Bocelli e o vinho da prisão

Lamberto Frescobaldi

A segunda safra do vinho feito na prisão da ilha de Gorgona, na Itália, recebeu o apoio do tenor Andrea Bocelli, cujo nome aparece no rótulo. “Lamberto Frescobaldi me pediu para apoiar esse projeto fantástico e eu estou muito feliz de fazer parte dele”, disse o tenor, lembrando que a tradicional família Frescobaldi está por trás da ação. O objetivo do projeto é dar aos prisioneiros da ilha a oportunidade de ganhar experiência profissional no processo de vinificação, o que pode resultar em empregos no futuro. Toda a renda arrecadada com os 2.500 exemplares produzidos (além de 200 magnuns) é revertida na manutenção do projeto. “Nosso principal objetivo é aumentar a conscientização sobre a questão social nas prisões e dar esperança às pessoas para iniciar uma nova vida quando libertadas do cárcere”, comentou o diretor da penitenciária, Carlo Mazzerbo.

Alentejo, o melhor

Alentejo

Especialistas do jornal USA Today divulgaram uma lista com as “melhores regiões vinícolas para se visitar no mundo”. Para quem acreditou que a campeã fosse uma das tradicionais denominações francesas como Bordeaux, Champagne, Borgonha ou Provence, ou então as italianas Toscana ou Piemonte, o resultado surpreendeu e trouxe o Alentejo no topo. Segundo o jornalistas Kerry Woolard e Frank Pulice, editores da publicação, a região ao sul de Portugal reúne ótimas atrações, excelentes opções de estadia e gastronomia e, por isso, mereceu o destaque. Além do Alentejo, o top 10 contou com as regiões de: Okanagan Valley, no Canadá; Maipo, no Chile; Marlborough, na Nova Zelândia; Croácia, Napa Valley, nos Estados Unidos; Toscana, na Itália; Oregon, nos Estados Unidos; Hunter Valley, na Austrália; e Virgínia, também nos Estados Unidos.

Telas na Borgonha

Depois de sofrer por três anos seguidos com tempestades de granizo que devastaram diversos vinhedos da região, o Conselho de Vinhos da Borgonha (BIVB) está cogitando a utilização de redes e telas de proteção sobre as videiras, como já é comum em outras regiões do mundo em que esse problema é notório, como a Argentina, por exemplo. Segundo Cecile Mathiaud, do BIVB, essa alternativa está sendo testada, pois os canhões antigranizo não impediram os estragos causados neste ano, que afetou 5 mil hectares de vinha na região. Antes de as redes poderem ser usadas definitivamente, é preciso aprovação do instituto nacional de regulação da França, o INAO.

Gosto do vinho na vinha

Pesquisadores da Austrália acreditam que podem ser capazes de influenciar o aroma e o sabor de um vinho a partir da manipulação da composição química das uvas ainda na videira. Para isso, cientistas da Universidade de Adelaide em conjunto com a agência de pesquisa da Austrália, CSIRO, querem entender como mudanças na composição de uvas Cabernet Sauvignon podem influenciar o potencial de sabor do vinho resultante. “Basicamente, estamos analisando se podemos prever atributos sensoriais do vinho através da medição dos compostos químicos das uvas”, explicou o Dr. Paul Boss. Se o resultado das análises for positivo, será possível orientar o caráter de um vinho antes mesmo de as uvas serem colhidas. “No futuro, poderemos fazer intervenções nas composições das uvas em tempo real nos vinhedos para alterar as propriedades dos vinhos”, comentou.

ADEGA Britânica

 

Adega britânica à venda

No ano passado, o governo francês desfez-se de parte das adegas do presidente e do primeiro ministro em um movimento para equilibrar as despesas do país. Agora foi a vez de os britânicos copiarem o exemplo. Recentemente, devido à politica de austeridade, diversas garrafas de Bordeaux clássicos como Latour 1961, por exemplo, foram colocadas em leilão pelo governo. Além disso, alguns departamentos foram obrigados a pagar pelos vinhos usados em recepções.

“Terroir é um mito”

Pesquisadores liderados pela professora francesa Valéry Michaux lançaram o livro “Estratégias de Vinificação Territorial, Clusters, Regulamentação e Marcas territoriais”, no qual dizem que a ideia de terroir não passa de um mito. Segundo um detalhado estudo, eles defendem que o sucesso de alguns vinhos não está na concepção de terroir, mas na somatória de experiências dos produtores, no “efeito cluster”, na regulamentação e nas marcas. A obra, diga-se, foi feita por especialistas em gestão e economia e Valéry compara as renomadas regiões de Champagne e Rioja, por exemplo, com o Vale do Silício, na Califórnia, como bons exemplos do “efeito cluster”.

5 anos

Entre os dias 18 e 22 de agosto a importadora Inovini realizou seu segundo roadshow. Nesse ano, as cidades de Londrina, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo foram contempladas com o evento, que contou com a participação de importantes produtores como Allegrini, González Byass, Doña Paula, Undurraga, Laurent-Perrier e Valduero. Este ano foi especialmente importante, pois também marcou a comemoração do aniversário de cinco anos da importadora. ADEGA foi conferir tudo de perto em São Paulo e traz alguns dos destaques provados durante o evento.

AD 91 pontos
DOÑA PAULA SELECCIÓN DE BODEGA MALBEC 2008
Doña Paula, Mendoza, Argentina (Inovini R$ 190). Apresenta cor vermelho-rubi fechada de reflexos violáceos e aromas de frutas vermelhas e negras mais maduras, com notas de violeta e de especiarias doces, além de toques tostados e herbáceos. No palato, exibe fruta suculenta e madura, quase em compota, permeada e equilibrada por taninos de boa textura e acidez na medida. Bem feito em seu estilo frutado e opulento, tem final persistente, com toques de chocolate. EM
DOÑA PAULA SELECCIÓN DE BODEGA MALBEC 2008

 

AD 89 pontos
FINCA CONSTANCIA V.T. CASTILLA 2011
Finca Constancia, Castilla, Espanha (Inovini R$ 77). Blend elaborado a partir de Tempranillo, Cabernet Sauvignon, Syrah, Cabernet Franc, Petit Verdot e Graciano. Apresenta cor vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de frutas negras e vermelhas mais maduros, com notas florais, herbáceas, especiadas e defumadas. No palato, é frutado e estruturado, tem acidez refrescante, taninos de boa textura e final médio/longo, com toques de grafite. EM
FINCA CONSTANCIA V.T. CASTILLA 2011

 

AD 90 pontos
T.H. SAUVIGNON BLANC LO ABARCA 2012
Undurraga, Lo Abarca, Chile (Inovini R$ 99). Apresenta cor amarelo-citrino de reflexos esverdeados e aromas exuberantes de frutas brancas e cítricas maduras, permeados por notas florais, herbáceas e minerais. No palato, confirma as impressões do nariz, chamando a atenção pela textura e volume de boca, tudo num contexto de vibrante acidez e final suculento persistente. EM
T.H. SAUVIGNON BLANC LO ABARCA 2012

 

Champagne no seio esquerdo de Kate Moss


Lembra daquelas taças de Champagne antigas que diziam ter sido moldadas no seio da rainha francesa Maria Antonieta? Pois bem, o tempo passou e agora uma nova linha vai ser lançada, mas com o formato do busto esquerdo da supermodelo britânica Kate Moss, que recentemente completou 40 anos. Para comemorar essa data e seus 25 anos como modelo, a artista Jane McAdam Freud – filha de Lucian Freud, que anos atrás pintou um famoso retrato de Moss nua e grávida – juntamente com o restaurante 34, de Londres, decidiu homenagear a modelo com uma taça de Champagne moldada em seu seio. “Estou muito empolgada. É uma honra estar ao lado de Maria Antonieta, que foi uma personalidade intrigante e maliciosa”, afirmou Moss. Ela, porém, não é a primeira modelo a servir de molde para uma taça de Champagne. Em 2008, o estilista Karl Lagerfeld e a Dom Pérignon tomaram como base o peito de Claudia Schiffer para criar uma taça de porcelana.
Kate Moss

 

Ricardo III

 

Meu reino por um vinho

Segundo pesquisadores, o rei Ricardo III, eternizado na obra de Shakespeare com a frase “Meu reino por um cavalo”, bebia cerca de uma garrafa de vinho por dia para aliviar a pressão de liderar seu reino. Conduzido pelo British Geological Survey e pela Universidade de Leicester, o estudo analisou dentes e ossos do monarca e constatou que ele consumia até três litros de vinho por dia no final de sua vida, além de carnes exóticas, como cisne e garça. Os resultados do estudo mostraram que o consumo de vinho de Ricardo aumentou significativamente depois que ele chegou ao trono em 1483 – ele morreria dois anos depois durante a batalha de Bosworth contra o exército de seu sucessor Henrique VII.

Sorvete de Champagne

Sorvete de Champagne

 

A empresa Edina and Patsy of Absolutely Fabulous aproveitou o verão no hemisfério norte e lançou um sorvete de Champagne no mercado inglês. Batizado de Pops, ele é composto de 37% de Champagne e custa £ 5 (cerca de R$ 19). James Rae e Harry Clarke, os idealizadores do produto, contaram que a ideia veio durante as férias de verão do ano passado. “Nós estávamos em Mallorca assistindo a uma série de disputas esportivas e notamos uma lacuna no mercado, que permitia a entrada de um produto alcoólico mais refrescante do que uma bebida”, explicaram.

Vinho para pacientes terminais

Uma ideia da Dra. Virginie Guastella, médica em um hospital na cidade de Clermont-Ferrand, na França, deixou muita gente curiosa e espantada. Ela decidiu implantar um bar de vinhos para atender os pacientes terminais do centro médico onde trabalha. Para Guastella, os pacientes em estado terminal têm total direito de se divertir. Ela acredita que nada deve impedir que alguém desfrute de algo que os franceses tanto valorizam: um momento descontraído com a família e amigos na companhia de um bom vinho. O bar será abastecido por uma adega do próprio hospital, que disponibilizará vinhos, Champagnes e uísques, todos doados por instituições locais.

Péricles

Péricles

 

Péricles foi uma das principais figuras da “Idade de Ouro” de Atenas. Nascido em 495 a.C., ele se tornou general liderando campanhas contra outras cidades gregas e persas e ajudou a forjar a democracia ateniense, com o Parthenon sido construído durante seu período. Recentemente, arqueólogos encontraram uma taça de vinho que lhe pertenceu na cidade de Kifisia, subúrbio de Atenas. Ao reunir os 12 pedaços do artefato, os cientistas viram que o objeto continha seis nomes escritos, entre eles o de Péricles e seu irmão mais velho, Ariphron, além de Aristides, Diodotos, Daesimos e Efkritos. A teoria é que Péricles bebeu o vinho junto aos outros homens e depois a taça parece ter sido oferecida a alguém que se chamava Drapetis, “fugitivo” em grego. Acredita-se que Drapetis era um escravo liberto ou fugitivo e dono de botequim.

 

 

The Voyager

Jenny Lewis, ex-integrante da banda Rilo Kiley, é a mais recente personalidade do mundo do rock a ingressar no universo do vinho. A roqueira lançou seu rótulo próprio, chamado The Voyager, o mesmo nome de seu mais recente álbum. O vinho é feito a partir das variedades Carignan, Petite Sirah e Valdiguié pelo enólogo da vinícola Brock, Cris Brockway, e comercializado ao preço de US$ 30. Quem comprar, ainda recebe junto o novo álbum de Jenny.

 

 

Sven

 

Sven

O ex-treinador da seleção inglesa de futebol, Sven-Goran Eriksson decidiu se aventurar no mundo do vinho e lançou uma linha chamada “Sven”. Seus rótulos, um branco e um tinto, são feitos com uvas produzidas na Sicília. O tinto é um blend com variedades Nero d’Avola e Frappato, enquanto o branco é feito com Grillo e Fiano. “Para criar um time de futebol, é necessário equilíbrio. Se você quiser ter um vinho de qualidade, o equilíbrio também se torna algo importante”, comentou Eriksson.

Chile

No dia 6 de agosto, São Paulo foi palco do quarto Tasting Wines of Chile, que trouxe ao Brasil diversos grandes produtores chilenos (ao todo foram 31 vinícolas) que apresentaram alguns de seus melhores rótulos para uma plateia ávida por novidades. Sendo assim, concomitantemente ao evento, o premiado sommelier chileno, Héctor Riquelme, conduziu o seminário “Os Extremos do Chile”, que apresentou as novidades feitas por lá, como rótulos do deserto, do extremo-sul do país, do norte e de vinhedos antigos, por exemplo. ADEGA esteve presente e traz alguns destaques.

AD 92 pontos
CABO DE HORNOS 2010
Viña San Pedro, Vale do Curicó, Chile (Interfood R$ 295). Vinho de alta gama da Viña San Pedro, é elaborado sob a supervisão do enólogo Marco Puyo e assessoria de Paul Hobbs. Seu blend leva 84% de Cabernet Sauvignon e 4% de Syrah, provenientes do Vale do Cachapoal e 12% de Malbec do Vale do Maule. Exibe aromas elegantes de carvalho, ervas em infusão, café e caramelo. Possui excelente textura em boca, com sabor de frutas negras maduras e toques minerais, lembrando grafite. Um exemplar sóbrio, de respeito, que estagiou 18 meses em carvalho francês novo e usado. VS
CABO DE HORNOS 2010

 

AD 90 pontos
Gallardia Cinsault 2013   
De Martino, Itata, Chile (Decanter R$ 55). Marcelo Retamal elabora este tinto de Cinsault. Os bagos são fermentados inteiros com leveduras indígenas e o mínimo de intervenção possível. O resultado é um tinto de incrível vivacidade, mostrando fruta de ótima qualidade, acidez refrescante, taninos de boa textura e final suculento, que pede mais um gole. Vinho de pura fruta, cheio de notas florais e um agradável toque mineral. Um rótulo para aqueles que estão cansados de madeira e fruta doce, lembrando compota. EM
Gallardia Cinsault 2013

 

AD 90 pontos    
Lago Ranco Sauvignon Blanc 2013
Casa Silva, Patagônia, Chile (Vinhos do Mundo – fora de catálogo). Este branco de cor amarelo-palha é elaborado com 100% de Sauvignon Blanc de uma das regiões vitivinícolas mais austrais do Chile, 904 km ao sul de Santiago, chamado Futrono, onde a influência do Lago Ranco e da Cordilheira dos Andes são marcantes. É extremamente aromático e elegante, com aromas de frutas cítricas, como limão e pera, e notas minerais. Sua alta acidez traz frescor e está elegantemente equilibrada com o corpo leve, permanecendo por longo tempo na boca, provocando a sensação de estar entrando numa floresta fria no sul do Chile. Com suas notas minerais e alta acidez, harmoniza muito bem com ostras, pescados e queijos azuis. HSK
Lago Ranco Sauvignon Blanc 2013

 

AD 92 pontos 
Tara Red Wine 1 Pinot Noir 2012
Ventisquero, Atacama, Chile (Cantu R$ 235). Apresenta cor vermelho-rubi translúcido e aromas de frutas vermelhas maduras, quase em calda, envoltos por notas especiadas e florais, além de toques salinos e minerais. Em boca, é frutado, estruturado, com boa acidez, mas mais cheio e com uma sensação mais exuberante e suculenta. EM
Tara Red Wine 1 Pinot Noir 2012

 

AD 88 pontos  
VIÑA SANTA CAROLINA
GRAN RESERVA PETIT VERDOT 2011
Viña Santa Carolina, Vale do Rapel, Chile (Casa Flora R$75). A Viña Santa Carolina faz parte da história do Chile, com mais de 137 anos de tradição. Em 2012, reinaugurou suas instalações após sérios danos sofridos com o terremoto de 2010. Este varietal incomum de Petit Verdot estagia de seis a 12 meses em barricas de carvalho e apresenta cor rubi intenso e brilhante. Possui força aromática, exalando perfumes florais, de madeira, chocolate e frutas maduras. Em boca, comporta-se de forma rugosa, com taninos marcantes e deliciosos. Muito bom. VS
VIÑA SANTA CAROLINA GRAN RESERVA PETIT VERDOT 2011

 

Terremoto no Napa Valley

Na madrugada do domingo, 24 de agosto, um terremoto de magnitude 6 na escala Richter devastou imensas áreas da região do Napa Valley e do condado de Sonoma, na Califórnia, Estados Unidos. O tremor ocorreu às 3h20 da manhã causando diversos estragos em regiões urbanas e rurais. Este foi o maior tremor de terra por lá desde 1989. A região estava em plena colheita ao ser atingida e muitos produtores viram tanques romperem deixando escapar milhões de litros, além de terem barricas e garrafas quebradas. A indústria local estima os estragos em milhões de dólares, mas não foi capaz de definir o valor até o fechamento desta edição. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima os danos em até US$ 1 bilhão em toda a região – que teve severas avarias nas redes elétricas e de gás. A principal organização de produtores lançou uma campanha para arrecadar US$ 10 milhões em prol das pessoas atingidas. Apesar de ter ocorrido na madrugada, horário em que geralmente há poucos trabalhadores nas vinícolas, dois enólogos, Carole Meredith e Steve Lagier, quase se tornaram duas vítimas do tremor que felizmente não deixou vítimas fatais. Eles estavam na sala de barricas da vinícola quando ocorreu o terremoto e os barris começaram a deslizar em sua direção. “Estamos bem fisicamente, mas emocionalmente abalados”, disse Meredith. O que mais preocupa é que muitas vinícolas não possuem seguro contra terremotos e praticamente todas foram atingidas de alguma forma.

Esquema de corrupção

Uma investigação de corrupção na China está focando empresas que adquiriram Châteaux bordaleses. Em um relatório de julho, o escritório de auditoria chinês acusou os grupos Haichang Holdings Ltda. e Rave Sun do mau uso de US$ 43 milhões de financiamento público, que teriam sido desviados pelo município de Dalian para ajudar essas empresas a investirem em tecnologia estrangeira. Com o dinheiro, as empresas adquiriram 14 Châteaux na França. As investigações deixaram os franceses preocupados: “Estou escandalizado. Minha firma de consultoria aconselha no gerenciamento de vinhedos, mas não tenho nada a ver com as aquisições, nem informações sobre a fonte do dinheiro”, disse Christian Delpeuch, ex-presidente da comissão de vinhos de Bordeaux.

Nova DOC no Languedoc

Uma nova Denominação de Origem foi autorizada no Languedoc-Roussillon. A partir de agora, Terrasses du Larzac será uma DOC independente. Ela abrange 32 municípios localizados entre 80 e 200 metros acima do nível do mar, compreendendo 2 mil hectares de terras e 60 produtores. É uma denominação destinada somente a vinhos tintos compostos por um mínimo de três variedades, que podem ser Grenache, Mourvèdre, Carignan, Syrah ou Cinsault. As quatro primeiras devem representar, pelo menos, 75% dos vinhedos qualificados para a produção de vinhos, os quais devem ter um rendimento máximo de 45 litros por hectare. Espera-se que outra região do Languedoc, La Clape, também se torne uma denominação independente em breve.

A melhor carta do mundo

A prestigiada revista “The World of Fine Wine” decidiu criar uma lista com as “Melhores Cartas de Vinho do mundo”. Para isso, listou 750 restaurantes de um total de 4 mil ao redor do globo e concedeu-lhes uma, duas ou três estrelas. O Palais Coburg Residenz, um chique hotel vienense, foi eleito como tendo a melhor carta de todos. Já o Hearth, de Nova York, foi o melhor da América do Norte, enquanto o Petrus, dentro do Hotel Shangri-La, em Hong Kong, ganhou o mesmo prêmio relacionado à Ásia. A lista também contemplou o Brasil, com o Taste Vin, de Belo Horizonte sendo escolhido como o melhor da América do Sul. O australiano Royal Mail Hotel e o sul-africano Rust foram reconhecidos por terem a melhor carta na Oceania e na África, respectivamente. Ao final, apenas 200 cartas de vinho foram condecoradas com três estrelas.

Sobroso

Em agosto, a vinícola alentejana Herdade do Sobroso esteve em São Paulo, representada pela administradora Sofia Machado e pelo enólogo Filipe Teixeira, apresentando à ADEGA, de uma só vez, sete anos de todo o trabalho e dedicação com seu tinto Herdade do Sobroso. Nas palavras de Teixeira, “esse é um evento que empolga até mesmo o enólogo, pois não é sempre que se tem oportunidade de abrir garrafas tão antigas e compartilhar da opinião das pessoas”. Nesta ocasião exclusiva, foi possível degustar todas as safras existentes do vinho, eleito pelos produtores como o mais representativo de sua propriedade, desde sua primeira safra, elaborada em um dos anos mais quentes já vividos naquela terra, até a mais recente produzida, recém chegada ao mercado. A seguir, confira as avaliações dos vinhos degustados:

AD 90 pontos 
HERDADE DO SOBROSO 2006
Herdade do Sobroso, Alentejo, Portugal (fora de catálogo). Fruto de uma safra acalorada (quando os termômetros marcavam 49oC durante a colheita), seus aromas são complexos, intensos e muito distintos em relação aos demais vinhos provados. Frutos negros maduros, ameixa secas, passas e especiarias doces, como cravos e alcaçuz, conferem um aspecto rústico e atraente neste vinho que foi armazenado em barricas novas de 500 litros. Em boca, é macio, saboroso, com taninos perceptíveis, embora discretos, boa acidez e longa persistência. VS

AD 88 pontos
HERDADE DO SOBROSO 2007
Herdade do Sobroso, Alentejo, Portugal (fora de catálogo). Apesar dos sete anos, sua cor se mantém viva e brilhante, sem depósitos. Os aromas predominantes, tímidos à princípio, são de pimenta preta, eucalipto, mentol e cerejas frescas. Em boca, segue refletindo as características de uma safra mais fresca, com maior acidez, bom corpo, textura fina e taninos equilibrados. VS

AD 87 pontoa 
HERDADE DO SOBROSO 2008
Herdade do Sobroso, Alentejo, Portugal (fora de catálogo). O mais tânico de todos os vinhos degustados nesta vertical, apresenta aromas que se alternam entre frutas negras frescas, notas herbáceas, couro e feno. De acordo com o enólogo, 2008 foi um ano de clima equilibrado, sem tanto calor, nem tanto frio. VS

AD 90 pontos 
HERDADE DO SOBROSO 2009
Herdade do Sobroso, Alentejo, Portugal (fora de catálogo). A partir desta safra, maior atenção foi dada à Alicante Bouschet, uma das quatro varietais que compõem este blend. As outras três são Aragonês, Trincadeira e Alfrocheiro. O rendimento foi controlado, o que resultou em um salto na qualidade. Aqui encontramos aromas exuberantes de frutas vermelhas e negras com toques discretos de madeira e chocolate. A boa maturação lhe conferiu taninos marcantes e vibrantes, de arestas arredondadas. Um vinho guloso, muito bom agora e que pode ser guardado também. VS

AD 89 pontos
HERDADE DO SOBROSO 2010
Herdade do Sobroso, Alentejo, Portugal (fora de catálogo). Este exemplar apresenta linda cor rubi, com perfumes florais e frutados, límpidos e cristalinos. Sua textura em boca é sedosa, com taninos finos e corpo médio. Exibe uma fruta madura e carnuda, escoltada de forma discreta pelas especiarias doces. VS

AD 89 pontos
HERDADE DO SOBROSO 2011
Herdade do Sobroso, Alentejo, Portugal (fora de catálogo). Nesta jovem safra, encontramos uma viva cor violeta, intensa e concentrada. Os aromas são refrescantes, lembrando mentol e eucalipto, com toques de tabaco e xarope. Em boca, é suculento, rico em frutas negras maduras, com taninos novos e já macios. VS

AD 89 pontos
HERDADE DO SOBROSO 2012
Herdade do Sobroso, Alentejo, Portugal (Teixeira Duarte Distribuição R$ 95). Esta última safra, recém chegada ao Brasil, demonstra jovialidade, potência e austeridade. Seus aromas lembram as ervas e pimentas pretas, bem como o suave perfume das frutas recém colhidas. Estagiou um ano em barrica de tosta leve e deve evoluir lindamente nos próximos anos. VS
HERDADE DO SOBROSO

 


Mundovino Andrea Bocelli Bordeaux Champagne Borgonha Segundo Cecile Mathiaud Latour 1961 Valéry Michaux Kate Moss Dra. Virginie Guastella

Artigo publicado nesta revista

Revista ADEGA 107 · Setembro/2014 · Saca-rolhas

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