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  • Em Nova York

    Britânico é condenado por fraude de US$ 99 milhões com vinhos raros

    James Wellesley, de 59 anos, liderou esquema que enganou investidores prometendo lucros garantidos com garrafas de luxo inexistentes

    Imagem Britânico é condenado por fraude de US$ 99 milhões com vinhos raros

    por Redação

    Um cidadão britânico foi condenado em Nova York após se declarar culpado por envolvimento em um esquema internacional de fraude com vinhos finos avaliado em US$ 99,4 milhões (cerca de R$ 151 milhões).

    James Wellesley, de 59 anos, admitiu participação na conspiração de fraude eletrônica perante a juíza federal Pamela Chen, no tribunal do distrito do Brooklyn, e poderá enfrentar entre 10 e 12 anos de prisão.

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    De acordo com a promotoria, Wellesley e seu sócio, Stephen Burton, apresentavam-se como executivos da empresa Bordeaux Cellars, registrada em Londres e Hong Kong. O grupo atraía investidores com a promessa de altos rendimentos a partir de empréstimos supostamente garantidos por um acervo de mais de 25 mil garrafas de vinhos raros, incluindo rótulos prestigiados como Domaine de la Romanée-Conti, da Borgonha, e Château Lafleur, de Bordeaux.

    Na realidade, a empresa controlava uma fração mínima desse volume — possivelmente apenas 217 garrafas — e usava o dinheiro dos investidores para despesas pessoais e para pagar juros a outros participantes do esquema, num modelo semelhante a um golpe de pirâmide.

    Leia Também: Leilão da Cité du Vin e Sotheby’s destaca raridades de Bordeaux

    A fraude operou entre junho de 2017 e fevereiro de 2019, até colapsar quando os pagamentos cessaram. Burton também se declarou culpado em julho e aguarda sentença marcada para 6 de janeiro de 2026, enquanto Wellesley será sentenciado em 3 de fevereiro do mesmo ano.

    Preso no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, após ser extraditado do Reino Unido, Wellesley — também conhecido pelo pseudônimo Andrew Fuller — concordou em devolver US$ 1 milhão bloqueados em mais de duas dezenas de contas bancárias. Sua defesa ainda não se pronunciou publicamente.

    O caso reforça o aumento de fraudes ligadas ao mercado global de vinhos raros, um setor avaliado em bilhões de dólares e frequentemente associado a investimentos de alto risco.

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