Mudança temporária atinge Priorat e Conca de Barberà após condições climáticas excepcionais

por Redação
As condições climáticas registradas na Catalunha levaram à adoção de regras excepcionais para a produção de vinhos na safra 2026/2027. O Instituto Catalão da Vinha e do Vinho (INCAVI) aprovou mudanças temporárias nas normas das denominações Priorat e Conca de Barberà, com redução dos níveis mínimos de álcool exigidos para as uvas e para determinados vinhos brancos e rosés.
A decisão foi formalizada em 5 de agosto e será válida para a campanha compreendida entre 1º de agosto de 2026 e 31 de julho de 2027. A medida busca adaptar as exigências das denominações às dificuldades de maturação provocadas pelas condições meteorológicas observadas ao longo do atual ciclo agrícola.
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O período foi marcado por chuvas elevadas durante o outono e o inverno e temperaturas excepcionalmente altas na primavera e no início do verão. Segundo a resolução, essa combinação, acompanhada por irregularidades na maturação das uvas, dificultou o alcance da graduação alcoólica natural mínima prevista para as uvas e do teor alcoólico mínimo exigido para alguns vinhos brancos e rosés.
As alterações foram solicitadas pelos órgãos responsáveis pelas duas denominações. A proposta da Conca de Barberà foi encaminhada ao INCAVI em 3 de julho, enquanto a do Priorat foi apresentada em 13 de julho.
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A legislação europeia permite mudanças temporárias nos regulamentos de denominações de origem quando condições climáticas adversas são oficialmente reconhecidas pelas autoridades competentes. No caso catalão, o processo inclui um relatório que reconhece a ocorrência de condições climáticas excepcionais.
Com a aprovação, Priorat e Conca de Barberà poderão trabalhar com limites mínimos de graduação alcoólica inferiores aos previstos normalmente em seus regulamentos durante a safra 2026/2027. A flexibilização contempla tanto o grau alcoólico natural mínimo das uvas quanto o teor alcoólico adquirido mínimo de determinados brancos e rosés.
A decisão evidencia como as oscilações meteorológicas estão interferindo diretamente no ciclo da videira e obrigando regiões tradicionais a ajustar, ainda que temporariamente, suas regras de produção às características de cada safra.