Tratado prevê queda de impostos e amplia comércio de vinhos entre Brasil e Europa

por Redação
O acordo entre Mercosul e União Europeia, que passa a valer em 1º de maio, prevê a redução gradual de tarifas de importação, com o objetivo de ampliar o volume de negócios e agregar valor nas trocas comerciais entre os blocos. A ratificação é temporária, mas cria condições necessárias para entrar em vigor.
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Para o CEO e publisher de ADEGA, Christian Burgos, as mudanças podem redesenhar o mercado brasileiro de vinho. A expectativa inicial é de que os resultados sejam positivos, considerando a oportunidade de trazer vinhos europeus ao Brasil a preços mais acessíveis, desde que haja planejamento financeiro que permita a sustentabilidade dos negócios.
Já o CEO da Ideal.BI, Felipe Galtaroça, destaca que, para além do viés da importação, a medida também permite enxergar o potencial fortalecimento das exportações de vinhos brasileiros para o bloco europeu.
O cenário internacional reforça a relevância do Brasil no mercado global de vinhos. Após Chile e Argentina, Portugal é o terceiro maior fornecedor, tendo o Brasil como seu terceiro principal destino. Já para França e Itália, embora a participação ainda seja menor, o país ganha importância como alternativa diante das tensões tarifárias com os Estados Unidos, funcionando como um caminho para compensar a retração da demanda global.
Produtos da região de Champagne, atualmente taxados em 20%, terão redução gradual até zerar em oito anos ou mais. O mesmo se aplica aos vinhos tranquilos, atualmente com imposto de 27%. Já espumantes acessíveis, de até US$ 8 por litro ou US$ 6 por garrafa, não terão redução gradual e só terão impostos zerados em 13 anos, enquanto os que ultrapassam essa marca de preço receberão tarifa zero a partir do primeiro dia de vigência.
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Christian Burgos e Felipe Galtaroça conduziram uma edição especial do Adega Ideal para comentar e debater sobre o Acordo Mercosul-União Europeia. Assista ao vídeo na íntegra: