Vinho - 25.Mai - Novo Éden de Pinot Noir

Produção de Pinot Noir na Nova Zelândia ganha destaque no mercado de vinhos

por Redação

A uva Pinot Noir teve difícil aceitação quando chegou no sul da Nova Zelândia, em Central Otago, nos anos 80. Por muitas décadas, a principal fonte de lucro daquela região era a criação de ovelhas 'merino', cuja lã era macia e demasiada fina. Nos últimos 25 anos, contudo, muitas das áreas de ovinocultura foram transformadas em vinícolas, uma commodity bem mais lucrativa.

Divulgação
Vinícula em Central Otago, Nova Zelândia

Em apenas uma geração, a Nova Zelândia emergiu como o novo Éden da Pinot Noir. A variedade produz um suco esplêndido, mas poucos lugares fora de Borgonha - afinal, essa variedade é a assinatura da região francesa - conseguiram uma boa credibilidade com essa uva frágil e de casca fina.

Ao contrário do clima úmido e marítimo que prevalece em boa parte do país, nas encostas e bacias do interior de Central Otago os dias são quentes e mais secos, e as noites, frescas.

Esse vinho, contudo, pode envelhecer como um bom de Borgonha? Segundo Beppi Crosariol, jornalista especializada em vinhos, "se o Felton Road Block 3 pinot 2002 servir de parâmetro, sim. Sedutoramente envolvente, com taninos suaves e notas de cereja, ele enche a boca com um bom peso mas ainda parece fresco".

Segundo ela, a qualidade geral dos vinhos tintos de Central Otago é ainda mais notável, considerando a relativa juventude das videiras - não tem mais que doze anos. As de Pinot costumam produzir seu melhor fruto quando tem entre 25 e 45 anos, momento em que ela entra na 'meia-idade', produzindo menos frutos, porém mais saborosos.

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