São Pedro e a menina

Uma visão sobre o início da colheita 2009 na Serra Gaúcha

Christian Burgos em 5 de Março de 2009 às 12:32

sxc.hu

Prever o resultado de uma safra antes do fim da colheita é um exercício de futurologia, mas o acompanhamento constante das safras é um dos papéis da imprensa especializada. Com isso, ADEGA foi conferir, em primeira mão, o andamento da colheita de variedades brancas e a preparação para a das tintas na Serra Gaúcha.

Este ano, o que vem à mente quando pensamos no clima do sul do país são chuvas torrenciais, enchentes e desmoronamentos transmitidos ao vivo em cadeia nacional por todas as emissoras de televisão. Felizmente, esta não foi a realidade nos vinhedos da Serra. Apesar de, em janeiro, ter chovido mais do que a média anual para o mês, o nível de águas não afetou negativamente os vinhedos, visto que o período crítico para o acompanhamento do índice pluviométrico vai justamente de fevereiro a março. E ainda, apesar de mais chuvas que o normal em outubro, os últimos meses do ano, de novembro e dezembro, foram bem secos.

A chuva sempre foi um dos grandes vilões para as colheitas na Serra Gaúcha, mas, como esclarece o engenheiro agrônomo da Miolo, Ciro Pavan: "o conhecimento técnico contribuiu muito. Hoje a preparação do vinhedo diminui a influência negativa da chuva não excessiva".

Algumas regiões vitivinícolas do Rio Grande do Sul, como a Campanha Gaúcha, em verdade sofreram com a falta de chuvas e forçaram a irrigação dos vinhedos. Ao acompanhar o noticiário do vizinho Uruguai, vemos que a estiagem marcou o ano e castigou seriamente sua produção agrícola.

Parece contraditório com as imagens da tevê, mas aqui segue uma explicação: as chuvas afetaram fortemente a faixa leste do Rio Grande do Sul - que tiveram 270 ml de chuva contra os usuais 140 ml -, mas pouparam o interior do Estado. Além disto, estamos experimentando os efeitos do fenômeno La Niña, que se define pela ausência de chuvas e temperaturas mais baixas, e costuma ser benéfico para os vinhedos do sul do País.

A colheita de variedades brancas e da Pinot Noir, destinada a espumantes, praticamente terminou no início de fevereiro e os enólogos iniciaram a elaboração do vinho confiantes com a qualidade da uva recebida.


Terroir Brasil

Artigo publicado nesta revista

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