Região portuguesa une história, castas autóctones e terroir marcado pela influência do Atlântico

por Redação
O Algarve é conhecido mundialmente pelas praias, mas sua relação com o vinho remonta a mais de dois mil anos. A viticultura chegou à região com fenícios e gregos e ganhou força durante o domínio romano, quando os vinhos locais passaram a abastecer mercados importantes. Após períodos de declínio, especialmente durante as invasões francesas e a crise da filoxera, a produção voltou a crescer na segunda metade do século XX com a valorização das castas tradicionais e a modernização dos vinhedos.
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Atualmente, a região reúne quatro denominações de origem protegida — Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira — além da indicação geográfica Algarve. O clima é influenciado tanto pelo Oceano Atlântico quanto pelo Mediterrâneo, enquanto as serras ao norte protegem os vinhedos dos ventos continentais. Essa combinação favorece a maturação das uvas e contribui para um estilo de vinho marcado por frescor, boa acidez e identidade regional.
Entre as variedades mais emblemáticas está a Negra Mole, considerada símbolo do Algarve e uma das castas portuguesas mais antigas, além de brancas como Arinto, Crato Branco (Síria) e Moscatel Graúdo. A região também cultiva diversas castas nacionais e internacionais, produzindo vinhos brancos, tintos, rosés, espumantes e licorosos. No vídeo completo, você conhece a história da viticultura algarvia, suas principais castas e as características que fazem do Algarve uma das regiões mais interessantes do vinho português.
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