Primeiro Anuário do Vinho do Mapa contabiliza 965 vinícolas e exportações para 85 países

por Redação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou o Anuário do Vinho 2026, primeira edição de um documento dedicado exclusivamente à cadeia produtiva da bebida no Brasil. A publicação reúne dados referentes a 2025 e mostra que a produção declarada de vinho no país ultrapassou 300 milhões de litros no ano.
Segundo o levantamento, o Brasil terminou 2025 com 965 vinícolas registradas em 327 municípios. O número representa crescimento acumulado de 41,5% em relação a 2020, quando havia 682 estabelecimentos. Na comparação apenas com 2024, foram incorporadas 18 vinícolas, avanço de 1,9%.
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O Rio Grande do Sul permanece como principal polo produtor, com 600 vinícolas, ou 62,2% do total brasileiro. Santa Catarina aparece em seguida, com 102 estabelecimentos, e São Paulo, com 86. Somados, os estados da região Sul concentram 79,5% das vinícolas do país. Já o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento proporcional entre as regiões em 2025, de 6,3%.
O número de produtos registrados também ajuda a dimensionar a atividade. Dados do Sipeagro contabilizam 16.258 vinhos registrados no país, dos quais 10.855 estão no Rio Grande do Sul, 1.898 em Santa Catarina e 1.413 em São Paulo. A atividade mantinha ainda 7.361 empregos diretos, de acordo com dados do Novo CAGED.
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No comércio exterior, o Brasil exportou 7,35 milhões de litros de vinho em 2025, aumento de 25,9% sobre o ano anterior. O faturamento alcançou US$ 13,8 milhões, alta de 25,5%, com os produtos brasileiros chegando a 85 países em todos os continentes.
O Paraguai foi o principal destino e respondeu por 62,52% do volume exportado, equivalente a 4,59 milhões de litros. Haiti e Estados Unidos vieram na sequência. O preço médio das exportações brasileiras ficou em US$ 1,88 por litro.
As importações, por outro lado, alcançaram 165,66 milhões de litros, alta de 3,4% em relação a 2024. O Brasil desembolsou US$ 560,7 milhões na compra de vinhos estrangeiros, crescimento de 12,3%. O preço médio chegou a US$ 3,38 por litro, o maior da série histórica apresentada pelo anuário, enquanto o Chile permaneceu como principal origem em volume.
O Anuário do Vinho 2026 reúne informações de diferentes bases oficiais para formar um panorama da produção, dos estabelecimentos, dos produtos registrados, do emprego e do comércio exterior da cadeia vitivinícola brasileira. A publicação está disponível para consulta e download no repositório oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária. Clique aqui e acesse.
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