê o investimento na China com olho no longo prazo. “Vamos ver nos próximos 100 anos se teremos sucesso ou não”.

Sem enxofre

Desde o século XVIII, o dióxido de enxofre é o conservante predileto dos produtores de vinho, no entanto, uma pesquisa pode mudar isso. A pasteurização a frio, que foi originalmente desenvolvida para preservar as características dos sucos de fruta, hoje, com apoio do Stuttgart’s Frauenhofer Institute, na Alemanha, está sendo testada no vinho. O método envolve a dissolução de um gás inerte sob pressão no líquido e depois essa pressão é bruscamente reduzida. “Assim, enzimas oxidantes indesejadas são desativadas, enquanto nem os ingredientes sensíveis à temperatura, nem a cor e o sabor são alterados”, explicou a Dra. Ana Lucía Vásquez-Caicedo.

Os mais caros

De acordo com dados do governo francês, o valor dos vinhedos da Borgonha subiu em 2013. Os terrenos em Cote d’Or, por exemplo, tiveram aumento de 5% no ano passado, atingindo a marca de € 515.600 por hectare.  Já os vinhedos da denominação Bourgogne regional valem hoje € 34 mil por hectare, uma elevação de 6% com relação a 2012. Por fim, uma mesma porção territorial destinada à produção de Grand Crus tem custo médio de € 4 milhões, valor 5% acima do ano anterior. Estima-se ainda que os melhores vinhedos de Grand Crus podem custar até € 9,5 milhões por hectare. Por isso, a Borgonha é considerada a região que tem os vinhedos mais caros da França e provavelmente do mundo. Para se ter uma ideia, em Bordeaux, a região mais valorizada é Pauillac, que possui terras com preço médio de € 2 milhões por hectare.

Louve do vinho

Depois de ser assaltado em casa, Michel-Jack Chasseuil, um dos maiores colecionadores de vinho da França, disse que pretende criar um “Louvre” de vinhos para guardar suas mais de 40 mil garrafas. Tempos atrás, o colecionador foi surpreendido por ladrões (disfarçados de entregadores de vinho) em casa, que roubaram 15 caixas de rótulos de “segunda categoria”, pois não tiveram acesso à adega principal, cuja chave fica em um banco. Depois do assalto, Chasseuil disse que quer atrair interessados em abrir um museu para guardar seus vinhos, já que ele considera sua coleção como um “patrimônio da França”.

Radiação

De acordo com o professor do departamento de engenharia nuclear da Universidade da Califórnia, Peter Hosemann, uma nova técnica pode ajudar a identificar a idade dos vinhos produzidos a partir de 1945 – ano do primeiro teste de armas nucleares no mundo. Segundo ele, elementos radioativos como o césio-137 estão presentes no ambiente desde então e se depositam no solo, chegando às plantas e frutos. No caso do vinho, pequenas quantidades do elemento se introduzem nas uvas e ficam presas no líquido durante o processo de vinificação”, explicou. “Provavelmente, todo o vinho engarrafado depois de 1945 contém traços do elemento”, completou. Os cientistas estão otimistas com a técnica por conta de sua capacidade de auxiliar no combate à fraude de alimentos raros e bebidas. “A análise de isótopos como principal elemento torna o método muito robusto e à prova de falsificação, uma vez que uma modificação artificial é muito difícil”, explicou.

Bom para a vista

Uma pesquisa da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, sugere que o consumo moderado de vinho pode reduzir o risco de deficiência visual em longo prazo. Durante 20 anos, os pesquisadores analisaram 6 mil pessoas com leve deficiência visual e fizeram uma relação com seus hábitos de vida. Os participantes fizeram uma medição da sensibilidade de cada olho, orientada pela quantidade de letras e números não identificados. Em duas décadas, percebeu-se que essas pessoas costumaram perder, em média, a capacidade de ler 6,6 letras. Ao comparar os estilos de vida, porém, houve diferenças. Apesar de apenas 11% dos abstêmios terem apresentando deficiência ao longo do tempo, o número entre os que consumiam pequenas quantidades de álcool ocasionalmente foi bem menor, com 4,8%, assim como para os consumidores regulares, com 3,6%. Quando a pesquisa focou no vinho, mostrou que a deficiência afetou 7,8% daqueles que não consomem a bebida, apenas 4% dos que a bebem ocasionalmente, e 2,7% dos que degustam regularmente.

Tênis e vinho

Em parceria com o produtor Grover Zampa, o ex-tenista indiano Vijay Amritraj iniciou um projeto de vinho. Juntos, eles apresentaram dois vinhos de sua coleção intitulada Grover Vijay Amritraj Reserve Collection em um evento em Londres durante o torneio de Wimbledon: um Viognier fermentado em barrica e um tinto produzido a partir da combinação das variedades Viognier, Cabernet Sauvignon e Shiraz. O famoso enólogo Michel Roland supervisiona a produção. Amritraj chegou à 16a posição no ranking mundial de tenistas e também atuou em filmes de James Bond e da série Star Treck.


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