Na terra dos ciclopes

ADEGA visitou a Sicília, uma terra de paisagens inspiradoras, muitas histórias e lendas, e também de vinhos encantadores

Christian Burgos em 4 de Dezembro de 2012 às 10:06

Ilustração mostra Ulisses embebedando Polifemo com

Na mitologia, Ulisses foi o primeiro grego a visitar a Sicília. Lá encontrou um grupo de ciclopes, monstros gigantes de um olho só, que habitavam uma terra fértil, onde as pastagens brotavam sem esforço permitindo-lhes viver apenas de pastorear seus rebanhos de ovelhas. Tendo sido feito prisioneiro do ciclope Polifemo, que já comera dois de seus homens no jantar e dois no café da manhã, Odisseu (nome grego do herói) entorpece o gigante servindo-o abundantemente de vinho. Grato, Polifemo pergunta a Ulisses seu nome, prometendo que ele seria o último a morrer. O rei de Ítaca responde chamar-se Outis (“ninguém”, em grego).

Assim que o ciclope adormece, o herói aquece uma ponta de estaca na fogueira até ficar em brasa e, com quatro de seus homens, enterra-a no olho do monstro. Cego e angustiado de dor, Polifemo começa a gritar. Seus vizinhos ciclopes vêm em seu socorro e perguntam quem o havia ferido, ao que Polifemo responde: “Ninguém”. Com isso, Ulisses consegue escapar com seus homens para sua embarcação, mas, ao partir, zomba do ciclope que atira pedras do alto do Etna em direção à voz do grego, quase acertando seu navio e deixando enormes pedras na costa que podem ser vistas até hoje.

Entender o Etna é entender a Sicília no sentido figurado e também literal. Ainda antes dos gregos, os fenícios já haviam fundado entrepostos comerciais na ilha. Uma importante razão para a fixação grega foi o enorme território (27.710km²), com água doce e terra fértil. Neste caso, a contribuição do Etna é fundamental, visto que suas encostas elevadas no inverno se cobrem de neve, que depois derrete fornecendo água doce para seu entorno de rico solo vulcânico. Os árabes também vieram e, por sua vez, introduziram as frutas, técnicas de irrigação, medicina e astronomia. E assim, conquistadores após conquistadores (fenícios, gregos, romanos, cartaginenses, vândalos, ostrogodos, bizantinos, árabes, normandos, italianos, aragoneses, espanhóis e franceses) sucederam-se destruindo e agregando, da tecnologia à cultura, e remodelando os costumes de um povo que aprendeu a aceitar isso, sem perder suas raízes.

Talvez por ser esse polo sociocultural, muitos filósofos e homens da ciência ali viveram, de Arquimedes e Platão até o desconhecido inventor do sorvete, um punhado de neve do Etna regado ao sumo de limão siciliano…

fotos: divulgação

A vida e a vinha junto ao Etna
Por tudo isso, uma viagem à ilha demanda uma estada na região do Etna e uma viagem de lá até Palermo. Ao redor do vulcão, as paisagens são dominadas por sua presença, constantemente expelindo fumaça numa lembrança permanente de sua atividade, encarada de forma corriqueira pela população local.

O Etna, mesmo sujeito a erupções frequentes, não reclamou a vida de nenhum siciliano por muitas décadas, nem mesmo durante a grande erupção de 1969. Por isso, ao contrário de seu conterrâneo Vesúvio, é tido como um vulcão feminino, maternal e gerador de vida (a própria palavra Etna é feminina).

Etna gera vida com suas erupções, e o basalto das lavas é utilizado nas construções para isolamento térmico tanto no inverno quanto no verão

Mas o Etna ainda está definindo sua altura, podendo tanto crescer como diminuir; e não tem apenas uma cratera, mas mais de 250. Outras ainda podem se abrir a qualquer momento ou lugar.

Por estar constantemente expelindo fumaça, é como uma panela de pressão em funcionamento, cuja lava costuma escorrer e não explodir em violentas erupções. A lava escorre lentamente e, a não ser que forme uma parede muito alta (até 60 metros), costuma ser dirigida para longe dos vilarejos com uso de tratores. Após esfriar, ela se torna preta e, com o tempo, vai esbranquiçando. Durante ao menos 30 anos, esse solo não será fértil, pelo contrário, caracterizar-se-á por formar um deserto de lava. Somente após esse período de transformação é que o terreno vulcânico vai favorecer a agricultura e inundar os vinhos ali cultivados com sua instigante personalidade mineral.

Ao subir o Etna, ao longo das sinuosas estradas, é possível notar que vamos encontrando cada vez mais verde, até adentrarmos as florestas de pinheiros, por onde muitos passeiam para apanhar nozes e o Lactarius deliciosus, um cogumelo que, puxado no azeite, substitui exemplarmente o bacon como acompanhamento de ovos mexidos no café da manhã. Essas encostas que rendem esqui de qualidade no inverno e a água do degelo da neve junto às parcas precipitações, garantem a umidade necessária para o cultivo da vinha. Nessa região, a irrigação não é permitida e a vindima é tardia, sendo que, quanto mais alto, mais tardia.

A pedra de basalto parece estar em todo o lugar, inclusive na construção das casas antigas, devido à sua capacidade de isolamento térmico, controlando os extremos de temperatura tanto no inverno quanto no verão.

#Q#
No interior da Sicília calor e vento propiciam passificação da Syrah para Late Harvest Deserto de lava jovem e escura torna-se fértil e esbranquiçado (abaixo) após 30 anos
fotos: divulgação

O gosto do Etna
A vitivinicultura no Etna remonta à antiguidade e a região foi a primeira da Sicília a obter a certificação de Denominação de Origem Controlada para seus vinhos feitos a partir das uvas tintas Nerello Mascalese, Nerello Cappuccio e das brancas Carricante e Catarratto.

É desnecessário apontar a mineralidade como a grande característica desses vinhos, que podem chegar a causar estranheza para não iniciados. Destaque absoluto para os feitos com Nerello Mascalese, que possuem elegância e complexidade ímpares, com traços característicos da Nebbiolo e dos Pommard da Borgonha. Já sua irmã Nerello Cappuccio é uma autóctone que, para muitos, tem similaridade com a Carignan.

Os vinhedos do Etna se encontram entre 450 e 1.100 metros de altitude, o solo é formado pela lava, cinzas e areia, com presença de cobre, fósforo, magnésio e outros minerais, e é bastante irregular como se nota pelas enormes pedras “atiradas pelo ciclope” e muitas vezes incrustradas entre as parreiras.

Ao caminhar pelos vinhedos da Cantina Russo, que cultiva uva para vinho desde 1860, parece que andamos sobre cinzas, e o enólogo Francesco Russo explica que esse solo macio tem 2 metros de profundidade e depois dá lugar a uma compacta camada de pequenas pedras vulcânicas. Segundo Russo, a irrigação, além de proibida na DOC Etna, seria inútil e impossível, pois a drenagem do solo é tamanha que a quantidade necessária de água seria inviável. Essa camada de material piroclástico apresenta uma infinidade de minerais, com exceção do cálcio, e por isso Russo acrescenta cálcio ao solo uma vez por década.

VINHOS AVALIADOS - CANTINE RUSSO

88 pontos
RAMPANTE ETNA BIANCO DOC 2009
Cantine Russo, Etna Itália (Sem importador). Este branco com 70% Carricante, 30% Catarratto e 12,5% de álcool apresenta fruta cítrica (tangerina) e a mineralidade do vulcão. Na boca, primeiro sentimos maciez na fruta que logo cede espaço para a excelente acidez. Persistente, a mineralidade se manifesta no fundo de boca em retrogosto com o toque cítrico. CB

88 pontos
RAMPANTE ETNA ROSSO DOC 2007

Cantine Russo, Etna, Itália (Sem importador). 80% Nerello Mascalese, 20% Nerello Cappuccio e 13,5% de álcool. Um ano em inox e um ano em “barrique”. O nariz é sexy, com a mineralidade que aporta complexidade à fruta de ameixa bem madura. Na boca, tem profundidade e a bela acidez e mineralidade garantem alegria e dimensão ao vinho. CB

A lava não cai no mesmo lugar?
Ainda percorrendo a encosta nordeste do Etna encontramos a pequena cidade de Linguaglossa, cujo nome, como o de várias outras, é curiosamente a repetição da mesma palavra em grego e romano (neste caso lingua=glossa). Linguaglossa foi construída sobre uma camada de lava, pois acreditava-se, como no caso do raio, que a lava não atingiria duas vezes a mesma localidade. Entretanto, pesquisas arqueológicas recentes encontraram sete diferentes camadas de lava sob a cidade.

Nessa região encontra-se a Vini Gambino, onde vê-se que os terraços de lava com vinhedos são comumente acompanhados por outros dedicados ao cultivo de oliveiras e frutas. Os 10 hectares de vinhedos encontram-se a 840 metros de altitude e enfrentam enorme diferença térmica, ficando cobertos pela neve no inverno e exigindo, no verão, que uma camada de folhas cubra as uvas para protegê-las do sol escaldante.

Seu proprietário, Francesco Raciti, declara que a “qualidade não é um prêmio, mas a soma de pequenas coisas que se faz no vinhedo e na produção” e é responsável por alguns vinhos surpreendentes, como o Petto Dragone (barriga de dragão) batizado com o sugestivo apelido da localidade. Se depender de Raciti, seu vinho não chegará a nosso país: “Produzo apenas 80 mil garrafas e é muito complicado exportar para o Brasil”.

VINHOS AVALIADOS - VINI GAMBINO

89 pontos
ALICANTE 2010
Vini Gambino, Etna, Itália (Sem importador). Na Sicília, Alicante é Grenache. Este IGP Sicília passa 12 meses em barricas novas. Interessante mistura da Grenache do Rhône com um tempero de vulcão. O aroma revela cereja madura e um toque de mineralidade. Ao mesmo tempo frutado e elegante, e com a madeira bem integrada. Os taninos chegam e são complementados pela acidez, a fruta madura e maciez dos 14% de álcool. Gostaria de degustá-lo em mais dois ou três anos. CB

91 pontos
PETTO DRAGONE 2011 | Confira a avaliação completa na matéria “Tesouros da Sicília”

#Q#
fotos: divulgação
Etna em permanente atividade define a paisagem. Oliveiras e vinhedos convivem nas vinícolas

Do mar à neve
Seguindo do nordeste para o sul do Etna, cruzamos a estrada Mareneve, assim batizada pois, no inverno, em 20 minutos deixa-se a praia para esquiar. A paisagem muda, o clima é mais seco e as cinzas do vulcão parecem mais presentes no céu. A altitude também difere e a vinícola Nicosia, fundada em 1898, situa-se entre 600 e 650 metros de altitude e maneja um total de 250 hectares de vinhedos que vão além da encosta sul. Cercada por um vilarejo, aqui a modernidade se faz mais presente, com uma cantina nova, o cultivo de variedades autóctones e internacionais, e a experimentação, como no caso do uso da madeira de acácia nas barricas de alguns vinhos brancos.

VINHOS AVALIADOS - NICOSIA

87 pontos
FONDO FILARA ETNA BIANCO DOC 2011
Nicosia, Etna, Itália (Sem importador). 60% Carricante e 40% Catarratto. Nariz de fruta madura e mel. Na boca, confirma-se como um vinho redondo, com bom volume de boca equilibrado com rica acidez. Estrutura do Carricante e de médio corpo. Utiliza barris de acácia por quatro meses. CB

90 pontos

FONDO FILARA ETNA ROSSO DOC 2009
Nicosia, Etna, Itália (Sem importador). As uvas vêm de vinhedos a 750 metros de altitude e compõem este tradicional corte de 80% Nerello Mascalese e 20% Nerello Cappuccio. O vinho passa seis meses em barrica, quatro meses em bote grande e depois mais quatro meses de afinamento em garrafa. O nariz conquista pela complexidade, com diversas dimensões de aromas indo da fruta límpida aos aromas terciários, como couro. Em boca, a cereja madura chega junto aos taninos finos e a acidez que prepara o paladar para outro gole, deixando um agradável e fresco retrogosto. CB

fotos: divulgação
Arquiteturas de épocas e culturas diversas se encontram nas ruas de Palermo

Rumo a Palermo
Saindo da região do Etna, seguindo pelo litoral norte da ilha rumo à cidade de Palermo, dois pontos merecem ser visitados. O primeiro, a Abbazia Santa Anastasia, em Castelbuono. Uma abadia do século XIII que foi comprada e transformada numa vinícola com 75 hectares de vinhedos orgânicos situados a 450 metros de altura e com “vista para o mar”. Em 2000, a vinícola foi restaurada e recebeu infraestrutura enoturística com hotel, spa e restaurante adepto à filosofia “Zero Mile”, em que os ingredientes são cultivados na própria vinícola ou em propriedades a menos de uma milha de distância.

Outra parada obrigatória é a histórica (e turística) cidade Céfalu, à beira mar, fundada pelos gregos e protegida pelo forte no alto de um penhasco. A cidade apresenta preciosidades como a deslumbrante catedral construída em 1.131, cujo interior é decorado com mosaicos do período bizantino e com arquitetura restaurada ainda no século XVI. Experimente o delicioso sorvete local enquanto passeia pelas ruas estreitas (e cheias) com lojas com antiguidades e construções seculares como o lagar e a “lavanderia” alimentada com água do mar.

VINHOS AVALIADOS - ABBAZIA SANTA ANASTASIA

88 pontos

PASSOMAGGIO ROSSO IGT 2010
Abbazia Santa Anastasia, Sicília, Itália (Sem importador). O enólogo Riccardo Cotarella assina este corte de 70% Nero d’Avola e 30% Merlot que passa nove meses em barrica francesa Allier de segundo uso. No nariz, destaque para amora e aromas terciários de couro e tabaco. Na boca, a acidez se integra à fruta e tem taninos gentis. Um vinho que valoriza a fruta e o equilíbrio. CB

90 pontos
SENSOINVERSO 2009
Abbazia Santa Anastasia, Sicília, Itália (Sem importador). Este varietal 100% Nero d’Avola é um biodinâmico que fermenta em tanques de cimento por 20 dias, depois vai à estágio em barris de carvalho de 20 hectolitros por 16 meses e, por fim, afinam por seis meses em garrafa. A potência do aroma de fruta vermelha madura com final defumado se confirma na boca, cujo volume é marcante e equilibrado no alto pela acidez. Tem taninos que prometem longevidade. Seus 13,5% de álcool permitem que seja um bom acompanhamento à mesa, sobretudo às carnes grelhadas. CB

#Q#

Passado e presente em Palermo
Palermo é a grande cidade ao norte da ilha e em nenhum outro lugar a arquitetura revela as ondas conquistadoras como ali. As construções, mais do que preservadas, vão sendo ampliadas com novos estilos arquitetônicos formando um mosaico da história, seja nas casas mais simples, seja nos prédios mais imponentes. Uma cidade cheia de vida de dia e de noite, com excelentes restaurantes e centros de compras.

Partindo de Palermo, em passeios de um dia, é possível visitar os terroirs do centro da ilha com destaque para as vinícolas dos vinhos no box a seguir.

VINHOS AVALIADOS

88 pontos
BENEDÈ 2011
Alessandro di Camporeale, Sicília, Itália (Sem importador). Do trabalho do jovem enólogo Benedeto Alessandro, de 22 anos, nasce um dos mais interessantes brancos degustados. A variedade Catarratto é uma das mais antigas da Sicília e merece atenção por sua estrutura e excelente acidez. Com viticultura orgânica, apresenta nariz cheio de vida, em que os aromas de pêssego fresco, damasco e flor de laranjeira preparam os sentidos para o paladar de frutas amarelas e final de boca com ervas e mel. Um vinho direto e elegante, que conquista os amantes da boa comida com seus leves 13% de álcool. CB

89 pontos

KAID SYRAH 2009
Alessandro di Camporeale, Sicília, Itália (Sem importador). Neste terroir mais continental, ensolarado, seco e com brisa intensa e constante, reina a mais siciliana das variedades internacionais, a Syrah. Este exemplar apresenta exatamente o que se espera de um Syrah de clima quente. O primeiro ataque aromático destaca ameixa madura, que se entrelaça à bela pimenta negra. Com o tempo em taça, seus aromas vão ficando cada vez mais elegantes. Apesar dos 14% de álcool, a boca é límpida e direta com fruta, especiarias e retrogosto à café. O uso conjunto de barricas francesas e americanas parece contribuir para um vinho capaz de atravessar o tempo por sua potência, estrutura tânica e acidez. CB

87 pontos
CHARA 2011

Feudo Disisa, Sicília, Itália (Sem importador). Neste antigo convento, que há 200 anos pertence à família Di Lorenzo, é produzido este branco com partes iguais de Catarratto e Insolia. O vinho atesta mais uma vez a personalidade da Catarratto para conferir estrutura aos vinhos de variedades mais macias como a Insolia. Nariz vivo de frutas cítricas e aroma de feno. Na boca, revela estrutura entrelaçada à doçura da fruta e mel que invade e persiste no retrogosto. CB

89 pontos
DALIAH CHARDONNAY 2010

Feudo Disisa, Sicília, Itália (Sem importador). Este Chardonnay oriundo de vinhas com 35 anos tem 14% de álcool e passa quatro meses em carvalho francês. Aromas de damasco com um toque de nozes e pistache. Na boca, a excelente acidez equilibra o lácteo da madeira de maneira surpreendente. Um vinho complexo e cheio de camadas que seguem até o delicioso retrogosto e longa persistência. CB

91 pontos
VUARIA 2008 DOC MONREALE

Feudo Disisa, Sicília, Itália (Sem importador). Nero d’Avola de um pequeno vinhedo de 2 hectares com 20 anos de idade. 13,5% de álcool. Fica 14 meses em barricas francesas e passa por fermentação malolática. Nariz profundo e complexo, fruta vermelha e cogumelos, andam lado a lado com um aroma lácteo do período em madeira. Na boca, tem fruta vermelha pronunciada, acidez presente e muito bem equilibrada com os taninos finos, de agradável textura porosa acompanhada pela baunilha. Um vinho guloso e com boa capacidade de evolução. CB

92 pontos
KRYSOS 2006

Feudo Disisa, Sicília, Itália (Sem importador). Pena que os Late Harvest não são apreciados como deveriam no Brasil. Este monovarietal Grillo de vinhedos com 18 anos de idade possui a singular capacidade de transmitir doçura e frescor já no aroma. Damascos em passa são sua assinatura e, na boca, tem inebriante combinação de doçura e volume equilibrados pela acidez. Retrogosto de figo e tangerina conversam com você por muito tempo. Excelente acompanhamento para queijos e acerto no nome, pois Krysos quer dizer ouro em grego. CB

88 pontos
GINOLFO 2009

Baglio di Pianetto, Sicília, Itália (Sem importador). Muito além da retórica da sustentabilidade, aqui mil painéis solares geram toda energia utilizada pela vinícola e ainda permitem a comercialização do excedente. Neste berço da Viognier na Sicília, nasce este varietal com linda cor dourada e brilhante. Aromas florais e de damasco. Boca mineral, estruturada e com boa acidez permite que os três meses de passagem em madeira propiciem volume sem perda de vivacidade. Fim de boca longo e refrescante, com toque lácteo, mas elegante. Deliciosamente gastronômico. CB

92 pontos

CEMBALI 2006
Baglio di Pianetto, Sicília, Itália (Sem importador). Nesta vinícola do Conde Paolo Marzotto, ex-piloto da Ferrari e antigo dono do Valentino Fashion Group, nasce este Nero d’Avola de vinhedos com 40 anos conduzidos no sistema “alberello” na região de Noto (solo calcáreo-arenoso). Estagia 14 meses em barrica e mínimo de dois anos em afinamento em garrafa. Aroma inebriante, um dos melhores Nero d’Avola já degustados. Aliás, Avola é uma pequena vila perto dos vinhedos de Noto. No nariz, é complexo e etéreo com fruta vermelha e couro. Na boca, é potente e profundo com ameixa fresca e a mineralidade de grafite presente no retrogosto. Taninos polidos e muito boa acidez prometem anos de vinho pela frente. CB

89 pontos
CUBIA 2011 IGP SICÍLIA

Cusumano, Sicília, Itália (Sem importador). Este varietal 100% Insolia de vinhedos com 13 anos de idade é fermentado em barris de 20 hectolitros, onde passa seis meses em contato com as borras, antes do afinamento em garrafa. É muito sexy no nariz, destacando flor de laranjeira e mineralidade. Elegante, direto e límpido, em boca ainda salienta a mineralidade com salinidade muito interessante e que dá espaço a um agradável retrogosto de fruta. CB

90 pontos
PINOT NERO 2007

Cusumano, Sicília, Itália (Sem importador). Nesta moderníssima vinícola, a atenção ao design está nos escritórios e na comunicação que intensificam as sensações. Este varietal nasce em vinhedos 700 metros acima do nível do mar. Com passagem de oito meses em barrica de carvalho francês, apresenta nariz com nobre evolução, em que fruta vermelha e cogumelos andam de mãos dadas com um certo medicinal a esparadrapo. Com o tempo em taça, um toque herbáceo se apresenta. Na boca, a cereja é temperada pelos toques de evolução e boa acidez. Os taninos prontos e retrogosto a pelica também contribuem para tornar este vinho uma grande companhia à mesa. CB

88 pontos
CATARRATTO 2011 IGT SICÍLIA

Ottoventi, Sicília, Itália (Sem importador). Próximo a Trapani, no noroeste da ilha, esta bela vinícola fica no alto de um platô em frente ao mar e é protegida por um castelo acima de um enorme paredão rochoso que revela a mineralidade de seu solo. Este varietal da brava Catarratto tem aroma límpido de fruta, grama cortada, grapefruit e finalzinho a mel. Em boca, a mineralidade caminha de mãos dadas com a estrutura da Catarratto, com acidez marcante e retrogosto de pêssego fresco. Com apenas 12,5% de álcool, seu frescor limpa o palato a cada gole, tornando-o um bom parceiro à mesa. CB

89 pontos
GUARDIOLA 2009 IGP

Passopisciaro, Sicília, Itália (Mistral US$ 96). Este branco do Etna, à base de Chardonnay, confirma a vocação siciliana para esta uva. No nariz, combina a fruta madura de damasco e pêssego com um toque mineral. Na boca, a estrutura mineral instigante e acidez na medida certa equilibram este vinho orgânico, voluptuoso e gastronômico, que ainda conta com um delicado retrogosto a mel. CB

93 pontos

CONTRADA PORCARIA 2009
Passopisciaro, Sicília, Itália (Mistral US$ 215). Exemplar representante da qualidade da Nerello Mascalese no Etna. A elegância e a complexidade aromática são marcadas pelo morango, rosas e mineralidade tendendo para pólvora. Na boca, o morango fresco e a mineralidade se confirmam e se entrelaçam à acidez e aos taninos na medida exata. Longuíssimo. Um dos mais elegantes e longevos Nerello Mascalese degustados. Merece ser apreciado pelos amantes da Borgonha. CB


DOC

Artigo publicado nesta revista

Vinhos & Massas

Assine

Impressa
1 ano
Impressa
2 anos
PDF/Android
1 ano
iPad/iPhone
1 ano

Assine InnerImpressaImpressaPDF/AndroidiPad/iPhone
1 ano2 anos1 ano1 ano
Edições12241212
Comprando Avulso você pagariaR$ 216,00R$ 432,00R$ 216,00R$ 216,00
Assine Agora porR$ 194,40R$ 345,60R$ 56,70R$ 56,70
Desconto
EconomizaR$ 21,60R$ 86,40R$ 159,30R$ 159,30
Parcelado sem juros no cartão de crédito 3x R$ 64,80 6x R$ 57,60
Assinando agora você GANHA também POSTER DESCRITORES AR GUIA ADEGA 2016/2017
Vinhos & Massas

Alguns valores poderão variar dependendo da cotação do dólar



Receba o boletim Revista ADEGA

Receba no seu email grátis destaques de conteúdo e promoções exclusivas